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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

A ética da amizade

Postado em 11-04-2011

“Robinson Crusoé, solitário em sua ilha, torna-se lentamente estúpido”. Qual a razão disso, poderíamos nos perguntar. É possível compreender que a questão se justifica pelo fato de que, os pensamentos dos outros nos são necessários, que seu olhar nos completa, faz parte da identidade que construímos. Cada ser humano deseja e necessita ser reconhecido por outras consciências, por outros eus, para então, reconhecer-se a si mesmo. Parece que, sem esse reconhecimento, sentimo-nos fora do conjunto que chamamos de humano. Nossa identidade acontece, portanto, na família, no mundo, no espaço público, diante dos outros. Os primeiros outros com quem nos defrontamos são nossos pais. É aí no face a face com eles, que vamos nos constituindo como sujeitos, amados e reconhecidos. Essa identidade assim constituída diante dos outros, revela quem somos, não o que somos. No exercício da vida, das relações, expressamos o quem somos, através das ações, daquilo que fazemos, do que dizemos, do nosso agir, da nossa conduta ética ou perversa.

Penso no lugar que a amizade pode ocupar no processo de convivialidade da sociedade. Não falo da amizade que nos distrai de nós mesmos, mas do exercício de verdade, de tolerância, eticidade e bem estar que ela possibilita. Assistimos a um crescente empobrecimento das formas de sociabilidade e de relacionamento, que talvez se deva a uma colagem de nosso imaginário aos modos estabelecidos de interações afetivas, onde se negligenciou a pluralidade e concedeu-se muita ênfase ao particular, ao meu, ao individual. Fundou-se uma economia da satisfação tão egóica, tão narcísica, tão sem projetos coletivos, que não resta lugar para os outros e suas diferenças. No entanto, seria essa a possibilidade mais imediata de nosso enriquecimento. Mudar esse imaginário obsoleto supõe uma nova política da imaginação, um pensar a atividade, considerar o que fazemos e suas consequências.

A amizade é uma possível saída ao dilema que vivemos, por um lado, a saturação das relações pós modernas globalizadas, e por outro a solidão que se torna ameaçadora. A amizade possibilitar-nos-ia também outra aprendizagem democrática. Afinal, é nesse conviver que exercitamos a tolerância, o respeito, o entendimento, a desconstrução de ideias, a reinvenção de nós mesmos, a politização dos sentimentos. Uma desconstrução necessária é a do conceito de amizade, como algo que se dá na esfera do privado, do íntimo, do fraterno, do familiar. Precisamos de novas formas de pensar e apreciar a amizade que é possível nas relações, no mundo, na sociabilidade, na política, no público.

O ato de escrever sobre isso me faz pensar no valor de estimular amigos leitores a incrementarem e valorizarem a ética da amizade, a política do bem querer. Ter um amigo é um tesouro confortável ao nosso estar no mundo. É especial contar com alguém que se dispõe a partilhar, a estar próximo de nós quando não estamos bem, ou quando estamos muito bem. Amigo não é só aquele que nos conforta no abatimento, mas sobretudo aquele que vibra com nossas vitórias. Alegrar-se com a alegria do outro requer muita generosidade. Muito da graça da vida devemos aos amigos. A eles dedico essas reflexões.


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Deputado Estadual Artur Bruno

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