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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Analfabetismo afetivo

Postado em 17-01-2014

Este é o primeiro artigo depois do lançamento do meu livro Patrimônio Afetivo e eu não posso deixar de registrar o meu agradecimento aos leitores que estiveram presente e aos que mesmo de longe enviaram sua energia positiva. Iniciamos um novo ano, geralmente findando e iniciando novos projetos. Fiquei surpresa e feliz quando verifiquei que entre os planos mais listados para 2014, estava o de viver mais e profundamente as relações amorosas.

O analfabetismo afetivo em que vivemos, deixa-nos longe de saber como viver na intimidade com um parceiro. A vida na intimidade se apresenta como o maior desafio do mundo contemporâneo. Somos triunfantes do mundo da técnica, mas aprendizes do mundo dos afetos. Dependemos afetivamente dos outros, como do ar, da água, da luz. O amor é antes de tudo, um sentimento de dependência afetiva e um imperativo em nossa existência. O amor é também a constatação de nossa fraqueza compartilhada. Nossas decisões já não passam por nosso corpo apenas, mas pelo corpo do outro, o que gera sensação de fraqueza e vontade de controlá-lo. Por medo de perder nossa segurança, terminamos por anular sua singularidade, convertendo a vivência amorosa num campo de batalha. Não se pode ser arrogante, mas também não se pode pagar o preço da própria singularidade pelo acesso ao carinho de que necessitamos. De solidão e dependência se nutre a verdade da harmonia frágil de nossas relações amorosas. Um gesto, uma carícia pode modificar a dureza dessa realidade.

O diálogo e a amizade têm o poder de misturar o tecido social, com rara beleza estética. Encanta-me a possibilidade da amizade poder transformar a paisagem relacional da humanidade. Podemos avançar em direção a climas afetivos, onde predomine a carícia social, porque é só a partir da ternura, que afirmamos nossa condição de cidadãos desarmados, aptos para amar. Com sentido nas relações de gêneros, homens e mulheres podem usufruir das aproximações, longe da aversão do endurecimento masculino, e sem as intolerâncias do feminismo radical. É na vivência de valores estéticos, criativos e atitudinais, que construímos sentido para o que temos de fazer, produzimos sentido para as aproximações, as convivências humanas. Somos responsáveis por encontrar o sentido, descobri-lo até mesmo onde não parece haver condição para isso.

Como profissionais, como pais, como educadores, devemos ser escultores da sensibilidade e cuidadores do sentido. Podemos buscar e produzir sentido na família, estimulando o afeto e o reconhecimento das incompletudes e necessidades reciprocas. Estimular a cumplicidade do existir amoroso entre irmãos, lá, onde a vida social se ensaia, onde o afeto une, reúne, desune e reúne de novo. Podemos criar sentido para as relações amorosas, que têm se emaranhado numa verdadeira ditadura das sensações. O sentido eletriza as relações, porque ele é fruto da verdade da ternura que sentimos pelo outro. M. Dorais pensa que: “O importante não é tanto que uma mão nos acaricie, mas saber a quem pertence essa mão, o que deseja essa pessoa e o que sentimos por ela”. Não basta que sejamos tocados, é preciso que o sentido permeie esse toque.

Fonte: jornal O Povo - 12/01/2014


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Deputado Estadual Artur Bruno

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