>>


Receba as notícias do mandato por e-mail Cadastro
Cadastro
Ver como é o informativo

E-mail obrigatório.
Digite seu e-mail.


Sair da lista




PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

Aprendendo a Viver

Postado em 06-07-2010


Acompanho diariamente a angústia de algumas pessoas querendo a todo custo “rejuvenescer”, proliferando técnicas para se conseguir a façanha de produzir mocidade, de fazer brilhar a pele, mesmo que haja dor e baixa estima, despistando-a com uma “frivolidade alegre”, para dar-se conta da maquiagem de felicidade desejada pela plateia social, numa espécie de ditadura da juventude.



O rejuvenescimento não existe cientificamente, em termos médicos e farmacológicos. Porém, do ponto de vista psicológico, constatamos frequentemente como certos indivíduos remoçam, aparentando dez anos menos que sua idade cronológica, quando mudam hábitos e corrigem erros de uma vida inadequada à felicidade. A magia de um feliz acontecimento, uma atividade prazerosa, o cultivo de uma arte, a realização pessoal, um novo amor, e eis que nos surpreendemos com sua aparência totalmente remoçada. Não está nos potes, nos frascos, nas ampolas; não é a pílula, nem são gotas milagrosas, mas se reflete na postura, na voz, no brilho dos olhos, no sorriso, no dinamismo, na desenvoltura, no “élan” vital.



E o que é isso então? Isso se chama alegria de viver, amor à vida. Sabemos que desgosto envelhece e mata. Podemos crer que o gosto conserva a vitalidade e prolonga a vida. Dizendo não à velhice triste o rosto resplandece, cultivando o entusiasmo ao longo de toda a vida. Entusiasmo que é luz interior. A palavra entusiasmo no grego é formada pelos elementos en, que quer dizer dentro de, e theos, Deus. Sua formação tem o belo significado: Deus dentro.



Se podemos acelerar o envelhecimento, logicamente podemos retardá-lo. É a rampa onde uns deslizam suavemente, obedecendo ao ritmo natural do tempo, mantendo o aspecto vigoroso, sadio, disposto, onde transparece a alegria de viver, ao contrário de outros que se precipitam numa velhice precoce aparentando muitos anos mais que a idade real. Mas como retardar a velhice? Não há de ser negando-a, combatendo-a, revoltando-nos contra o inevitável, mas aceitando-a, desfrutando-a como uma das fases naturais da vida.



A convicção de que o prazer é incondicionalmente bom passa por uma apreciação positiva da vida. Para que o prazer seja sentido como um bem é preciso que o ser humano se interesse pelo simples fato de estar vivendo, um pouco como a criança que se interessa pelo brinquedo que acaba de ganhar e se diverte ao brincar com ele por prazer e não em vista do prazer. Em geral complicamos e aguardamos que um enorme prazer aconteça. Enquanto isso desperdiçamos a real oportunidade de vivê-lo, porque ele tem a arte de se esconder em coisas muito simples.



Para alguns, a maturidade é sinônima de chinelos, pijama, quietude, descanso, aposentadoria, ausência de objetivos, perda da alegria, do amor próprio e da confiança, sensação de inutilidade, desprestígio, do estar perdido no tempo e no espaço, de assexualidade e até mesmo da sensação de “morte em vida”. Por outro lado, felizmente, há quem diga que a “vida começa aos 40”. Tem se tornado evidente a existência de mais dinamismo, novos estímulos, participação social, cultural e política mais ampla e até uma construção diferente da vida e da relação com o tempo por parte das pessoas que estão na Terceira Idade. Precisamos estar conscientes de que o envelhecimento é um processo fisiológico, não uma enfermidade.



O desejo do amor não cessa no indivíduo por nenhum decreto jubilatório. Amor é desejo da alma que acompanha o corpo até o fim. Velhice não quer dizer renúncia ao amor. É, em verdade, a fase da vida em que mais amamos com desprendimento. É na idade avançada que se desenvolve a capacidade de amar, porque é a idade da cultura e do aperfeiçoamento moral. Sabemos de toda a importância que a sexualidade exerce sobre nossa vida e nosso relacionamento. Então procuremos descobrir em nós mesmos a sagrada chama do amor. Algumas vezes parecerá que acabou, mas não. Soprem as brasas, mesmo sob as cinzas, e as verão arder. O amor está em nós. Ele é a nossa própria alma.



O que se pode dizer do amor maduro? Primeiramente que ele só é maduro quando conquista dimensões especiais. Caso contrário, permanece infantil ou adolescente. Não é a idade que define a maturidade do amor. Ficamos maduros no amor quando o outro se torna tão especial para nós que lembramos dele como quem reza uma oração ou escreve um poema. Somos maduros no amor quando não cobramos nada, porque conquistamos a certeza interna de que é simplesmente bom estar com o outro.



Zenilce Vieira Bruno - sicóloga, pedagoga e sexóloga

zenilcebruno@uol.com.br



| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 |    Próxima | Última página

 


Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
SEMA - Rua Osvaldo Cruz, 2366.
Cep: 60.125-151 - Dionísio Torres, Fortaleza/CE

Telefones: (85) 3101.1234
Fax: (85) 3101.1234
e-mail: arturbruno@arturbruno.com.br

Site produzido e atualizado pela assessoria de comunicação e TEIA DIGITAL