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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Construção da sexualidade

Postado em 26-08-2013

Pensar a educação sexual visualizando a inteireza da pessoa é remeter a questão à anterioridade do nascimento, quando o casal opta pela criança. Somos seres do desejo, e desejar ter ou não um filho marca profundamente as relações entre o pai, a mãe e a criança. O bebê desejado, bem vindo ao mundo, certamente é tocado, cuidado e amado sem barreiras. Nessa atitude amorosa primal estrutura-se a dimensão primeira da sexualidade, numa relação epidérmica e experiencial, anterior à palavra não conceitual. Aqui os gestos falam mais alto e podem alicerçar no indivíduo o gosto futuro pela vida amorosa.

O cuidado é a expressão concreta do amor, é um estado no qual algo tem importância. Essa dimensão registra para a criança sua condição de “ser desejável”. Poderá a criança mal cuidada, mal amada, mal tocada sentir-se desejável? Além disso, a vivência prazerosa e expressiva da sexualidade dos pais é a mais autêntica e eficiente educação sexual.

Entretanto, a grande maioria pertence a uma geração que silenciou a própria sexualidade como forma de negá-la, de reprimi-la, o que dificultou o desenvolvimento de atitudes livres e transparentes frente à própria vivência do sexo. O saldo disso é a inquietação e insegurança face à sexualidade vivida e questionada pelos filhos.

A escola precisa continuar o trabalho de educação sexual repensando dimensões esquecidas, visões distorcidas ou negadas da sexualidade sem, contudo, substituir a família, porque a criança não chega à escola com o corpo transparente, em estado de nudez, mas já com diversas inscrições acerca do sexo. A interação família-escola torna-se fundamental, para que ela não se torne alvo da duplicidade de discursos e de atitudes em seu processo educacional.

A tarefa de educação sexual torna-se emocionalmente custosa, também aos professores, igualmente pertencentes a esta cultura, que muitas vezes, não se sentem disponíveis, tranquilos e maduros frente à própria sexualidade. Mesmo assim, quase sempre a escola torna-se o espaço mais aberto onde as crianças e adolescentes fazem seus questionamentos.

Nos debates sobre a sexualidade, tenho observado que os jovens fazem perguntas que os pais e mesmo os mestres não se atrevem a fazer. São gerações diferentes, sinalizando as relações de fechamento-abertura frente ao discurso do sexo. É função da educação sexual suscitar, estimular a troca e o encontro entre as pessoas.

Troca e encontro é que possibilitarão as mudanças nas relações sociais. Uma revisão de padrões machistas e o estabelecimento da igualdade e liberdade para ambos os sexos torna-se imprescindível. Fora disso, tudo o que for alterado levará a novas formas de repressão. A possibilidade da partilha amorosa está na igualdade, na relação “eu-tu”. Na desigualdade, está a dominação-submissão, a relação “eu-isso”. Que não invertamos os termos da relação a ponto de amarmos as coisas e possuirmos as pessoas.

Fonte: O Povo - 25/08/2013


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Deputado Estadual Artur Bruno

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