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Atualidades
23-03-2007
Economia: Conceitos e História

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A palavra economia (do grego oíkos, “casa”, e nómos, “lei”) quer dizer “Administração do Patrimônio”. Economia é a Ciência que estuda as leis que regem o sistema econômico.
A economia e o seu começo

A palavra economia (do grego oíkos, “casa”, e nómos, “lei”) quer dizer “Administração do Patrimônio”. Economia é a Ciência que estuda as leis que regem o sistema econômico. Ela sempre existiu e deve aos gregos, na Antiguidade, aos escolásticos, na Idade Média, e aos fisiocratas franceses do século XVIII muitas das teorias que ainda hoje a inspiram.

Adam Smith (1723/1790) - A economia como ciência independente da filosofia e da política nasceu mais precisamente quando o britânico Adam Smith publicou, em 1776, o livro Investigação sobre a natureza e as causas da riqueza das nações - ou simplesmente A riqueza das nações, como se tornou mais conhecido -, inaugurando a chamada Escola de Economia Política Inglesa. Em “A Riqueza das Nações” Smith apresentou várias explicações sobre os diferentes caminhos seguidos pelos países. Ele identificou com precisão que o acúmulo de capital, o livre comércio, o papel adequado – porém circunscrito – do governo e uma boa “infraestrutura institucional” eram os principais estímulos à prosperidade nacional. Ele enfatizou como ainda de maior importância o papel da iniciativa pessoal: O esforço natural de todo indivíduo para melhorar sua própria condição, quando exercido com liberdade e segurança, é um princípio tão poderoso que é capaz de levar a sociedade à riqueza e à prosperidade. A partir daí, vários pensadores formularam novas teorias para explicar as questões econômicas.

David Ricardo (1772/1823)- Abastado comerciante de origem judaica, David Ricardo cresceu no mundo “prático” dos negócios, tornou-se operador da Bolsa de Valores de Londres e, embora jovem, possuía uma considerável fortuna pessoal, além de mover-se com familiaridade no mundo dos negócios e das finanças do capitalismo mais avançado de sua época. A contribuição de David Ricardo ( 1772 - 1823 ) consistiu em ter sintetizado as teorias da população e da renda numa doutrina geral do valor e da distribuição. Com bom critério começou por ai, por entender que “a determinação das leis que regem essa distribuição (a do produto) é o problema primordial da economia política”, deslocando assim, o centro de gravidade da economia, colocado por Smith no problema da distribuição. Ricardo formulou com clareza o princípio básico de sua teoria do valor: o valor dos bens depende da quantidade de trabalho necessária a sua obtenção.

Thomas Robert Malthus (1766/1834) - Destacou-se o economista, clérigo e demógrafo influenciado pelas teses de Adam Smith e David Hume. Afirmou a tendência do crescimento da população ser em progressão geométrica enquanto os alimentos somente aumentam em progressão aritmética, sendo que chegará o dia em que a população será maior que os meios de subsistência, isto se não adotarem mecanismos preventivos, repressivos e exercer o controle da natalidade a todo custo.

John Stuart Mill (1806/1873) - Filósofo, economista e reformador, entre os seus escritos estão assuntos como os direitos da mulher, a ética e a política. John Stuart Mill acredita, nos seus Princípios de Economia Política (1848), que a sociedade passará de um “estado progressivo”, no qual as forças econômicas estão em contínua expansão, para um “estado estacionário”, que seria um estado ideal.

John Maynard Keynes (1883/1946) - Foi o mais importante economista da primeira metade do Século XX, quando o impacto de seu trabalho sobre o pensamento político e a formulação da política marcou quase todas as nações capitalistas. A quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 1929, provocou uma reformulação no pensamento econômico vigente, tendo em vista que a política liberal baseada na hipótese do “laissez faire” mostrou-se incapaz de resolver problemas como a especulação financeira. Keynes então defendeu a intervenção do Estado para regular as transações econômicas entre todos os agentes sociais, inaugurando a chamada escola neoclássica. Keynes acreditava que a intervenção do Estado nas relações econômicas poderia recuperar a dinâmica da economia, que voltaria a crescer e, certamente, incentivaria novos empreendimentos e oportunidades de trabalho assalariado para a população.

Atividades Econômicas

A população ativa é aquela formada por todos aqueles que trabalham e são remunerados (população ocupada) mais os desempregados em busca de emprego. Ela distribui-se em três setores de atividades econômicas: primário, secundário e terciário.

Setor Primário

Compõem este setor todas as atividades ligadas ao campo (agricultura, pecuária, extrativismo). Devido à mecanização do campo e a urbanização, a porcentagem da população ocupada no setor primário tende a diminuir no mundo inteiro, até atingir uma média de 6 a 9% da população ativa. Há, porém, casos de porcentagens ainda menores, como nos EUA (3%) e no Reino Unido (3%). Os países de economia mais atrasada são normalmente aqueles que predominam as atividades primárias. Portanto, a porcentagem de ativos no setor primário é pequena nos países desenvolvidos e elevada nos países subdesenvolvidos.

AGRICULTURA - OS MAIORES PRODUTORES

Algodão

China, EUA, Rússia, Paquistão, Brasil

Arroz

China, Índia, Indonésia, Tailândia

Batata

China, Índia, Rússia, EUA, Polônia

Cacau

Costa do Marfim, Gana, Malásia,Nigéria

Café

Brasil, Colômbia, México, Vietnã

Cana

Brasil, Índia, Cuba, China, Paquistão

Fumo

China, EUA, Brasil, Índia, Rússia

Laranja

Brasil, EUA,Iugoslávia, China, Itália

Mandioca

Tailândia, Brasil, Zaire, Indonésia

Soja

EUA, Brasil, China, Argentina

Milho

EUA, China, Brasil, Romênia, França

Trigo

China, Rússia, EUA, Índia, França

Feijão

Índia, Brasil, México




MINÉRIOS - OS MAIORES PRODUTORES MUNDIAIS
Petróleo

Arábia Saudita, EUA, Rússia, Irã, México

Carvão Min

China,EUA, Rússia, Índia, Polônia

Gás Natural

Rússia, EUA, Canadá, Holanda, Inglaterra

Ferro

China, Brasil, Austrália, Índia, Rússia

Manganês

Rússia, Brasil, Austrália, África do Sul

Ouro

África do Sul, EUA,Canadá, Austrália

Prata

México, Peru, Canadá, Rússia, EUA

Urânio

Canadá, EUA, África do Sul,Namíbia

Cobre

Chile, EUA,Canadá, Indonésia,Austrália

Diamante

Austrália,Congo,Rússia,África do Sul



Setor Secundário

Integram-no todas as atividades que consistem em beneficiar, construir ou transformar riquezas, ou seja, os diferentes tipos de indústria. Todo país bastante industrializado possui um mínimo de 30% de sua população economicamente ativa nesse setor. Assim, a porcentagem de ativos no setor secundário é elevada nos países desenvolvidos e baixa nos países subdesenvolvidos.
Setor Terciário

Setor apenas indiretamente produtivo, mas também muito importante, pois é através dele que as riquezas circulam e são consumidas. É formado pelo comércio, tanto de atacado como de varejo, e por um número cada vez maior de atividades, chamadas de serviços. Administração, finanças, bancos, transportes, armazenamento, comunicações, saúde, educação, segurança, recreação, limpeza pública etc, entre muitas outras, são atividades no âmbito dos serviços.

PORCENTAGEM DA POPULAÇÃO ATIVA
País/Setor

Primário

Secundário

Terciário

Eua

3

33

64

Rússia

11

40

49

Reino Unido

3

42

55

Brasil

26

19

55

Índia

58

18

24

Argentina

13

28

59



Crescimento Econômico

Existem diversos indicadores que verificam o desempenho da economia como um todo, porém, o Produto Interno Bruto - PIB é o principal indicador das atividades econômicas de um país e representa a soma do valor de todos os bens produzidos dentro do território de uma Nação em determinado período. Quando a variação das taxas é positiva, indica crescimento, isto é, a produção no ano foi superior à do ano anterior, e quando é negativa (recessão) a produção no ano foi inferior à do ano anterior.

Composição do PIB

O produto Interno Bruto - PIB é composto dos três setores de atividades: primário, secundário e terciário.

Brasil: o segundo maior crescimento do século XX

As “Estatísticas do Século XX’, publicação lançada em 2005 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) com um resumo do Brasil no século que passou revelou que o Brasil foi o segundo país que mais cresceu no século XX. De 1901 a 2000, o PIB brasileiro mais do que centuplicou, subindo de R$ 9,1 bilhões para R$ 1 trilhão. No mesmo período, a população cresceu quase dez vezes, de 17,4 milhões para 169,8 milhões de habitantes. É importante destacar que entre 1900 e 1973 o Brasil era a economia que mais crescia no planeta, sendo ultrapassada pelo Japão por causa da crise do petróleo (1973/1979) que aumentou consideravelmente o valor das importações.

Diferença entre PIB e PNB

Produto Interno Bruto - PIB é o principal indicador das atividades econômicas de um país. Já o Produto Nacional Bruto - PNB incluiu os resultados obtidos no exterior por agentes econômicos nacionais e desconta as remessas de lucro do capital externo e o salário dos estrangeiros dentro do território nacional. Países como o Brasil, que utilizam muito capital estrangeiro, têm o PNB menor que o PIB.
No caso do Brasil, o PNB é menor do que o PIB porque uma parcela da ordem de 3% do PIB brasileiro não é usufruída por brasileiros e sim enviada ao exterior na forma de lucros, dividendos e juros do capital estrangeiro. Assim, a renda interna bruta é de fato menor do que PIB. Nos Estados Unidos, ao contrário, o PNB é maior do que PIB porque as rendas obtidas pelas empresas americanas no exterior e enviadas aos Estados Unidos na forma de remessa de lucros e dividendos, são consideradas parte do PNB americano. Portanto: O PIB, descontado dessa renda enviada ao exterior, ou somado à renda recebida do exterior é chamado PNB.

PIB per Capta

O indicador - também chamado de renda per capta - refere-se a produtividade do país e indica a disponibilidade de recursos de seus residentes para consumo ou investimento. Ele é obtido pela divisão do PIB pela população total.

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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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Telefones: (85) 3101.1234
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