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Atualidades
21-03-2007
Reino Unido

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Reino Unido (Grã Bretanha e Irlanda do Norte)

O Reino Unido compreende as três nações que ocupam a ilha da Grã-Bretanha - Inglaterra, Escócia e País de Gales - e a província da Irlanda do Norte, situada no nordeste da ilha da Irlanda, que é palco de um prolongado conflito entre católicos e protestantes e atravessa complexas negociações de paz. Berço das instituições parlamentares modernas e da Revolução Industrial, o Reino Unido encabeça, até o século XX, um dos maiores impérios da história, alcançando os cinco continentes. Mantém atualmente relações estreitas com a maioria das ex-colônias por meio da Comunidade Britânica. Membro do restrito grupo das nações mais ricas do mundo, o Grupo dos Oito (G-8), o Reino Unido destaca-se também pela aliança geopolítica com os Estados Unidos. Os dois países lideraram os bombardeios contra o Iraque (1991,1998 e 2003), a Iuguslávia (1999) e o Afeganistão (2001).

Dados Gerais

Geografia - Área: 244.100km2. Hora local: +3h. Clima: Temperado oceânico. Capital: Londres. Cidades: Londres (7.188.000), Birmigham (976.400), Leeds (715.500),Glasgow (578.700), Sheffield (513.100). População: 59,7 milhões. Nacionalidade: britânica. Composição: ingleses 82%, escoceses 10%, irlandeses 2%, galeses 2%, outros 4%. Idiomas: inglês, galês, gaélico (Irlanda do Norte e Escócia). Religião: Cristianismo. Governo: Monarquia Parlamentarista. Div. Administrativa: Inglaterra - 8 regiões divididas em condados; Escócia 9 regiões e 3 zonas de autoridade insular; País de Gales - 8 condados; Irlanda do Norte - 6 condados. Chefe de Estado: Rainha Elisabeth II. Primeiro Ministro: Tony Blair. Partidos: Trabalhista, Conservador. Legislativo: Bicameral - Câmara dos Lordes, com 1.290 membros; Câmara dos Comuns, com 659 membros. Constituição: Não há constituição escrita. Dotado de avançado parque industrial e dinâmico setor de serviços, o Reino Unido resiste em adotar o Euro, moeda única da União Européia (UE), em substituição à libra esterlina, símbolo da nacionalidade britânica.

Divisão Administrativa Inglaterra

Ocupa o centro e o sul da Grã-Bretanha e, historicamente desempenha papel preponderante no Reino Unido. Seu nome vem dos anglos, tribo germânica que se estabelece na região no século V. A diversidade étnica da atual Inglaterra origina-se de migrações de habitantes das ex-colônias britânicas, como indianos, paquistaneses, africanos e caribenhos. Um dos principais centros financeiros do mundo, Londres é sede do poder político do país desde o século XVIII. O inglês, língua originária da região é o idioma oficial e o segundo mais falado no mundo, difusão devida em grande parte ao período de colonização britânica.

Escócia

Localizada no norte da Grã-Bretanha, a Escócia é dominada pelas Terras Altas, a principal cadeia montanhosa do Reino Unido. Os escotos, de origem celta, chegam à região no século VI. Em 1314, no reinado de Robert I (1306-1329), a região torna-se independente da Inglaterra. James VI da Escócia (James I da Inglaterra) herda o trono inglês em 1603 e unifica as duas Coroas. Em 1707, Escócia e Inglaterra unem-se politicamente num Parlamento, com sede em Londres. A autonomia escocesa volta a ser pleiteada no século XX, na década de 1970. Em 1997, um plebiscito aprova a criação de uma Assembléia regional para decidir sobre questões fiscais e administrativas. Economicamente,a Escócia se destaca na produção textil e de bebidas de qualidade - o uísque é importante item de exportação.

País de Gales

Gales situa-se numa região montanhosa a oeste da Inglaterra. Mantém-se como reduto de povos celtas até o século XIII. Em 1282, o rei inglês Edward I conquistou o território. Seu filho Edward II, recebe o título de príncipe de Gales, até hoje outorgado ao herdeiro mais velho do monarca britânico. No século XVI, o país é anexado à Inglaterra e só amplia sua autonomia em meados do século XX. Um referendo em 1997 aprova a instituição de uma Assembléia regional, responsável por questões domésticas. Gales é importante centro minerador de carvão.

Irlanda do Norte (Ulster)

A província norte-irlandesa é a parte da ilha da Irlanda integrada ao Reino Unido. O restante da ilha constitui a República da Irlanda, de maioria católica, que deixou a Comunidade Britânica em 1949.

Um pouco de história

As ilhas britânicas são ocupadas pelos celtas no século VIII A.C e vai até o século V, quando tribos germânicas invadem a região, conquistada, no século VIII, pelos vikings. Em 1066, os normandos ocupam a Grã-Bretanha. Em 1215, nobres ingleses impõem ao rei a Magna Carta, que limita seu poder em benefício dos senhores feudais. Para tomar decisões, os monarcas têm de consultar o Parlamento, formado por representantes do clero e da nobreza. Com a Guerra dos Cem anos (1337/1453), a Inglaterra perde possessões na França e mergulha num violento conflito interno: a Guerra das Duas Rosas (1455/1485), disputa pelo trono entre as famílias York e Lancaster. A paz é obtida por Henrique VII, que reina de 1485 a 1509. Ele inaugura a dinastia Tudor e restabelece a autoridade real sobre a nobreza e o clero. No trono de 1509 a 1547, Henrique VIII aproveita-se do fato de o Papa não autorizar seu divórcio e rompe com a Igreja Católica. Apodera-se das propriedades do papado e funda a Igreja Anglicana, da qual se torna chefe.

Revolução Gloriosa

Divergências religiosas e tributárias levam o rei Charles I, no poder de 1625 a 1649, a dissolver o legislativo. Uma rebelião na Escócia, em 1640, faz que ele convoque o Parlamento, que, no entanto, se recusa a votar recursos para reprimir o movimento. O resultado é uma guerra civil entre as forças monárquicas e as parlamentares, lideradas por Oliver Cromwell, que leva à proclamação da República em 1649, e à execução do rei. A monarquia é restaurada em 1660, com Charles II, da família Stuart. Os novos sobreranos tentam, em vão, fortalecer o poder real. Em 1688, James II é deposto pela Revolução Gloriosa, que consolida a monarquia constitucional. Em 1707, forma-se o Reino Unido, que agrupa Inglaterra, Escócia e País de Gales. A Irlanda integra-se em 1801. A Revolução Industrial, no século XVIII, torna o país a maior potência mundial. No governo da rainha Vitória, de 1837 a 1901, são conquistados territórios na África, na Ásia e na Oceania.

Guerras Mundiais

O Reino Unido sai vitorioso da I Guerra Mundial, ao lado da França e dos EUA. Em 1939, tropas de Hitler invadem a Polônia. O Reino Unido e a França, em resposta, declaram guerra à Alemanha. Em 1940, o primeiro ministro Neville Chamberlain é substituído por Winston Churchill, que chefia um gabinete de guerra formado por conservadores e trabalhistas. Duramente bombardeado pelos alemães, o país vence a II Guerra Mundial aliado aos EUA e à União Soviética (URSS). Em 1945, Churchill perde a eleição para o trabalhista Clement Atlee, que estatiza indústrias. Os conservadores voltam ao poder em 1951. No ano seguinte, o rei George VI morre e é sucedido pela filha Elizabeth II. Liderados por Harold Wilson, os trabalhistas retornam ao governo em 1964. Em 1970, o conservador Edward Heath torna-se primeiro-ministro, e, três anos depois, a nação ingressa na Comunidade Econômica Européia (CEE), atual UE. Os trabalhistas voltam ao poder em 1974 com Harold Wilson e, depois, James Callaghan.

Era Thatcher

Em 1979, os conservadores vencem as eleições, e Margareth Thatcher torna-se a primeira-ministra. Nos anos 1980, a maior parte do setor público é privatizada, os sindicatos se enfraquecem e o desemprego cresce. No mesmo período, o país descobre petróleo no mar do Norte. Em 1982, fortalecida pela vitória na Guerra das Malvinas contra a Argentina, Thatcher vence novamente as eleições. Em 1984 e 1985 enfrenta, sem fazer concessões, uma greve de mineiros que se estende por mais de um ano. Consolida, assim, o apelido de Dama de Ferro e abre caminho para mais um sucesso eleitoral em 1987. A criação de um novo imposto predial faz a opinião pública voltar-se contra Tatcher. Em 1990, ela renuncia e é substituída por John Major, também conservador.

Vitória Trabalhista

Nas eleições de 1997, o Partido Trabalhista elege 418 parlamentares. Os conservadores, após 18 anos no governo, conseguem apenas 165 cadeiras. É a sua maior derrota em nove décadas. Tony Blair assume como primeiro-ministro. Proclamando-se líder de uma terceira via, entre a social-democracia e o liberalismo, Blair reduz gastos sociais e, em 1998, anuncia cortes na Previdência.

Fatos recentes

Em 2002, EUA e Reino Unido acusam o Iraque de possuir armas de destruição em massa. Com base nisso, mesmo sem autorização da ONU, os dois países invadem o território iraquiano em 2003. Em 2004, é anunciado que o Iraque não possuia armas que justificassem a invasão. Ainda assim, Blair defende que foi correto atacar o Iraque e depor Saddam Houssein. Em março de 2005, é aprovada polêmica lei antiterrorismo, considerada uma ameaça à liberdade civil. O ponto mais criticado é a possibilidade de um político eleito (ministro do Interior) e não um juiz, condenar um suspeito à prisão domiciliar, sem julgamento. Em 22 de julho, o brasileiro Jean Charles de Menezes é assasinado com sete tiros na cabeça pela Polícia britânica, em Londres. A alegação oficial é de que os agentes pensaram que ele fosse terrorista. O caso ganhou repercussão mundial. Em novembro, ainda estava sendo investigado.

Economia: O berço da indústria

Na Inglaterra, berço do Reino Unido, a tradicional Londres, capital do país e grande centro portuário do rio Tâmisa, já foi considerada a capital econômica do planeta, quando, na segunda metade do século XIX, o Império Britânico, tendo à frente a Rainha Vitória, viveu seu momento de apogeu. Além disso, as mais antigas cidades industriais do mundo também são inglesas: Liverpool, Manchester e Birmingham. Desde o século XVIII que a atividade industrial surgiu entre os ingleses, consequência do capital que eles acumularam dominando o comércio marítimo, e da disponibilidade de carvão mineral, indispensável fonte de energia para movimentar as primeiras fábricas do planeta.

O setor textil, utilizando como matéria-prima o algodão cultivado nas colônias, e a lã fornecida pelos criadores de carneiro da Escócia,e a partir da metade do século XIX pela Austrália e Nova Zelândia, foi indiscutivelmente o mais importante. Além disso, navios e máquinas a vapor em geral, fabricados pelos ingleses, eram vendidos para todos os países do mundo, no final do século XIX e no início do século XX. As ferrovias brasileiras foram construídas pelos ingleses, de quem comprávamos locomotivas e vagões, assim como as primeiras máquinas industriais para implantação dos parques industriais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por outro lado, eram os ingleses que serviam de intermediários na comercialização do nosso café, ganhando assim vultosa soma de capital nessa intermediação.

E não parava aí a influência da Inglaterra no Brasil do passado. O cultivo do algodão no sertão nordestino, até a década de 1870, foi estimulado inicialmente pela indústria textil inglesa, na sua crescente necessidade de matérias-primas para o setor. No presente, dentre os segmentos da economia do Reino Unido, um dos que ocupam maior destaque é a exploração de petróleo, obtido nas grandes reservas no mar do Norte, onde atuam gigantescas multinacionais britânicas como como a British Petroleum e a Shell (anglo-holandesa). De forma crescente, o petróleo tem substituído o carvão mineral como fonte de energia, perante o esgotamento da inúmeras minas carboníferas, principalmente as minas do País de Gales.

A indústria química também tem grande destaque, principalmente a Imperial Chemical Industry (ICI), assim como alguns laboratórios farmacêuticos, e exemplo do Glaxo e do Welcome. O setor alimentício, com inúmeras fábricas de biscoitos finos e bebidas, dentre as quais o uísque escocês é também referência mundial. No entanto, o país vem perdendo terreno para concorrentes em setores tradicionais como o têxtil, o siderúrgico e a indústria naval que, no passado, forneceu metade dos Na Inglaterra, berço do Reino Unido, a tradicional Londres, capital do país e grande centro portuário do rio Tâmisa, já foi considerada a capital econômica do planeta, quando, na segunda metade do século XIX, o Império Britânico, tendo à frente a Rainha Vitória, viveu seu momento de apogeu. Além disso, as mais antigas cidades industriais do mundo também são inglesas: Liverpool, Manchester e Birmingham. Desde o século XVIII que a atividade industrial surgiu entre os ingleses, consequência do capital que eles acumularam dominando o comércio marítimo, e da disponibilidade de carvão mineral, indispensável fonte de energia para movimentar as primeiras fábricas do planeta.

O setor textil, utilizando como matéria-prima o algodão cultivado nas colônias, e a lã fornecida pelos criadores de carneiro da Escócia,e a partir da metade do século XIX pela Austrália e Nova Zelândia, foi indiscutivelmente o mais importante. Além disso, navios e máquinas a vapor em geral, fabricados pelos ingleses, eram vendidos para todos os países do mundo, no final do século XIX e no início do século XX. As ferrovias brasileiras foram construídas pelos ingleses, de quem comprávamos locomotivas e vagões, assim como as primeiras máquinas industriais para implantação dos parques industriais de São Paulo e do Rio de Janeiro. Por outro lado, eram os ingleses que serviam de intermediários na comercialização do nosso café, ganhando assim vultosa soma de capital nessa intermediação. E não parava aí a influência da Inglaterra no Brasil do passado. O cultivo do algodão no sertão nordestino, até a década de 1870, foi estimulado inicialmente pela indústria textil inglesa, na sua crescente necessidade de matérias-primas para o setor. No presente, dentre os segmentos da economia do Reino Unido, um dos que ocupam maior destaque é a exploração de petróleo, obtido nas grandes reservas no mar do Norte, onde atuam gigantescas multinacionais britânicas como como a British Petroleum e a Shell (anglo-holandesa).

De forma crescente, o petróleo tem substituído o carvão mineral como fonte de energia, perante o esgotamento da inúmeras minas carboníferas, principalmente as minas do País de Gales. A indústria química também tem grande destaque, principalmente a Imperial Chemical Industry (ICI), assim como alguns laboratórios farmacêuticos, e exemplo do Glaxo e do Welcome. O setor alimentício, com inúmeras fábricas de biscoitos finos e bebidas, dentre as quais o uísque escocês é também referência mundial. No entanto, o país vem perdendo terreno para concorrentes em setores tradicionais como o têxtil, o siderúrgico e a indústria naval que, no passado, forneceu metade dos navios lançados ao mar em todo o mundo. Outra indústria que tem movimentado milhões de libras e influenciado boa parte do planeta é a produção fonográfica. Desde o surgimento de fenômenos musicais como os Beatles e os Rolling Stones o mundo não é mais o mesmo.

No embalo de Revolução Industrial também nasceu uma grande revolução cultural que rompeu com o conservadorismo inglês e influenciou o comportamento dos jovens nas últimas quatro décadas. A segunda região econômica do Reino Unido é a Escócia. Caracterizada pela presença de montanhas e lagos, ocupa a parte norte da Grã-Bretanha. Como as montanhas dificultam a agricultura, que, por esta razão, se restringe aos fundos dos vales, a criação de carneiro é a principal atividade rural desta região. Glasgow e Edimburgo são as mais importantes aglomerações urbanas escocesas, em que se desenvolveram parques industriais e centros de pesquisas que colocam os britânicos na vanguarda de algumas descobertas científicas da atualidade.

Declínio urbano e industrial do Reino Unido

A partir da década de 1980, no governo da primeira-ministra Magareth Tatcher, grande parte das minas de carvão começou a ser desativada. Muitas dessas antigas regiões industriais, no interior britânico, passaram a atravessar profunda decadência econômica. As consequências sociais foram severas, havendo um preocupante aumento do desemprego, da exclusão social e da segregação espacial em bairros pobres. Nessas regiões, têm crescido as tensões e violentos conflitos entre ingleses empobrecidos ou mesmo desempregados e imigrantes estrangeiros de origem asiática, africana e caribenha.

COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2007, 33ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2007.

- AQUINO, JESUS, OSCAR. História das Sociedades Americanas. São Paulo: Ao Livro Técnico.

 

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Deputado Estadual Artur Bruno

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