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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Dá para ser feliz?

Postado em 21-10-2013

Os meus artigos normalmente são imbuídos de realidade com toques de otimismo, mas confesso que ultimamente ando um pouco descrente da nossa sociedade. Tenho encontrado todos os dias pessoas armadas, não apenas de armas de fogo, mas em todos os sentidos, por inteiro. Desde os primórdios que o homem inventou armas para caçar, para se defender do inimigo, mas passou a usá-las também para dar vazão ao inconfessado gosto agressivo e destrutivo que lhe habita. Quando nos armamos não apenas portamos uma arma, também nos endurecemos para poder dela fazer uso. Não se mata em sã consciência, mas em condições endurecidas e transtornadas. Aí reside o risco. O sujeito armado interiormente é a pior das armas. Razão porque não nos basta o desarmamento externo, é preciso que gestos novos nasçam em cada um com a deposição das armas, para que de fato, desarmamento seja o novo nome da paz.

Envergonha-me sentir medo do meu semelhante, andar de carro com janelas fechadas, portas travadas e se possível blindado. Questiono estarmos nutrindo tão elevado grau de medo e desconfiança em relação aos outros e até mesmo das crianças, as quais fomos acostumados a amá-las e protegê-las. O que estamos fazendo a nossa humanidade na medida em que só pensamos em nos defender? Quando não mais nos amamos, nos armamos. Proponho que nos desarmemos de nossas intolerâncias, de nossas arrogâncias, de nossos lugares de vítima, de nossas relações de poder, de nossas mágoas, de nossas palavras (mal)ditas, de nossos desafetos, das banalizações que mantemos em relação ao outro e à vida. Receio que estamos trocando amor por endurecimento e chamamos isso de evolução. O amor e a ternura, bem poderiam ser paradigmas para a convivência humana.

É preciso com vontade interna e pessoal, querer, desejar, amar a paz. Mas precisamente querer isso com nosso agir. Isso será possível a partir de uma ética vivida por cada cidadão, a partir dos valores pessoais e sociais cultivados por cada um, da apreciação pelos sentimentos que conduzem à cordialidade, à solidariedade, à compaixão, ao respeito pelos outros. Por que teríamos que deixar o mal prevalecer? Imagino que somos uma esmagadora maioria a querer o bem. Por que cedemos o passo ao mal? Podemos encontrar caminhos de realização do bem que está em nós. Sem aguardar que o outro faça primeiro, teremos de tomar a sociedade em nossas mãos e, tijolo por tijolo, construí-las como nossos gestos, nossas ações, nossos valores e atitudes.

Não se trata de fazer as funções do estado, mas de participar como cidadãos nessa construção, e fazer que todos cumpram seu dever. Mas teremos de colaborar com as instituições e com o estado para um melhor cumprimento das funções protetoras e geradoras de bem-estar que lhes compete. Operacionalmente, isso significa que podemos promover bem-estar nos lugares onde vivemos ou trabalhamos; significa que cada cidadão pode descobrir o necessitado mais próximo de si, orientá-lo, dar-lhe apoio e solidariedade; que os políticos devem assumir a causa dos interesses dos cidadãos; que as Universidades podem realizar Programas de Extensão Universitária que realmente promovam o bem-estar no social; que cada um de nós cuide do próprio bem-estar para que ele se reflita na convivência com os demais. “Felicidade pública” tem efeito dominó, todos usufruem. Ninguém deveria ficar de fora.

Fonte: jornal O Povo - 20/10/2013

 

 


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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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