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PRINCIPAL * CURSOS DE ATUALIDADES * Europa
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Atualidades
20-03-2007
O Continente Europeu

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O choque de civilizações:

Durante a Guerra Fria, que chegou ao seu final por volta de 1990, o mundo esteve dividido em áreas sob influência dos Estados Unidos e da ex-União Soviética. Nesse período, a polarização foi essencialmente político-ideológica, contrapondo os sistemas capitalista e socialista, embora também envolvesse interesses econômicos. Esse cenário mudou, dando origem a uma nova realidade geopolítica, na qual praticamente todas as áreas de conflito no mundo são resultado principalmente de questões étnico-religiosas. Nos últimos anos, os focos de conflitos entre povos e países ocorrem exatamente no ponto de encontro de civilizações diferentes. Convivem hoje no mundo nove civilizações distintas: Ocidental, Latino-Americana, Eslavo-Ortodoxa, Islâmica, Africana, Hinduísta, Budista, Chinesa e Japonesa.

Civilização Ocidental - Restringe-se à Europa no Ocidente, Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, excluindo a América Latina desse conjunto. São povos de economia capitalista, que experimentaram um alto grau de industrialização e desenvolvimento tecnológico. Professam a religião cristã, com predomínio do ramo protestante sobre o segmento católico.

Civilização Latino Americana
- Agrupa países igualmente cristãos, na sua grande maioria católicos, e culturalmente formados pela contribuição européia, indígena e africana. São nações subdesenvolvidas, com grande dependência econômica e tecnológica, em particular, com relação aos Estados Unidos. Geograficamente, estende-se do Norte do México ao Sul da Argentina.

Civilização Eslavo-Ortodoxa - Os povos do Leste Europeu e Norte da Ásia, onde há grande destaque para a Federação Russa, compõem o terceiro bloco de países cristãos, porém, seguidores do ramo ortodoxo. São ex-países socialistas e economicamente subdesenvolvidos, apesar de terem alcançado um certo nível de industrialização durante o antigo regime.

Civilização Islâmica
- Esta civilização é monoteísta, porém, difere das demais por não ser cristã. Sua geografia corresponde a todo o Norte e Costa Oriental da África, a parte do Continente Asiático que vai da Turquia ao Paquistão, assim como Bangladesh, Indonésia, Malásia, Cingapura e algumas ilhas das Filipinas. Do ponto de vista étnico, engloba árabes, indo-iranianos e malaios. Curiosamente, são países localizados na sua maior parte em desertos e detentores de grandes reservas de petróleo.

Civilização Africana - Geograficamente, compreende a parte centro-meridional da África e a ilha de Madagascar. Predomina a etnia negra que conserva suas crenças tribais politeístas, porém, nos principais centros urbanos tem grande destaque o cristianismo, seja católico ou protestante. Vítimas do colonialismo europeu até a segunda metade do Século XX, são países, na sua grande maioria, paupérrimos.

Civilização Hinduísta - Congrega 80% da população da Índia, abrange também o Nepal. Divididos em castas, são povos politeístas e marcados por grandes disparidades sócio-econômicas, onde Marajás, ostentando enorme riqueza, convivem com a grande maioria da população constituída de famintos.

Civilização Budista - É essencialmente asiática. Compreende o Tibet, região montanhosa que foi incorporada à China, Mongólia, Sri-Lanka, Mianmar, Tailândia, Laos e Camboja. É politeísta, e considera Buda um iluminado divino. Com exceção do Sri-Lanka, a geografia humana da civilização Budista correponde a focos de etnia mongol.

Civilização Chinesa - É uma das mais antigas da humanidade, adotou uma economia planificada em regime político-ditatorial, após a revolução socialista de 1949. Rompeu,assim, seus laços com as antigas crenças confucionista e taoísta, de modo que a grande maioria de sua população hoje se confessa sem filiação religiosa ou ateísta. Além da China, os traços culturais dessa civilização marcam as duas Coréias, principalmente a do Norte, que é igualmente socialista.

Civilização Japonesa - geograficamente restrita ao Japão, um país capitalista altamente desenvolvido, cujo avanço tecnológico é comparado ao das Nações mais ricas do Ocidente. Do ponto de vista religioso, o xintoísmo e o budismo repartem a preferência do povo japonês.

Geografia Européia A pequena extensão da Europa - que do ponto de vista geográfico pode ser considerada uma península do grande continente aisático - contrasta com sua enorme importância histórica. O continente foi berço da civilização ocidental. Ali se desenvolveram o Renascimento, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, eventos que moldaram a fisionomia das sociedades modernas, baseadas na cultura humanista.

A necessidade de matérias primas, mão de obra e mercados impulsionou as potências européias a dominar o mundo, o que acabou tornando seus valores universais. Porém, a competição entre essas nações fez da Europa o principal cenário de duas guerras mundiais ocorridas na primeira metade do Século XX. E a correlação de forças resultante do segundo conflito dividiu por décadas seu território em dois blocos hostis, capitalista e socialista, na Guerra Fria. A criação da Comunidade Econômica Européia, atual União Européia (UE), em 1957, e o encerramento da Guerra Fria, nos anos 1990, inauguram nova fase na história da Europa, marcada por tentativas de cooperação entre os antigos países rivais.

Geografia Física - A Europa é banhada por mares ao norte,oeste e sul. A leste, a fronteira com a Ásia atravessa a Federação Russa e a Turquia. Esse limite é determinado pelos Montes Urais, pelo rio Ural, pelo Mar Cáspio, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Negro. Três nações transcaucasianas (Armênia, Azerbaidjão e Geórgia), cujos territórios se estendem até a Ásia, são consideradas integrantes do continente europeu. O litoral europeu apresenta cinco grandes penínsulas (Ibérica,Itálica,Balcânica,Escandinava e da Jutlândia) e várias ilhas e arquipélagos (entre os quais as Ilhas Britânicas, a Islândia, a Córsega, a Sicília e Creta). A maior parte do território europeu é formada por vasta planície central.

O relevo montanhoso prevalece nas porções norte (onde se localizam os montes escandinavos e as cadeias das Ilhas Britâncias) e sul (cortada pelos Pirineus, Alpes, Cárpatos e Bálcãs). Predomina o clima temperado, mas há variações determinadas pela latitude e pela influência do oceano e da massa continental asiática. O sul apresenta clima mediterrâneo e vegetação de arbustos. No centro e no leste, o clima é continental, tornando-se cada vez mais frio à medida que se avança para o interior. Essa faixa é ocupada por florestas temperadas e coníferas. No nororeste prevalece o clima oceânico. O extremo norte tem clima polar e sua vegetação típica é a tundra. De acordo com o World Resources Institute, cerca de 40% das florestas européias foram desmatadas.

População - A Europa é o único continente onde a população diminuiu. Segundo o Fundo de Populações das Nações Unidas, ela encolherá a uma taxa de 0,09% ao ano entre 2001 e 2015. O envelhecimento da população exige a absorção de imigrantes, principalmente profissionais especialistas em tecnologia. Por outro lado, o crescimento do desemprego e o aumento da concorrência no mercado de trabalho vêm impondo obstáculos à entrada de mão de obra não qualificada. A concentração populacional é alta no centro e no oeste e menor nas porções norte e leste. Metade dos europeus vive em cidades pequenas, com até 5 mil habitantes.

As grandes cidades, como Berlim, Londres, Madri, Moscou,Paris,Roma, São Petersburgo, concentram um quarto da população. A maioria dos habitantes fala idiomas do tronco indo-europeu, sendo as línguas mais difundidas as do ramo latino (francês,italiano,espanhol, romeno,português,catalão),germânico (alemão,inglês,holandês, sueco, dinamarquês) e eslavo (russo, ucraniano, polonês, servo-croata,tcheco, búlgaro). Há também idiomas de outras famílias linguísticas, como húngaro, o filandês e o basco.

Economia - O parque industrial europeu é um dos mais avançados do mundo. Sua agropecuária utiliza intensivamente tecnologia de ponta, e o continente vem registrando progressiva expansão e modernização dos serviços. Na indústria, destacam-se os setores automobilístico, textil, químico, siderúrgico e de telecomunicações; na agropecuária, a produção de leite, carne e derivados e o cultivo de centeio, batata, aveia e trigo. Na mineração sobressai a extração de carvão e minério de ferro. A Europa Ocidental concentra 90% do PIB do continente, mas os países do antigo bloco socialista, que aderiram à economia de mercado nos anos 1990, têm crescido nos últimos anos. Maior pólo turístico do planeta, a Europa atrai anualmente 400 milhões de visitantes.

União Européia Quarenta milhões de mortos, entre civis e militares foi o total de perdas humanas na Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Para os sobreviventes ficou a difícil tarefa de reconstruir suas vidas, suas cidades e seus países, a partir dos escombros. As casas, prédios e ruas em ruínas eram a parte visível da destruição. Mas a guerra também causou incalculáveis estragos na economia e geopolítica dos Estados Unidos. Naquele contexto foram firmadas duas alianças entre europeus ocidentais e norte-americanos. A primeira foi a militar, em 1949, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN); a outra consistiu no apoio financeiro dos norte-americanos à reconstrução da economia dos países da região, o chamado Plano Marshall, em 1949. Porém, com o objetivo de fortalecer suas economias e reduzir a dependência em relação aos Estados Unidos, houve um esforço conjunto no sentido de fomentar a cooperação econômica e política entre os países da parte ocidental.

É certo que para conseguir essa cooperação foi necessário superar certos obstáculos que sempre dificultaram a aproximação entre esses países. Históricas rivalidades econômicas e militares originaram diversas guerras que eclodiram naquele continente, dentre elas, os conflitos catastróficos da Primeira e da Segunda Guerra Mundiais. Não foi fácil o esforço de superação das adversidades, porém valeu a pena, uma vez que houve um revigoramento das economias da região. Nesse contexto, o entendimento entre as três maiores potências européias, a Alemanha, a França e o Reino Unido, foi essencial. Nas décadas posteriores, a cooperação econômica fortaleceu bastante os europeus ocidentais tornando-os capazes de competir no mercado internacional com os Estados Unidos e o Japão.

Integração Econômica - Como vimos, o processo de integração econômica entre os países europeus ocidentais se deu de maneira gradual e iniciou-se no pós-guerra. A primeira experiência significativa foi a criação do Benelux,em 1948, um organismo de cooperação econômica formado por Bélgica, Países Baixos (Holanda) e Luxemburgo. Em 1950, foram dados passos decisivos em prol da integração econômica de parte do continente. Na França, elaborou-se o Plano Schuman, cujo nome deve-se ao então ministro francês da Relações Exteriores, Robert Schuman. Era um plano notável, pois anunciava a integração da siderurgia francesa com a alemã ocidental.

O caminho da integração e da prosperidade estava delineado. Agora, a Europa Ocidental unida era só uma questão de tempo. Em 1951, foi assinado o Tratado de Paris que criou a Comunidade Européia do Carvão e do Aço (CECA). Seu objetivo foi estimular a livre circulação de matérias-primas e mercadorias vinculadas ou produzidas pela indústria siderúrgica. Desse modo, os acordos envolveram a cooperação entre os países sócios na exploração de carvão mineral e minério de ferro na produção de aço. Os integrantes da CECA eram Bélgica, Países Baixos (Holanda), Luxemburgo, Alemanha Ocidental, França e Itália. As principais regiões produtoras de carvão e ferro estavam geograficamente próximas, ou seja, nas regiões das bacias dos rios Reno e Ruhr (Alemanha), estendendo-se pela região limítrofe francesa da Alsácia.

De certo modo, a cooperação no setor siderúrgico era essencial para tornar os produtos desses países competitivos diante da disputa com os britânicos e norte-americanos. A partir daí, a França e a então Alemanha Ocidental reduziram suas tradicionais rivalidades e entraram num processo de cooperação. Assim, além de sua importância econômica, a CECA propiciou uma aproximação geopolítica, principalmente entre franceses e alemães, que eram tradicionalmente inimigos.

Comunidade Econômica Européia

O grande movimento na direção de uma integração comercial mais ampla foi deflagrado em 1957, com a assinatura do Tratado de Roma, que formalizou a criação da Comunidade Econômica Européia (CEE). Após o sucesso da cooperação no setor siderúrgico, os europeus se sentiram estimulados ao ampliar a integração aos demais setores da economia. De início, eram apenas seis os países membros da CEE: Alemanha Ocidental, França, Itália, Bélgica, Países Baixos (Holanda) e Luxemburgo, os mesmos que integraram a CECA. Em 1973, entraram Reino Unido, Irlanda e Dinamarca; em 1981, Grécia; e em 1986, Espanha e Portugal.

Criação da União Européia (UE)

No ano de 1992, foi assinado o importante Tratado de Maastritcht, nome da cidade holandesa onde ocorreu a conferência de cúpula, na qual os países membros da CEE se comprometeram a padronizar alguns indicadores econômicos e financeiros com a finalidade de criar uma moeda única que entraria em vigor no final da década de 1990. Desde então, a CEE mudou de nome, passando a se chamar União Européia, ampliando depois a sua abrangência geográfica, com o ingresso de Áustria, Suécia e Finlândia, em 1995. Para viabilizar a implementação da moeda única, todos os países-sócios tiveram que implantar reformas financeiras internas, tais como: reduzir os índices de inflação, adequar as taxas de juros, controlar as flutuações cambiais e os déficits públicos. A unificação monetária se concretizou com a criação de um Banco Central para todos os países membros, em Frankfurt, principal centro financeiro da Alemanha, em 1998. O braço político da União Européia, no entanto, está localizado na França, na cidade de Estrasburgo, que abriga o Parlamento Europeu.

A parte administrativa do bloco, por outro lado, funciona em Bruxelas, onde se concentram os órgãos executivos da comunidade. O Euro, a moeda única, foi implantada gradualmente a partir de 1999, porém substituiu definitivamente as moedas nacionais em 01 de janeiro de 2002. Inicialmente, dos 15 países da União Européia, 11 passaram a usar o Euro: Alemanha, França, Países Baixos, Bélgica, Luxemburgo, Espanha, Portugal, Áustria, Finlândia e irlanda. Durante um período o Euro circulou junto com as moedas nacionais, mas aos poucos acabou por substituí-las. No entanto, a nova moeda esteve circulando temporariamente nesses países junto com as antigas que, aos poucos, foram sendo retiradas de circulação. Essa mudança, porém, não foi acontecendo sem resistência. O Reino Unido, a Dinamarca e a Suécia não aderiram ao Euro, em grande parte por razões nacionalistas, pois as moedas locais sempre foram pilares de suas identidades nacionais.

Na Grécia, por outro lado, problemas econômicos internos dificultaram a circulação da nova moeda. Países como Suíça, Noruega e Islândia continuam fora da União Européia porque susa populações, consultadas por meio de plebiscito, assim decidiram. Isso reflete a existência de uma consciência democrática bastante arraigada nos países europeus. Aqui na América do Sul, a população brasileira, por exemplo, não foi convidada a decidir sobre sua adesão ao Mercosul e suas possíveis consequências. A União Européia é composta pelos países (Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca e Suécia), no total de 25 países.

COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2007, 33ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2007.

- AQUINO, JESUS, OSCAR. História das Sociedades Americanas. São Paulo: Ao Livro Técnico.

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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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