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NOTÍCIAS

14-11-2012

Alguns conceitos de economia

Saber alguma coisa de Economia é fundamental para decifrar o mundo ao nosso redor. Vejamos algum dos principais temas econômicos.

JUROS são o preço cobrado sobre dinheiro emprestado. Se um banco lhe empresta 100 reais hoje com a condição de que você devolva 115 reais no mês que vem, então a taxa de juro que ele está sendo cobrada é de 15% ao mês.

A economia brasileira possui uma taxa básica de juros, chamada taxa Selic. Ela é determinada a cada mês pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central – órgão do governo Federal que regula a quantidade de dinheiro em circulação no país e supervisiona o sistema bancário. A taxa Selic são juros que o Banco Central cobra pelos empréstimos que faz aos bancos. A partir dela, os bancos estipulam os juros que cobrarão daqueles que lhe pedem empréstimo (como quando se usa o cheque especial, por exemplo). Por isso, ela é denominada taxa básica. Obviamente, o banco cobra mais daqueles a quem empresta do que daqueles a quando paga ao tomar emprestado do Banco Central. Essa diferença é chamada de spread (palavra inglesa para a diferença entre o preço de custo e o de venda). Apesar da tendência de queda na virada do ano, o Brasil ainda tem juros reais (taxa Selic menos inflação) mais altos do mundo. PIB (Produto Interno Bruto) é o valor do que é produzido pelos três setores da economia (Industria, agropecuária e serviços) em certo período, em geral, em um ano.

Dois termos são mais citadas que o valor absoluto do PIB, porém, são duas medidas derivadas. Uma é o PIB PER CAPITA (PIB dividido pelo número e habitantes), que revela quanto caberia a cada pessoa se as riquezas produzidas fossem divididas igualmente. Ela nos mostra que pouco adianta o PIB crescer se a população aumenta em ritmo mais rápido, porque o país acaba ficando mais pobre. A outra é a variação percentual, que indica quanto o PIB cresceu ou diminuiu. O PIB brasileiro cresceu nos últimos anos, mas de maneira inconstante: ora aumenta mais, ora menos. O crescimento é pequeno em comparação ao dos principais países emergentes, como a China. Por que o PIB brasileiro não deslancha? A principal razão apontada são as altas taxas de juro.

Os empresários reclamam que elas restringem as compras e, por isso, freiam os negócios. O governo rebate dizendo que os juros estão altos porque são a principal ferramenta para manter um antigo pesadelo sob controle: a inflação. INFLAÇÃO é o aumento geral dos preços. Se, por exemplo, uma cesta de produtos que custa 10 reais em janeiro passa a ser vendida por 12 reais em fevereiro, apurou-se uma inflação de 20% no mês. A inflação já foi o grande drama da economia brasileira. A partir dos anos 1980, vários planos fracassaram na tentativa de contê-la, como o Plano Cruzado do Governo Sarney. Mas, desde 1994, com a implantação do plano Real, ela está relativamente sob controle.

E como o Brasil controla a inflação? Em 1999 foi estabelecido em regime de metas: o governo estípula um índice que deve ser perseguido nos próximos meses. Para atingi-lo, a principal ferramenta são os juros altos: ao tomar os financiamentos (como crediário ou cartão de crédito) muito caros, eles diminuem a procura por bens e serviços e freiam a economia. Como consequência, os preços sobem menos, o que é explicado pela lei da oferta e procura – quanto menor a procura por um produto ou serviço, menor tende a ficar seu preço, para o comerciante tentar estimular a venda. O REAL é uma das moedas que mais se valorizaram no mundo em relação ao dólar nos últimos três anos. Para saber o que significa e qual a relação com os juros altos, primeiro é preciso entender dois conceitos: taxa de câmbio e regime cambial. A taxa de câmbio é o preço de uma moeda estrangeira cotado pela moeda local. Ou seja, taxa de câmbio da moeda norte-americana no Brasil é o preço de 1 dólar em reais. Desde 1999, o Brasil possui regime cambial flutuante, ou seja, em vez de o governo determinar a taxa de cambio (como ocorre no regime cambial fixo), ela varia conforme a oferta e procura por moeda estrangeira no país. Quanto mais dólares houver no Brasil, ou seja, quanto maior for sua oferta, menor será seu valor em relação ao real, e vice-versa. Ultimamente dois fatores têm contribuído para a entrada de muitos dólares em nosso país. Um são as altas taxas de juro, que atraem investimentos financeiros internacionais, feitos em dólar. Outro é o bom desempenho das exportações, que têm batido recordes. O real valorizado traz consequências boas e ruins. Entre as boas, fica mais barato comprar produtos estrangeiros, a indústria se moderniza com a importação de tecnologia. Além disso, como as matérias-primas importadas tornam-se mais baratas, o preço do produto final tende a cair, o que pressiona a inflação para baixo. Mas, por outro lado, com o real valorizado, as exportações e a balança comercial tende a ser prejudicadas. DÓLAR Não é só o real que tem se valorizado em relação ao dólar. Esse é um fenômeno mundial: desde 2003, a moeda norte-americana vem se enfraquecendo em relação ao euro (moeda da União Europeia), ao iene, do Japão, e à libra esterlina, do Reino Unido, por exemplo. O que explica a queda do dólar é a mais básica das leis econômicas, a da oferta e procura: quando a quantidade disponível aumenta muito, os preços caem.

O que ocorre é que há muitos dólares no mercado, e por isso seu valor vem diminuindo em relação a outras moedas. Isso porque, nos últimos anos, o governo dos Estados Unidos vem gastando muito mais do que arrecada, e o país tem importado muito mais do que consegue exportar. Em outras palavras, vem registrando altos défices públicos e comercial. A questão é importante porque tudo que ocorre nos Estados Unidos influência diretamente a economia global, já que o país é responsável por cerca de 30% do PIB do mundo inteiro. Para tentar sair do endividamento, é possível que os Estados Unidos decidam desaquecer sua economia, desvalorizando ainda mais o dólar para baratear seus produtos no mercado internacional, facilitando as exportações e reduzindo as importações. Como os norte-americanos formam o principal mercado consumidor do planeta (são de longe o país importador mais importante), uma diminuição no ritmo de sua economia leva pelo mesmo caminho o resto do mundo. BALANÇA COMERCIAL é o resultado do total de valores de exportação menos os da importação. Por isso os resultados positivos obtidos pelo Brasil nos últimos anos são comemorados: significa que, no que se refere ao comércio exterior, entrou mais dinheiro do que saiu.

Dois motivos principais explicam o saldo recorde. O primeiro é o aumento das vendas, com destaque para o crescimento da participação dos bens manufaturados, que, por ser mais elaborados, trazem mais dólares ao país por unidade exportada. O segundo não é tão bom: O crescimento das importações ficou abaixo do esperado, o que reflete a desaceleração da economia. Afinal, uma moeda nacional forte não tende a prejudicar a balança comercial? Sim. Quanto maior o valor real, mais caros ficam os produtos produzidos aqui e, portanto, mais difíceis de ser exportados. Então, como o Brasil bate recordes no comércio exterior se o real anda em alta? O principal motivo pelo qual o real não empurra a “bola” do saldo para baixo é a ótima situação da economia mundial SUPERÁVIT PRIMÁRIO Quando o governo arrecada mais do que gasta com despesas normais (ou seja, fora gastos com dívidas), o resultado de suas contas é chamado de superávit primário.

Se o contrário ocorre, chamamos de déficit primário. Atingir o superávit é uma decisão política e implica um esforço – aumentar a arrecadação e diminuir os gastos públicos, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Por isso, ele também é chamado de “aperto fiscal”. Mas, se o governo não é uma empresa por que precisa dessa espécie de “cinto” que vem obtendo de forma crescente desde 1999? Todo dinheiro economizado é usado para pagar os juros da dívida pública, ou seja, a dívida do governo. Os defensores dessa política acreditam que ela trará grandes benefícios em longo prazo. Pagando o que deve, o Brasil ganha credibilidade no mercado internacional, o que atrai investimentos. E, com a diminuição da dívida, sobrariam no futuro mais recursos para gastos públicos. Mas o assunto é polêmico. Os opositores argumentam quer a dívida vem caindo muito pouco em relação ao PIB. E, em curto prazo, o superávit primário prejudica gravemente os gastos sociais e mantém os impostos muito altos. DÍVIDA PÚBLICA, a divida do governo é chamada de dívida pública. Ela surge quando o poder público gasta mais do que arrecada e, para fechar as contas, precisa fazer empréstimos.

Diminuir a dívida pública é o objetivo do superávit primário. Ela vem diminuindo nos últimos anos – ainda que em ritmo lento. O principal fator que eleva a divida pública são as altas taxas de juro, pois mais da metade do total devido é corrigido pela taxa Selic. Por isso, alguns economistas defendem a redução dos juros como uma ferramenta mais eficiente que o superávit primário no combate ao endividamento. Mesmo os adeptos da política do governo reconhecem que uma queda repentina da taxa Selic traria, rapidamente, aceleração da atividade econômica e redução da dívida. Mas alegam que, em longo prazo, a medida causaria aumento da inflação, desvalorização do real e perda da credibilidade do país no mercado financeiro internacional.

RISCO-PAÍS Definido por instituições privadas como o banco norte americano JP Morgan, o risco-país é um indicador que mede a possibilidade de um país dar calote em sua dívida externa. Graças a resultados como os superávits na balança comercial e ao controle da relação entre dívida pública e PIB, o risco-país brasileiro (chamado de risco Brasil) tem caído nos últimos anos. Quanto menor o risco-país, mais fácil é obter empréstimos internacionais, e eles passam a custar menos.

Compilação feita a partir de:

- Dicionário Eletrônico Houaiss

- Almanaque Abril - 2007

- www.wikipedia.org

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