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PRINCIPAL * EDUCAÇÃO SEXUAL

 

FotoEducação sexual com  Zenilce Bruno

Zenilce Vieira Bruno é Pedagoga e Orientadora Educacional, Psicóloga Clínica e Psicodramatista, Especialista em Adolescência, Psicoterapeuta de Adolescente, Casal e Família, Especialista em Sexologia, Terapeuta Sexual e Educadora Sexual, Formação em Neurolinguística, Membro da Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana, Professora do Curso de Especialização em Adolescência da UFC, Professora do Curso de Especialização em Psicologia da Adolescência da UNIFOR, Consultora, Colaboradora e Colunista dos Meios de Comunicação sobre Adolescência e Sexualidade Humana.

zenilcebruno@uol.com.br

O apelo sexual na mídia

Postado em 07-06-2010


Compreender o que mais primitivamente incita o ser humano significa poder sobre ele, sobre suas emoções e ações, demandando responsabilidade e ética. As ações de marketing podem vir a serem condutores significativos da saúde e da educação sexual e em alguma medida certamente já o são. É notório que a grande maioria das pessoas é absolutamente incapaz de explicar os reais motivos pelos quais utiliza um determinado produto, demonstrando claramente terem sido manipuladas pela publicidade.

Inegavelmente, um significativo número de pessoas tem suas tendências consumistas insufladas, suas opiniões direcionadas e seu estilo de vida dirigido pela mídia. Um constante “bombardeio” atinge a todos insistentemente, sendo mais eficiente quanto mais vulneráveis forem as pessoas; em grau maior ou menor, entretanto, sem dúvida atinge a todos.

A infância e a adolescência são as fases da vida mais susceptíveis às mensagens recebidas, e é o jovem o mais facilmente levado a assumir posturas e posições de determinadas causas de interesse dos “comunicadores” ou de seus patrocinadores. A publicidade explícita convence que a pasta dental X é a melhor, que a maionese Y é mais saborosa ou que é absolutamente impossível uma pessoa normal ser feliz e sexualmente atraente se não usa o desodorante Z.

Perante uma sociedade na qual a estrutura familiar tem sofrido déficits, e na qual a mãe trabalha fora, já que apenas o pai não dá mais conta de prover a quantidade e a qualidade de ofertas de bens de consumo (que se tornam cada vez mais “necessários” na vida cotidiana), existe um crescente sentimento de solidão, abandono e vazio já no início da vida.

As crianças ou permanecem muito tempo expostas à televisão e à Internet ou são enviadas precocemente para escolas e creches para que essas, com sua equipe de professores e pedagogos, preencham esse vazio deixado pelos pais. As escolas por sua vez, mostram-se muitas vezes despreparadas para tais demandas sexuais e afetivas. Levando em conta toda a exploração sexual na mídia, nos perguntamos porque não usá-la a nosso favor, esclarecendo que esta sexualidade deve ser exercida com responsabilidade, evidenciando que este corpo tão almejado e sedutor nos levará a uma possível relação sexual e que a mesma pode nos trazer prazer, mas também desprazeres muitas vezes irremediáveis. Como se transa tanto na TV e as pessoas não contraem nenhuma doença e nem engravidam. Será a televisão assim tão mágica?

Mais recentemente, talvez sentindo aí um filão de audiência pouco explorado, os meios de comunicação têm se dedicado, com tanto afinco quanto ineficácia, à educação sexual. Embora muitas propostas tenham valor, e muitos dos profissionais sejam sérios e competentes, no aspecto geral o que se vê é uma lamentável paródia, onde as matérias sobre sexo são exploradas da maneira mais sensacionalista, visando muito mais o “ibope” do que os

resultados educativos.

Não sou uma especialista em técnicas de Comunicação Social, mas como psicóloga e sexóloga posso constatar que o apelo excessivo aos fatores emocionais que estão vinculadas ao prazer sexual é o mais potente reforçador do comportamento humano. Será que se tivéssemos propagandas tão competentes quanto as que vendem artigos de beleza, em que acreditássemos que usando camisinha seríamos tão belos e felizes quanto aqueles modelos e manequins das revistas e dos outdoors, não evitaríamos esta imensa quantidade de casos novos de gravidez, DST e aids a cada ano?

Não desejo reduzir os meios de comunicação a meros estimuladores do consumo ou de práticas sexuais. Pelo contrário, julgo terem importante papel na sociedade moderna, papel este que, infelizmente, não vem sendo cumprido a contento. Sabemos que a TV e os outros tipos de mídia se transformaram na principal fonte de informação sexual, mostrando um conteúdo cada vez mais sexualmente explícito. Aqui, como em quase tudo, fica patente que as coisas não são boas ou más em si, mas dependem, sim, do uso que delas se faz.

Acredito que a fronteira mais difícil seja mudar a concepção atual: a televisão, a Internet e já mencionando as novas gerações de telefonias celulares com mídia, como a “alma da casa” ou como cuidadores e babás substitutos. A devolução de crianças e adultos ao seu necessário convívio afetivo familiar é um imperativo para manejo de influências negativas, quer sejam conduzidas pela mídia quer por outros influenciadores externos.

Psicoterapia e Sexologia

Av. Dom Luis, 1200 Sala 1402 Aldeota

Fone: (85) 4011.2982 CEP: 60160-230

E-mail: zenilcebruno@uol.com.br

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Deputado Estadual Artur Bruno

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