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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Juventude da alma

Postado em 03-06-2013

Tenho conversado com pessoas mais velhas e sinceramente o tipo de conversa não tem me agradado. Muitos já não conseguem rir, alguns por não verem graça na vida e outros porque o botox não os permitem fazê-lo. Será que realmente pensam que estão disfarçando a idade com esse rosto plastificado? Nada contra os cuidados com a beleza, mas querer transformar-se em um jovem já é demais! A sociedade do espetáculo, com a qual convivemos, não chama a atenção para o brilho que vem de dentro das pessoas maduras. Enfoca, ao contrário, a falta de brilho da pele, os sinais da aparência modificada pelos anos vividos. Nessa sociedade, não aprendemos a ver beleza nas marcas que o tempo inscreve em nosso corpo. Por que essas marcas teriam de ser vistas como feias? Elas compõem nossa história. Hoje há meios e técnicas para o cuidado com a beleza externa, mesmo assim, não conseguimos ser mais felizes com isso.

“Vivemos numa civilização que nos concedeu mais tempo, mas detesta a passagem do tempo”, diz Lya Luft, no seu livro Perdas e Ganhos. Precisamos ter um olhar próprio, saber que é possível envelhecer com alegria, elegância, dignidade e vitalidade. Há idosos que participam desse modo preconceituoso com que a sociedade em geral vê a velhice. Envelhecer pode ser grande, se acreditarmos e acalentarmos projetos próprios de bem-estar. Estamos vivos e interessantes, enquanto somos interessados, criamos, elaboramos e nos apropriamos de nosso destino.

O tempo, em cada estágio da vida, tem seus encantos e desencantos. A velhice pode ser um tempo de encanto, serenidade, mistério, confiança, sedução, elegância diante dos fatos. Um tempo sem a urgência das relações, em que se pode viver mais apoiado na própria construção interna que foi feita.

Nossa sociedade tem algumas manias de grandeza, postula grandes felicidades, sugere megaprazeres, propõe uma juventude eterna, exige um corpo e performance impecáveis. São manias exigentes e alienantes que nos distanciam de nós mesmos e se deixam acompanhar de ilusões e frustrações. A felicidade, porém, é um sentimento simples que nasce de pequenas ocasiões, e é vivido dentro da gente. Há múltiplos prazeres disseminados nas esquinas da vida, que nos ajudariam a sentir felicidade, mas, se estamos engessados na ideia do grande prazer, deixamos de usufruir da festa simples da vida. Uma eterna juventude da alma, não do corpo, pode ser pensada, se nos mantivermos abertos para a vida, num contínuo intercâmbio, renovação e ressignificação de nossa presença no mundo.

Encorajamento, fortaleza e confiança perante a vida resultam de uma construção pessoal no transcorrer do existir. Começa cedo o trabalho por um envelhecimento com qualidade. Supõe o sentido do que fizemos a nós mesmos, aos outros e ao mundo. Amadurecer, envelhecer, deveria ser visto como coisa natural, do mesmo modo como vemos o crescer na infância e o adolescer na juventude. É a vida avançando no tempo.

Somos a nossa própria história a cada etapa em que vivemos. O que vamos experienciar mais adiante depende da história que escrevermos em nosso tempo. Por isso, o tempo é agora. É preciso amar o presente e o que foi construído, para que se possa aceitar como natural o que é natural, acolher bem o que não pode ser modificado e viver, do melhor modo possível, o que há para ser vivido. 

Fonte: Jornal O Povo - 02/06/2013


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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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