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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Amorosidade

Postado em 24-10-2011

Na família, os pais deixam suas marcas nos filhos, inscrevem em seus corpos e em suas almas estilos de vida, valores e projetos, também sintomas indesejáveis. Os pais marcam profundamente os filhos com palavras ou silêncio, olhar de reconhecimento ou reprovação, presença ou ausência, elogio ou crítica, cuidado ou indiferença, amor ou desamor, interesse ou desinteresse pelos projetos futuros, firmeza ou fraqueza, sua capacidade de dizer sim e de dizer não. Todo ser humano precisa reconhecer-se nos pais e ser por eles reconhecido. 

O bebê humano é um ser tão frágil e dependente, que se não for cuidado amorosamente sucumbe, adoece e pode até morrer, pois não é capaz de gerir sua subsistência. Em meio a tanta fragilidade, um potencial imenso aí está, como semente, dependendo de condições favoráveis para tornar-se um grande ser humano. E não quero dizer, riqueza, abundância, luxo ou beleza física. Isso pode favorecer ou fragilizar a estrutura da pessoa. Falo de condições de receptividade, compreensão e afetividade, sobretudo por parte dos pais ou daqueles com quem convive. Do reconhecimento, lei necessária ao desenvolvimento da auto estima. Da forma de lidar com os filhos, da importância da escuta atenta, do elogio atencioso, do abraço afetuoso e do limite preciso que devem permear as relações entre pais e filhos.

A cultura costuma delegar a tarefa do cuidado amoroso dos filhos às mães. No entanto, sabemos que isso é simbólico, e que os filhos precisam igualmente do amor paterno. Os fatos têm mostrado que não basta o amor de mãe e que todo ser humano quer ser amado também por um pai. Temos nos deparado com fatos muito dolorosos no terreno familiar que nos fazem pensar nos papeis parentais.

O social, como um grande espelho, tem refletido desacertos que nos fazem questionar sobre as falhas cometidas no processo educativo. Filhos que crescem sem contatos e afeto tornam-se adultos violentos. Já não dá mais para acreditar que os desmandos familiares, passados ou contemporâneos, devem-se só à ausência da mãe que se tornou também profissional. De fato, isso apenas deu visibilidade ao lugar vazio do pai.

Torna-se crucial uma atenção maior ao vazio de carinho e de sentido que pode rondar a alma dos filhos. Esse vazio tem consequências imprevisíveis, porque não se engana facilmente, não se preenche com qualquer coisa. É vazio que gera outros vazios e produz uma busca perturbada de equivocados preenchimentos como: devaneios, bebedeiras, drogas, sexo irresponsável, altas velocidades, roleta russa, enfim, coisas que nos fazem tremer ante à imprevisibilidade das condutas inconsequentes a que assistimos.

Todo filho necessita dos braços e abraços de seus pais para sentir-se capaz de enfrentar o mundo, para que não congele no peito a capacidade de amar os filhos que terá amanhã. Quando adultos, a autoestima depende também do olhar social, que aprova e reconhece nosso valor, nossa construção pessoal, nossas produções, até que nós mesmos possamos construir um olhar próprio, um reconhecimento sobre o que fizemos a nós mesmos.

Torna-se crucial uma atenção maior ao vazio de carinho e de sentido que pode rondar a alma dos filhos

 

Zenilce Vieira Bruno, zenilcebruno@uol.com.br

Psicóloga, sexóloga e pedagoga


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Deputado Estadual Artur Bruno

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