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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Máquinas desejantes

Postado em 02-07-2012

Atravessamos momento social muito pouco metamotivado. Estamos submetidos à cultura da velocidade, do efêmero, do consumo. Somos uma cultura em que não há tempo nem energia para as pessoas sentirem e usufruírem de sua potencialidade prazerosa. Em meio à desconfiança, à violência, ao “salve-se quem puder”, faltam chão e disponibilidade para o desarmamento e a entrega necessários à experiência amorosa. É nesse contexto que as pessoas exigem cada vez mais performance e um desempenho sexual “tecnizado”, capaz de assegurar um funcionamento padrão às nossas “máquinas desejantes”. O prazer se dá mal com esse modelo.

Crescem, na minha observação clínica, a queixa de diminuição do desejo e o desencanto com o prazer obtido, esmagadoramente menor que as expectativas mantidas. As pessoas parecem desconhecer que podem buscar um mais além de si e perdem-se na mesmice empobrecedora da experiência sexual, numa mera busca de orgasmos sem nenhum gozo mais além. Como uma imposição que lhes pesa, sobre a referência que fazem de si como seres sexuais. Na época da liberação, temos a impressão da expansão, embora, na verdade, vivamos em contração. Gaiarsa diz que toda expansão é prazerosa e toda contração é angustiante.

Parto dessa inquietação para considerar a importância de que a sexualidade seja pensada e inserida no viver em totalidade, isto é, que ela seja situada como um aspecto entre outros do existir humano. Magnificá-la para além de sua dimensão, fazer dela o todo, condição única de felicidade, é irreal e pode gerar efeito contrário. Transformá-la num monstro que nos possui vai torná-la mais sufocante que libertadora. Fazer de sua vivência, em moldes pré-estabelecidos, condição de normalidade pode tirar-lhe a espontaneidade e empalidecer o bem que ela representa na vida. Por isso, a “deseleição” do sexo-rei parece-me mais libertadora. Assim o indivíduo poderá sentir-se bem ao gostar de sexo, como gosta de arte, de política, de tocar um instrumento, ser um bom gourmet ou escrever poesias. Não terá de ser um atleta sexual para conformar-se a padrões estereotipados e consumistas que são impostos.

O conceito de estresse é bem compatível com a visão sistêmica da vida, mas só pode ser bem apreendido quando uma sutil interação mente e corpo é percebida. Estresse pode ser compreendido como um desequilíbrio do organismo em resposta a influências ambientais. Ele ocorre quando uma ou diversas variáveis do organismo são forçadas até seu limite, o que induz a um aumento de rigidez em todo o sistema. Prolongado, gera incapacidade para integrar as respostas do corpo a nossos hábitos culturais e regras sociais de comportamento. Por isso, ele é fonte geradora também de dificuldades sexuais, que surgem como gritos do organismo exausto, em sua força física, em seu estado emocional ou dimensão existencial.

Uma dimensão humana perpassa as disfunções sexuais e podemos entendê-la a partir do fato evidente de que somos um todo e funcionamos na inteireza disso que somos. Cresce esse reconhecimento entre os estudiosos e atualmente sopram fortes outros ventos teóricos fazendo ver que a pessoa age em totalidade, entrelaçando-se e interagindo com os outros e com o universo.

 

Zenilce Vieira Bruno - Psicóloga, sexóloga e pedagoga - zenilcebruno@uol.com.br

 


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Deputado Estadual Artur Bruno

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