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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Um olhar sobre as diferenças

Postado em 08-07-2014

De que diferença se poderá falar, quando se reflete sobre um tema como esse? Talvez da diferença que é vista pelo social em sua intolerância pelos menos iguais. Na realidade, enquanto seres humanos, somos todos iguais e diferentes. Somos na verdade uma cultura intolerante às diferenças, sejam elas relativas à raça, sexo, cor, nível social ou deficiência. Somos avessos às minorias. Gostamos de ser massa. Somos também uma sociedade do espetacular, cujo maior valor é o parecer. Valemos pelo que parecemos.

Neste contexto, o rosto e o corpo valem como aparência, e valem se estiverem enquadrados no modelo de beleza que é vendido: o de pessoas jovens, magras, expressivas, bonitas e ricas. Nesse tipo de sociedade, aprende-se a banalizar a vida, os valores, os outros e até o próprio mal. Esse contexto de intolerâncias e banalizações, torna-se um terreno fértil para a prática da violência, já que o outro nada significa, que ele é visto como um estranho, jamais um parceiro, um aliado. A intolerância tem sido uma marca acentuada do nosso tempo, e é um caminho de violência e desrespeito ao outro.

Desde tempos imemoriais, desrespeitos à vida se fazem presente no mundo, e a humanidade em sua trajetória não foi muito diferente da atual. A história tem sido um percurso onde o homem sempre fez suas travessuras perversas, chegando a momentos estarrecedores de crueldade e horror. “Com a história dos povos não se aprendem lições de ética”, diz Oliva, lembrando as inquietações históricas do buscar o bem e encontrar a norma. Mas, do mesmo modo que é necessário que se conheça a fundo as mazelas da sociedade em que se vive, também é preciso nela encontrar o que é digno de elogio. Não apenas remexer os problemas que minam a dignidade humana, a coesão social, mas procurar também as manifestações da virtude que o cenário de destruições contemporâneas abriga. Talvez isso pareça, no contexto atual, de um otimismo ingênuo, mas a história foi escrita assim, entre abismos e esperanças. O psiquismo humano é assim também construído. Das cinzas de nossas experiências angustiantes, surgem crescimentos imprevisíveis.

Nossa saída para a construção de um futuro viável será a de uma educação para a compreensão, para a solidariedade e a moral da humanidade. Um caminho de paz nas relações terá de se pautar por uma ética da tolerância, possibilitadora do respeito aos outros, em suas mínimas ou grandes diferenças. Tolerar é uma forma de amar. O outro como tudo na vida, é insuportável e maravilhoso. Por vezes sua diferença nos fascina, outras vezes nos irrita. Uma ideologia permissiva tem difundido a ideia de uma liberdade irrestrita, de uma independência inconsequente, de uma banalização da alteridade, que desemboca numa falta de ética relacional. Assim, quanto mais permissivos, mais intolerantes.

As relações humanas sustentáveis terão de ser fundadas no exercício afetuoso da tolerância. Uma cultura do sentimento pode ser a via de acesso a um tempo mais humano. No mais profundo de cada um de nós, a cultura do sentimento pode nutrir a felicidade que é possível.

Fonte: jornal O Povo - 06/07/2014


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Deputado Estadual Artur Bruno

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