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Atualidades
23-11-2009
Ex-URSS na Europa

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I. ESTÔNIA

a) Aspectos Geográficos


A República da Estônia é o menor (com 45.227 km² de área) é o mais setentrional dos paí¬ses bálticos - os demais são a Letônia e a Lituânia. Situado no noroeste da grande planície russa, é atravessado de norte a sul por colinas alongadas de origem glaciar, mas sua altitude média mal chega aos 50 metros e seu pico mais alto, o monte Suur Munamagi, só mede 318 metros.

Um quarto do território está coberto por florestas de pinheiros, abe¬tos, bétulas e amieiros; 20%, por terrenos pantanosos; 5%, por lagos natu¬rais e artificiais; e o restante, por campos. A costa, que mede 3,8 mil quilô¬metros, é muito recortada, contando com vários fiordes. Há mais de 20 portos e 1.524 ilhas, entre as quais se destaca Saaremaa (2.714 km2).

O país é atravessado por inúmeros rios que deságuam no mar Báltico. Em geral, são curtos e com fluxo pequeno, o mais extenso, o Narva, estende-se por apenas 77 km. Os principais lagos são o Vörts-Järy, no centro, e o Peipus, na fronteira com a Rússia.

Apesar da influência atlântica, o clima é continental, sobretudo no interior. Os invernos são longos e muito rigorosos, e os verões, curtos, sem temperaturas extremas. As precipitações, em geral sob a forma de neve, não são abundantes. A Estônia integra a União Européia desde maio de 2004. O país, entretanto, não faz parte da zona do euro. Sua capital é a cidade de Tallinn e seu governo é uma república com forma mista de governo.

b) Aspectos da Economia

A indústria é a base da economia estoniana. Destacam-se os setores metalúrgico, químico, madeireiro, papeleiro, têxtil, de alimentos, ¬principalmente os ramos de laticínios e de derivados de peixe -, automotivo e cimenteiro. O país supre mais da metade de sua demanda por energia utilizando-se das vastas reservas nacionais de xisto betuminoso. O restante provém do gás natural e do petróleo importados da Rússia. O setor primário baseia-se na criação de bovinos leiteiros e suínos, na silvicultura e na plantação de aveia, batata e linho.

A nação tornou-se importante centro industrial na era sovié¬tica. Com a dissolução da URSS, no inicio dos anos 1990, a Estônia obtém melhores resultados que seus vizinhos na transição ao livre mercado - em parte graças aos novos laços com Finlândia e Suécia. Sua moeda é a coroa estoniana e o PIB nacional é de US$ 16,4 bilhões

c) Aspectos da População

Os estonianos são ao todo 1,3 milhão de habitantes, onde 62% dos habitantes estão etnicamente relacionados aos finlandeses. A principal minoria é formada por russos (30%). O restante da população engloba ucranianos, bielo-russos, finlandeses, letões e judeus. A língua oficial e majoritária é o estoniano, do grupo ugro¬finês, embora o russo também esteja muito difundido. A grande maioria dos habitantes é cristã com 65,1%, os sem religião e ateus perfazem os 34,4% da população. Cerca de 70% da população vive em áreas urbanas.

d) Aspectos da História

Na Idade Média, os estonianos são dominados por diversos invasores, entre os quais os vikings e os russos. No século XIII, o território é dividido entre os dinamarqueses e os cavaleiros teutônicos (germânicos). Em 1629, a Suécia invade a região, que em 1721 é incorporada como província ao Império Russo. Durante a primeira revolução contra o czarismo na Rússia, em 1905, eclode na Estônia um levante nacionalista, duramente reprimido. Em 1920, a nação torna-se independente pela primeira vez, após breve período sob ocupação dos comunistas russos e de tropas alemãs, no fim da I Guerra Mundial. Em 1934, o líder nacionalista Konstantin Pats, no governo desde 1920, dá um golpe de Estado e estabelece uma ditadura, com o apoio da Alemanha.

O tratado de não-agres¬são assinado por soviéticos e alemães, em 1939, abre espaço para que a URSS anexe o país, em 1940. Milhares de estonianos são deportados para a Sibéria. Em 1941, a Alemanha entra em guerra contra a URSS. A Estônia é invadida pelos nazistas, que por sua vez são expulsos pelos soviéticos em 1944. Com o fim da II Guerra Mundial, a Estônia reintegra-se à URSS e é submetida à “russificação” - transferência maciça de russos para o país. Em 1940, 90% da população era etnicamente estoniana; em 1989, esse percentual cairá para 61,5%.

Aspirações nacionalistas afloram com a abertura política (glas¬nost) do presidente soviético Mikhail Gorbatchov, a partir de 1985. Nas repúbli¬cas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia, a oposição forma frentes populares que lutam pela independência. Sob pressão do movimento separatista, em 1988 o Soviete Supremo (Parlamento) da Estônia declara soberania. Em 1990, os nacionalistas obtêm dois terços das cadeiras nas eleições legislativas e o Parlamento restaura os artigos da Constituição de 1938, que definiam a Estônia como Estado independente. Um plebiscito realizado em 1991 aprova a independência (com 78% dos votos), reconhecida pelos sovié¬ticos. A nação não adere à Comunidade dos Estados Independentes (CEI), criada com a extinção da URSS.

A Lei da Cidadania, aprovada em 1992, restringe o direito de voto a quem já era cidadão estoniano em 1940, a seus descendentes e aos raros estrangeiros com cidadania concedida. Assim, a comunidade russa e outras mi¬norias são excluídas das eleições naquele ano. A coligação nacionalista União Pró¬-Pátria, vencedora, aprova um rigoroso Estatuto dos Estrangeiros. A Federação Russa, em contrapartida, interrompe a retirada de suas forças do país. A Estônia então ingressa, em 1994, no Programa de Parceria para a Paz, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), etapa preliminar para a adesão à aliança militar ocidental. A mediação dos Estados Unidos (EUA) leva a Federação Russa a completar a desocupação militar da Estônia em 1995.

Nas eleições de 1995, o governo é derrotado por urna aliança liderada pelo ex-premiê Tiit Váhi, do Partido da Coalizão Estoniana. Váhi é nomeado primeiro-ministro com um programa que aprofunda as reformas econômicas e prioriza a adesão à União Europeia (UE). O liberal Lennart Meri, na Presidência desde 1992, é re-eleito em 1996. Em 1999, o Parlamento aprova uma lei que exige dos funcionários públicos fluência no idioma estoniano, sob protestos da mi¬noria russa. Mart Laar, líder do segundo partido mais votado, o nacionalista Pró-¬Pátria, forma coalizão com a centro¬direita e torna-se primeiro-ministro.

e) Atualidade

Eleito presidente em 2001, Arnold Rüütel revoga a lei do idioma estoniano. Mart Laar renuncia em 2002, e Siim Kallas, do Partido da Reforma Estoniana (ER), assume como primeiro-ministro.

O partido de centro-direita União para a República Res Pública (RP) e o Partido de Centro Estoniano (EK) vencem as eleições de 2003. Juhan Parts (RP) torna-se primeiro-ministro. O pais ingressa na UE e na Otan em 2004. Em 2005, Andrus Ansip (ER) é o novo primei¬ro-ministro, após renúncia de Parts.

Em abril de 2007, a retirada de um memorial em homenagem aos soldados soviéticos em Tallinn, a capi¬tal estoniana, revolta a minoria russa, que faz violentas manifestações. A Federação Russa é acusada de estar por trás dos ataques promovidos por hackers aos sites do governo da Estônia, no que é consi¬derada a primeira ciberguerra. Em maio de 2008, sete nações da Otan formam na Estônia um centro de defesa cibernético, que fornece pesquisa e treinamento para proteção dos sistemas de internet dos governos envolvidos.

II. LETÔNIA

a) Aspectos Geográficos


A Letônia é uma das três repúblicas bálticas (ao lado da Estônia e da Lituânia). Seu território de 64.589 km² de área, predominantemente plano, é uma continuação da grande planície russa. Banhada pelas águas geladas do mar Báltico tem li¬toral pantanoso, com dunas de areia e importantes portos pesqueiros. Bastante uniforme, o aspecto da paisagem só é alterado por pequenas colinas resultantes da existência anterior de morenas - depósitos de frag¬mentos de rochas transportados por geleiras. As altitudes mais ele¬vadas encontram-se nas regiões leste e nordeste. O monte mais alto, o Gaizinkalns, atinge apenas 311 metros. No litoral há belas praias de areia fina, rodeadas por dunas. No interior, as glaciações criaram mais de 4 mil lagos. Quase metade do território é coberta por flores¬tas o que favorece o turismo ecológico, em especial na cidade de Siguida, rodeada de cavernas, bosques e corredeiras.. As principais espécies são os pinheiros, as bétulas, os abetos e os álamos brancos.

O rio mais importante do país é o Daugava, ou Ovina Ocidental, que nasce na Rússia e deságua no golfo de Riga. Ao longo de seu curso foram construídas três grandes centrais hidrelétricas. Desta¬cam-se também o Venta, o Lielupe e o Gauja.

Por sua localização, a Letônia apresenta um clima de transição entre o oceânico e o continental. As massas de ar marítimo exercem muita influência, sobretudo no oeste, onde os verões são frescos e os inver¬nos, suaves. No interior, as condições são mais extremas, em particular no longo inverno característico da região. As nevascas são abundantes entre os meses de dezembro e março. A Letônia é membro da União Européia desde maio de 2004.

Ex-república da União Soviética (URSS), a Letônia conquista a indepen¬dência em 1991. Mesmo as¬sim, o país fica fora da Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Em 2004, a Letônia ingressa na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e na União Europeia (UE), mas não adotou o euro. O governo é uma República parlamentarista.

b) Aspectos da Economia

A Letônia não possui muitas riquezas minerais, e as usinas hidrelétricas instaladas no país não conseguem suprir a demanda energética local. Por isso, a nação depende do petróleo e do gás natural importados da Rússia para movimentar sua economia.

O país é um importante produtor de equipamentos ferroviários, barcos, produtos químicos e petroquímicos, tecidos, alimentos, papel e madeira. No campo, criam-se bovinos e suínos e cultivam-se cereais, linho, beterraba açucareira e batata. A pesca também tem importância, destacando-se a captura do arenque e do bacalhau.

A moeda da Letônia é o lats e seu Produto Interno Bruno (PIB) é de US$ 20,1 bilhões.

c) Aspectos da População

Na população de 2,3 milhões de habitantes, o grupo étnico dos letões, de origem indo¬européia, ainda é predominante na Letônia, mas sua hegemonia foi muito abalada durante o período soviético. Atualmente, ele representa 52% da população, seguido pelos russos, que contabilizam 34%. Há, ainda, as minorias ucraniana, bielo-russa, lituana e judia. O letão, idioma indo-europeu semelhante ao lituano, é a língua oficial. Também se falam russo, lituano e polonês. O cristianismo é predominante (67,2%) - o ortodoxo é o principal credo, sem religião e ateísmo perfazem 32,1%. Cerca de 68% da população vive nas cidades. Riga é a maior capital das repúblicas bálticas. No bairro histórico da capital misturam-se edificações medievais e prédios art nouveau, declarados patri¬mônio da humanidade.

d) Aspectos da História

No II milênio a.C., tribos bálticas de língua européia ocupam a região e dão origem ao povo letão. Esse mantém estreita ligação com o Império Romano, por meio do comércio de âmbar, ativi¬dade interrompida com a invasão dos eslavos no século VII. Vikings, russos, suecos e alemães ocupam a região entre o século IX e o XII. O cristianismo é imposto pelos alemães às tribos locais, submetidas à servidão. O domínio ale¬mão sobre o território prolonga-se por três séculos, até a extinção da Ordem dos Cavaleiros Teutônicos, em 1561. A Letônia é, então, dominada por polo¬neses e depois por suecos, antes de ser incorporada ao Império Russo, no século XVIII. Com a abolição da servidão, em 1817, os letões passam a reivindicar a propriedade da terra, privilégio dos aristocratas alemães, o que alimenta o nacionalismo letão.

Em novembro de 1918, aproveitando a derrocada do Império Russo durante a I Guerra Mundial e as dificuldades enfrentadas pelo novo regime soviético, o Conselho Nacional Letão proclama a independên¬cia do país. Em 1934 instala-se um regime autoritário dirigido por Karlis Ulmanis. Os soviéticos invadem a Letônia em 1940, como resultado do acordo entre os chanceleres Molotov (URSS) e Ribbentrop (Alemanha) que divide parte do Leste Europeu entre os dois países. De 1941 a 1944, durante a II Guerra Mundial, a nação é ocupada pelos nazistas. Com a derrota alemã, em 1945, volta a fazer parte da URSS. A integração ao comu¬nismo soviético é obtida à custa de repressão, e a resistência antissoviética só é derrotada em 1952. Milhares de camponeses, removidos de sua terra, são presos, deportados ou executados. Os soviéticos promovem maciça imigração de russos para o país.

Em 1987, durante as reformas do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov, surgem em Riga as pri¬meiras grandes manifestações contra o domínio da URSS. A Frente Popular, que reúne diversos grupos políticos, conquista em 1989 ampla vitória nas eleições legislativas com a proposta de independência, que é proclamada em 21 de agosto de 1991. Em outubro é aprovada a Lei da Cidadania, só concedida a quem é cidadão letão antes de 1940 e a seus descendentes, o que exclui a grande maioria dos russos. A economia enfrenta grave crise nos anos 1990, decorrente do fim da URSS. Há um início de recuperação econômica no fim da década, em virtude das novas relações com a Europa Ocidental. Mas a crise econômica russa, iniciada em 1998, faz com que o produto Interno Bruto (PIB) cresça apenas 1,1% em 1999.

e) Atualidade

Em 2002 é retirada a proibição a russos étnicos de se candidatarem nas eleições. Em referendo, 67% dos eleitores aprovam a entrada do país na União Europeia. Em 2004 o país é admitido na OTAN e na UE.

Em 2006 entra em vigor lei que garante cidadania apenas àqueles que são fluentes no idioma letão. A lei prejudica mais de 20% da população do país que se comunica somente em russo.

Em 2007, o primeiro-ministro da Federação Russa e o da Letônia assinam acordo para delimi¬tar a fronteira entre os países, pendente havia dez anos. Em 2008, a Letônia expulsa um diplomata russo alegando motivos de segurança.

III. LITUÂNIA

a) Aspectos Geográficos


Localizada no centro-norte da Europa, a República da Lituânia é o maior (65.300 km² de área) e o mais povoado (3,4 milhões de habitantes) dos três paí¬ses bálticos. Por outro lado, possui o litoral menos extenso: ape¬nas 100 quilômetros. Sua costa é famosa pela extração de âmbar, resina fóssil amarelada usada na confecção de jóias. Seu território é plano, com pequenas ele-vações no leste e no sul, cujo ponto mais alto é o monte Juozapines, de 292 metros. Nos vales localizados entre elas há mais de 3 mil lagos de origem glacial.

Cerca de 30% da área do país é coberta por florestas de coníferas, intensamente afetadas pela poluição. Outra porção considerável do território é ocupada por zonas pantanosas, uma parte das quais foi dre¬nada a fim de ser aproveitada para a agricultura.

Os principais rios são o Nemunas (usado para a navegação e para a produção de energia) e seus afluentes Neris, Dubysa e Nevedhis. Todos permanecem congelados durante três meses por ano.

O clima é continental com influência marítima. A oeste, na zona cos¬teira do mar Báltico, os verões são frescos e os invernos,pouco rigoro¬sos.As diferenças térmicas entre as estações acentuam-se à medida que se avança para o interior do país.As precipitações, moderadas, são mais abundantes nos meses quentes. A Lituânia pertence à União Européia desde maio de 2004; entretanto, não está integrada à zona do euro. Sua capital é a cidade de Vilnius.

b) Aspectos da Economia

O Produto Interno Bruto (PIB) da Lituânia é de US$ 29,8 bilhões. O setor secundário tem grande peso sendo responsável por 35% do PIB. Destaca-se a produção de equipamentos elétricos, embarcações, cimento, tecidos, papel e alimentos. No setor primário, a principal atividade é a criação de gado leiteiro. Nas lavouras cultivam-se cereais, batatas, beterraba açucareira e linho. A pesca também tem papel relevante, concentrando-se principalmente no porto de Klaipeda. O setor energético, baseado em centrais térmicas, hidrelétrica e nucleares, chega a produzir excedentes para a exportação. A moeda lituana é o litas.

c) Aspectos da População

Os lituanos, aparentados com os letões e os finlandeses, constituem 83% dos habitantes do país. O restante da população é formada por russos (9%), poloneses (8%) e outras minorias, como bielo-russos (2%), ucranianos, judeus, armênios, alemães, moldavos, azerbaidjanos, ciganos e tártaros. O país já esteve unido à Polônia num vasto império, e a população partilha com os poloneses vários traços culturais.

O principal credo é o cristão (87,5%) – a religião católica tem a maioria de 77%. Mais de 12% dos habitantes não têm religião ou são ateus, e grupos menores professam o cristianismo ortodoxo, o islamismo e o judaísmo. O lituano, de origem ugro-finesa, é a língua oficial, mas também é falado o russo. As minorias étnicas também usam seus idiomas respectivos. Cerca de 67% da população vive em cidades. Seu governo é uma República parlamentarista.

d) Aspectos da História

O país tem origem na união das tribos lituanas, em 1253, quando Mindaugas é coroado rei, sob o consentimento do Papa Inocêncio IV. Entre os séculos XIV e XVI, a Lituânia torna-se uma das nações mais poderosas do Leste Europeu. Seu território se estendia do mar Báltico, ao norte, até o mar Negro, ao sul No fim do século XVI, o Estado aceita a dominação polonesa para se defender das ambições russas. Com a partilha da Polônia nas últimas décadas do século XVIII, a Lituânia é dividida entre a Rússia - que fica com a maior parte – e a Prússia. Durante a I Guerra Mundial, a região é invadida pela Alemanha, que estimula o país a proclamar sua independência da Rússia, o que ocorre em fevereiro de 1918. O plano de anexação, porém, é abortado em novembro do mesmo ano, com a derrota da Alemanha

Em 1939, no inicio da II Guerra Mundial, tropas soviéticas invadem o país em consequência do pacto de não¬ agressão entre a URSS e a Alemanha nazista que prevê a divisão de territórios do Leste Europeu. Em 1940, a Lituânia é anexada à URSS. No ano seguinte, a Alemanha ocupa a região com o apoio de forças locais de extrema direita e massacra cerca de 210 mil pessoas, entre as quais 165 mil judeus. Em 1944, durante a contra ofensiva soviética, o território é retomado para a URSS pelo Exército Vermelho. Terminada a guerra, em 1945, o país passa por acelerado processo de mudanças, com a industrialização e a coletivização forçada da agricultura. Cerca de 350 mil pessoas são deportadas. Em meados da década de 1980, as reformas do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov permitem o surgimento de dissidências. Em 1988 forma-se o Movimento Lituano pela Reconstrução (Sajudis), que lidera grandes manifestações contra a poluição ambienta e a russificação do país.

Em 1991 é proclamada a independência. No ano se¬guinte o ex-Partido Comunista, adepto da economia de mercado chega ao poder e inicia programa de privatizações.

e) Atualidade

Nas eleições presidenciais de 2003, Rolandas Paksas, derrota o presidente Adarnkus. Acusado de ligações com a máfia russa, Paksas sofre em 2004 o primeiro impeachment de um governante europeu, e são realizadas novas eleições, vencidas por Adamkus. Ainda em 2004, a nação ingressa na União Europeia (UE) e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Em 2005, um avião militar russo carregado de mísseis cai em território lituano. A Federação Russa alega falha técnica, mas o incidente causa atrito diplomático entre os dois países.

Em 2006, a Lituânia estabelece acordo com Letônia e Estônia para a construção de uma nova usina nuclear, que substituirá a ultrapassada central de Ignalina, a ser fechada em 2009. A Polônia também entra na parceria. Em 2007, divergências entre os participantes do projeto travam o acordo.

Em 2007, o país retira sua pequena tropa de 50 soldados do Iraque. Em 2008, o governo restringe a exibição pública de símbolos soviéticos e nazistas, por considerar a URSS e a Alemanha na¬zista regimes de ocupação. O oposicionista União da Pátria (TS) obtém a maioria nas eleições e Andrius Kubilius volta ao cargo de primeiro-ministro.

IV. UCRÂNIA

a) Aspectos Geográficos


A República da Ucrânia, situada no leste da Europa com 603.700 km² de área, é o segundo país mais extenso do continente, perdendo apenas para a Rússia. A maior parte do seu território consiste em um prolon¬gamento da zona meridional da planície russa, com altitudes inferiores a 300 metros. O oeste do país é marcado pela cordilheira dos Cárpatos, onde se ergue a maior montanha ucraniana, o Hora Hoverla, que atin¬ge 2.061 metros. Os montes da Criméia, com altitude máxima de 1.545 metros, situam-se na zona meridional da península de mesmo nome, no sudeste do país. Os rios mais importantes da Ucrânia são o Dnieper, o Bug Meridional. O Dniester, o Donetz e o Danúbio, que deságuam no mar Negro, e o Bug Ocidental, que corre para o norte e lança suas águas no Vístula. A vege¬tação original do país compreendia uma floresta mista no norte, florestas e estepes no centro e estepe no sul. Entretanto, boa parte dessa flora nati¬va foi substituída por propriedades agrícolas. O clima ucraniano é conti¬nental na maior parte do território, com invernos rigorosos e verões bas¬tante quentes. No sul, porém, pela influência marítima, o ambiente é tem-perado. As chuvas são abundantes no norte e escassas no sul.

No litoral no mar Negro, fica o movi¬mentado porto de Odessa. Sob pressão internacional, o governo destrói as armas nucleares herdadas da extin¬ta União Soviética (URSS), da qual o país fazia parte. A antiga frota militar soviética, ancorada em Sebastopol, na península da Crimeia, permanece na região, conforme acordo selado com a Federação Russa.

b) Aspectos da Economia

Conhecida como o celeiro do antigo regime soviético, em virtude da grande produção de cereais – além de beterraba açucareira, girassol, batata, linho, verduras e frutas –, a Ucrânia desenvolve moderna atividade agrícola nas planícies férteis de terra negra. A pecuária abrange a criação de bovinos, suínos, ovinos e caprinos. A poluição impede a pesca nos mares Negro e de Azov.

A Ucrânia possui grandes recursos minerais, principalmente ferro, manganês e carvão. A queima desse último e a fissão nuclear são as maiores fontes de energia do país (a nação foi palco do maior acidente atômico da história, quando um reator explodiu em Chernobyl, no norte do país, em 1986). A indústria compreende a siderurgia e a produção de equipamentos pesados, veículos, produtos químicos e alimentos. Após o fim da URSS, cai a produção industrial do país.

O Produto Interno Bruto (PIB) ucraniano é de US$ 106,5 bilhões. A moeda é a hryvnia.

c) Aspectos da População

Com uma população de 45,9 milhões de habitantes os ucranianos, etnia de origem eslava, constituem 73% da população do país. O segundo grupo mais importante é o dos russos, que representam 22%. Existem ainda minorias de bielo-russos, moldavos, húngaros, búlgaros, poloneses, gregos, judeus e tártaros. Mais de 80% da população é cristã (80,1 %), e a vertente mais difundida é a ortodoxa, que congrega a maior parte dos habitantes (52,9%), sem religião e ateus representam 17,7% da população. A língua oficial é o ucraniano, que guarda semelhanças com o russo e o bielo-russo. Quase 70% da população vive em cidades, a capital Kiev é a maior delas. O governo é uma República com forma mista.

d) Aspectos da História

A Ucrânia localiza-se no território inicial do Reino da Rússia, formado no século IX, em tomo da cidade de Kiev. Eslavos, escandinavos e bizantinos fundem-se na cultura do novo reino, cristianizado no século X. Após a ruína dos principados russos, em razão das invasões mongóis nos séculos XIII e XIV; os ucranianos caem sob domínio polonês e lituano. Em 1667, a porção da Ucrânia a leste do rio Dnieper torna-se parte da Rússia e a região a oeste é anexada pela Polônia. Com a partilha do território polonês, no século XVIII, a Rússia amplia seus domínios. Após a Revolução de 1905, na Rússia, o czar con¬cede maior liberdade aos ucranianos e revoga a proibição do uso do idioma.

Nacionalistas de direita proclamam a independência durante a Revolucão Russa, em 1917. Em 1920, os comunistas assumem o controle do país e perdem parte do território em confronto com a Polônia. Pelo Tratado de Riga, firmado em 1921, a parte ociden¬tal do território é entregue à Polônia, à Tchecoslováquia e à Romênia. A região central e a oriental transformam-se, anos depois, na República Socialista Soviética da Ucrânia, parte da URSS.

A fase inicial do poder soviético produz grande desenvolvimento. A Nova Política Econômica, adotada por Lênin, traz prosperidade aos camponeses. A partir de 1928, porém, cerca de 7 milhões de ucranianos morrem de fome na coleti¬vização forçada da agricultura adotada por Josef Stálin. O período é marcado também pela repressão política. A ocupação nazista durante a II Guerra Mundial causa a morte de mais 7 milhões de pessoas. A vitória soviética em 1945 leva à reunificação das porções oriental e ocidental do país. Em 1954 é incorporada à Ucrânia a península da Crimeia, cujos habitantes tártaros ha¬viam sido deportados para a Ásia Central por Stálin. O nacionalismo ganha força nos anos 1980 com as reformas do líder soviético Mikhail Gorbatchov.

Em 26 de abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Chernobyl, no norte do país, próximo à fronteira com Belarus, lança na atmosfera enorme quan¬tidade de material radioativo. O governo soviético oculta a dimensão do acidente, até que a radioatividade é detectada na Europa Ocidental. O acidente nuclear, considerado o pior da história, causa milhares de mortes e 135 mil habitantes abandonam a região. A usina, que forne¬cia 5% da energia elétrica consumida na Ucrânia, é posteriormente fechada.

Em 1988 surgem vários grupos autonomistas, e, no ano seguinte, sucedem-se greves e manifestações. Em 1990, o Soviete Supremo (Parlamento) da Ucrânia declara a soberania do país. O fracasso do golpe de Estado promovido em Moscou pela linha dura soviética, em agosto de 1991, precipita a inde¬pendência ucraniana, proclamada no dia 24 daquele mês pelo Parlamento e ratificada por plebiscito popular em 1° de dezembro. Uma semana depois, o país participa, com a Federação Russa e Belarus, da criação da Comunidade de Estados Independentes (CEI).

Em 1993, o Parlamento estabelece a propriedade ucraniana sobre o arsenal nuclear da ex-URSS no território, mas concorda em limitar as armas estratégicas e desativar gradualmente as 1.656 ogivas nucleares do país. A decisão remove o principal obstáculo à entrada de capital ocidental. Em 1994, o candidato independente Leonid Kuchma vence as eleições presidenciais e inicia reformas econômicas liberalizantes.

O Parlamento anula, em 1995, a Constituição da Crimeia, república autôno¬ma com população majoritariamente russa que buscava a incorporação à Federação Russa. Em 1997, Ucrânia e Federação Russa firmam acordo sobre a frota militar no mar Negro. Os russos ficam com 70% dos navios e arrendam parte do porto de Sebastopol (Crimeia) para lhes servir de base. Em meio à transição para a economia de mercado, o Produto Interno Bruto da Ucrânia cai em média 9,3% ao ano entre 1990 e 2000.

O governo de Kuchma é abalado, a partir de 1999, por acusações de corrupção. Mesmo assim, o presiden¬te é reeleito. Em 2000, um referendo aprova - com 81% dos votos - reforma constitucional que amplia os poderes da Presidência. As críticas a Kuchma crescem com a divulgação de gravações de supostas conversas entre o presidente e seus auxi¬liares, envolvendo-os no assassinato de Georgiy Gongadze, jornalista investigativo e feroz crítico do presidente.

e) Atualidade

Manifestações de rua em 2001 pedem a saída do presidente, mas, no Legislativo, Kuchma escapa do impeachment. Após o atentado terrorista de 11 de setembro, o país abre o espaço aéreo aos Estados Unidos (EUA) para o ataque ao Afeganistão.

Kuchma e o presidente russo Vladimir Putin assinam em 2003 um acordo de definição de fronteiras, deixando pendente a decisão sobre o mar de Azov, no leste do país. A pedido dos EUA, a Ucrânia envia ao Iraque uma unidade militar especializada em guerra nuclear, química e biológica. Os soldados retomam ao país em 2005.

Denúncias de fraude marcam a eleição presidencial de 2004, vencida pelo primeiro-ministro Viktor Yanukovich, politicamente favorável à Federação Russa. Milhares de pessoas protestam nas ruas, no movimento conhe¬cido como Revolução Laranja - por causa da cor dos partidários do candidato de oposição, o ex-primeiro-ministro Viktor Yushchenko. Um novo pleito é marcado para 2005. Yushchenko), pró-União Européia (UE), é eleito. Em fevereiro, Yuliya Tymoshenko torna-se primeira-ministra, mas denúncias de corrupção levam à dissolução de seu gabinete em setembro. Yuri Yekhanurov passa a ser o novo premiê.

Em 2006, a Ucrânia rejeita reajuste no preço do gás proposto pela Federação Russa, que corta o fornecimento do produto ao país vizinho. A atitude é vista como represália russa à Revolução Laranja. Dias depois, um acordo é fechado, e o fornecimento do gás se normaliza Em março de 2008, a empresa de gás russa Gazprom corta por três dias o fornecimento à Ucrânia, alegando dividas de US$ 600 milhões. A atitude causa preocupação no resto da Europa, já que o gás russo expor¬tado para o resto do continente passa pela Ucrânia. Os países resolvem o problema em um acordo uma semana depois.

Yushchenko não consegue fazer o país avançar econo¬micamente, e a população dá a vitória ao Partido das Regiões (PR), de Viktor Yanukovich, nas eleições parlamenta¬res de março de 2006. Ele é apontado primeiro-ministro somente em agosto. Yanukovich promete manter uma política pró-Ocidente, afastando, assim, o país da influência de Moscou. Ao assumir, em 2006, o cargo de primeiro-ministro, Viktor Yanukovitch, historicamente favorável à Federação Russa, anuncia que manterá a política Pró-Ocidente, defendida pelo presidente Viktor Yushchenko, e os esforços para con¬quistar uma vaga na União Europeia (UE). Desde 1997, a Ucrânia tem uma espécie de pacto especial com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O país não faz parte da instituição, e o acordo tampouco garante eventual convite para o ingresso na OTAN, mas estipula uma série de compromissos mútuos. A possível entrada da nação na organização, símbolo militar do Ocidente durante a Guerra Fria, marcaria ainda mais o afastamento da influência russa no país.

Em 2007, Yushchenko dissolve o Parlamento e antecipa as eleições parlamentares para setembro. Em dezembro, Yuliya Tymoshenko é eleita primeira-ministra

Em maio de 2008, o país é admitido na Organização Mundial do Comércio (OMC). Em outubro, Yuschenko dissolve o Parlamento, um mês após a cri¬se iniciada, quando Tymoshenko mostrou apoio a uma tentativa de redução dos poderes presidenciais. Em dezembro, os partidos de Yuschenko e Tymoshenko formam uma nova coalizão para tentar combater a crise econômica mundial, que atinge duramente o país. As sucessivas crises que em 2008 põem em lados opostos os antigos aliados Viktor Yushchenko e Yuliya Tymoshenko com¬prometem o ingresso da nação na OTAN. Em abril, França e Alemanha já haviam declarado ser contrárias à entrada da Ucrânia na OTAN.

V. BELARUS

a) Aspectos Geográficos


A República de Belarus, também conhecida como Bielo-Rússia ou Rússia Branca devido as extensões de areia branca em seu território. É um país do noroeste da Europa que fazia parte da antiga União Soviética. Seu território é essencialmen¬te plano. O norte, porém, é dominado por suaves colinas orientadas de leste para oeste que não ultrapassam os 350 metros de altitude. Esse conjunto separa as bacias hidrográficas dos rios Onieper e Oaugava (ou Ovina Ocidental). No sul, na região denominada Polésia, ou pântanos Pinsk, predominam as áreas inundadas, que cobrem mais de 20% do território do país. Outros 30% são ocupados por florestas: no norte. as principais variedades são pinheiros, abetos e bétulas; no sul, carva¬lhos, olmos e faias.

Belovezhskaya Pushcha é a úl¬tima floresta original da Europa. Localizada na fronteira entre Belarus e Polônia, o parque que abriga a porção central da floresta é patrimônio universal da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Belovezhskaya Pushcha foi conservada durante sécu¬los porque foi usada por reis poloneses e czares russos como campo de caça. Praticamente toda a Europa Ocidental já foi coberta por uma gigantesca floresta se¬melhante. Hoje, nenhuma floresta do continente é original, ou seja, todas foram alteradas após séculos de exploração humana e ação da nature¬za. Esta floresta é a exceção, com uma área de 120 mil hectares de mata virgem. Com árvores de mais de 50 metros de altura e carvalhos de até 600 anos, além de troncos cobertos de musgo espalha¬dos pelo solo, a floresta é um importante ponto turístico. A reserva guarda um dos mais importantes habitats de pássaros do continente, com cerca de 230 espécies. Mas o animal-símbolo de Belovezhskaya Pushcha é o bisão europeu, dado como extinto em 1919 e reintroduzido no par¬que em 1929.

A água é um dos elementos fundamentais da paisagem de Belarus. O país possui mais de 4 mil lagos, tanto de origem glaciar como artificial. A rede de rios também é densa, irrigando fartamente as terras e confe¬rindo à paisagem uma típica tonalidade verde. Os principais cursos de água são o Daugava, no norte; o Nioman ou Nemunas, no oeste: e o Dnieper e seus afluentes (Bereziná, Soz e Pripiat), no leste, centro e sul.

Por sua latitude e por não possuir saída para o mar, Belarus tem clima continental, com invernos muito rigorosos e verões frescos e úmi¬dos. As precipitações são moderadas.

b) Aspectos da Economia

Com um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 36,9 bilhões, a principal atividade econômica de Belarus é a indústria, cujo destaque é a fabricação de veículos, motores, produtos químicos e petroquímicos, derivados da madeira e bens de consumo. Quase toda a energia de que o país necessita é obtida de suas grandes reservas de turfa. A moeda da Belarus é o rublo bielo-russo.

A agricultura foi seriamente abalada pela explosão da central nuclear de Chemobyl, na vizinha Ucrânia, em 1986: após o incidente, um quinto das terras aráveis do país ficou inutilizado. Nas áreas restantes, cultivam-se cereais, beterraba açucareira e batata. Quanto à pecuária, o principal rebanho é o bovino.

c) Aspectos da População

A maioria da população de 9,6 milhões de habitantes é pertence ao grupo étnico dos bielo¬russos (78%), ou russos brancos, que descendem dos eslavos orientais. Os russos (13,5%) são a principal minoria, seguidos por poloneses, ucranianos e judeus. O cristianismo (70,1%) é o credo dominante, onde a Igreja Ortodoxa (52,3%) é a maioria. Mais de um quarto da população, porém, não possui religião e é atéia (29,3%). Os católicos formam o terceiro grupo mais representativo. Quanto aos idiomas, são oficiais bielo-russo e o russo, que guardam muitas semelhanças entre si.

A capital, a cidade de Minsk, é um modelo do planejamento urbano soviético, com ruas largas e prédios grandiosos.

d) Aspectos da História

O aparecimento de Belarus remonta aos principados eslavos que se estabelecem na região entre os séculos VI e VIII. Eles se submetem, em meados do século IX, à cidade-Estado de Kiev, que dá origem à Rússia. Nos séculos seguintes, o territó¬rio é invadido por tártaros da Mongólia, lituanos e poloneses. No século XVIII é anexado ao Império Russo e, em 1922, torna-se república soviética. Mais de 2 milhões de pessoas morrem durante a ocupação nazista, entre 1941 e 1944. Com o fim da II Guerra Mundial, o país incor¬pora territórios de população bielo-russa pertencentes à Polônia. Nos anos 1980, Belarus é reduto da resistência comunista às reformas democratizantes do presiden¬te soviético Mikhail Gorbatchov.

Em agosto de 1991, a inde¬pendência é proclamada, e o país integra a Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Em 1994 é eleito presidente o populista Aleksandr Lukachenko, que defende a união com a Federação Russa. Ele convoca, no fim de 1996, um referendo que estende seu mandato até 2001 e aumenta seus po¬deres. Em 1997, Belarus e Federação Russa ratificam tratado que prevê a unificação das políticas externa, econômica e militar. No ano seguinte, a cotação do rublo bielo-russo cai pela metade, e a crise que se instala força o racionamento de alimentos.

e) Atualidade

Lukachenko re-elege-se em 2001. Em 2003, Syarhey Sidorski é nomeado pri¬meiro-ministro. Em 2004 um referen¬do autoriza Lukachenko a concorrer a um terceiro mandato em 2006. Os dois resultados das eleições são condenados por observadores internacionais. Em 2005, o país é listado pelo governo dos Estados Unidos (EUA) como um dos "postos avançados da tirania".

Nas eleições de mar¬ço de 2006, Lukachenko é novamente re¬-eIeito, com 83% dos votos. Observadores internacionais, que haviam sido expulsos pelo governo, denunciam fraudes, e mi¬lhares de manifestantes protestam nas ruas de Minsk exigindo novas eleições. Os atos são violentamente reprimidos, com centenas de manifestantes presos.

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos rejeitam o resultado da elei¬ção. Em abril, a UE proíbe a entrada de autoridades bielo-russas, incluindo Lukachenko, no território do bloco. Em maio, os EUA adotam sanção semelhante. Entre maio e junho, UE e EUA congelam os fundos que Lukachenko e altos funcionários do governo têm em bancos europeus e norte-americanos.

Em 2006, a Federação Russa ameaça pôr fim, a partir de 2007, às tarifas amigáveis cobradas pelo gás exportado para Belarus. Seria uma ma¬neira de pressionar a nação a vender sua rede de gasodutos aos russos, que a utilizam para exportar o produto à Europa Ocidental. Após meses de ten¬são, em que os russos chegam a cortar a distribuição de gás, os países chegam a um acordo em janeiro de 2007.

Em outubro de 2007, o governo permite uma manifestação pró-União Europeia, o que é visto como um sinal de aproximação com o bloco.

Apesar de ter dez diplo¬matas expulsos de Belarus em março de 2008, em setembro os Estados Unidos dão sinais de aproximação ao suspender algumas sanções econômicas contra o país, que em agosto liberta presos políticos, entre eles Aleksandr Kozulin, líder da oposição. No entanto, as eleições legislativas de setembro são marcadas novamente por fraude. Nenhum candi¬dato da oposição é eleito, e UE e EUA não reconhecem o resultado. Em outubro, a UE lidera a visita de oficiais do governo bielo-russo aos países do bloco, a fim de acelerar a reforma política.

VI. MOLDÁVIA

a) Aspectos Geográficos


A Moldávia é uma ex-república soviética do Leste Europeu, entre a Ucrânia e a Romênia, próximo aos montes Cárpatos. Seu território de 33.843 km², sem saída para o mar, é formado na maior parte por uma planície ondulada, só interrompida por um conjunto de colinas que não chegam a atingir 500 metros de altitude. A nação tem seus atuais limites restritos a apenas parte do território histó¬rico da Moldávia, cuja maior extensão está integrada à Romênia e à Ucrânia, incluindo a costa do mar Negro (sul da Bessarábia).

Os principais rios são o Dniester e o Prut, que, tal como todos os cursos de água do país, correm para o mar Negro. A vegetação predo¬minante é a estepe. As florestas de faias e carvalhos chegaram a cobrir um terço da área da nação,mas,atualmente,só se mantêm em peque¬nos setores da região central. Boa parte do solo do país se encontra empobrecido devido à monocultura e à erosão.

O clima moldavo é temperado continental, embora receba influências do mar Negro, localizado a poucas dezenas de quilômetros. Os invernos são rigorosos e os verões, quentes. As chuvas, moderadas e irregulares são mais abundantes no norte.

Com uma população de 3,8 milhões de habitantes, cerca de 65% da população é de etnia moldava, que descende da romena. Há minorias de ucranianos (14%), russos (13%), gagaúzes (4%) e, em menor número, búlgaros e romenos. A religião predominante é o cristianismo 69,4% (com maioria dos ortodoxos 48,7%), mas também tem 5,5% de islamitas e 1,1% de judeus, os sem religião e ateus estão na casa dos 24%. A língua oficial é o romeno. O alfabeto latino, substituído pelo cirílico durante o período soviético, foi restaurado em 1989. A Moldávia é uma República com forma mista de governo. Sua capital é a cidade de Chisinau.

Na região da Transdnístria (leste do rio Dniester), habitada por russos e ucranianos, há forte movimento separatista. A minoria cristã de língua turca da Gagaúzia (sul) também reivindi¬ca autonomia.

b) Aspectos da Economia

A Moldávia não possui muitas matérias-primas de origem mineral, à exceção de algumas reservas de gás natural e de petróleo. As usinas hidrelétricas instaladas nos rios Oniester e Prut são a principal fonte energética. De economia essencialmente agrícola, mais da metade da população vive no campo, o país é muito dependente do setor primário. A agricultura produz basicamente cereais, beterraba açucareira, uva, tabaco e óleo essencial de rosas. Os principais ramos da indústria são o de alimentos, o de bebidas (vinho e aguardente), o de equipamentos agrícolas, o de material de construção e o têxtil. Sua moeda é o leu moldávio.

Com Produto Interno Bruto de US$ 3,4 bilhões, a Moldávia é um dos países mais pobres da Europa, mas abriga vinícolas de renome internacional. É a primeira ex-república da União Soviética (URSS) a ter, em 2001, um partido comu¬nista de volta ao poder.

c) Aspectos da História

O principado da Moldávia surge no sécu¬lo XIV, separando-se do reino da Hungria. Compreendia a Bessarábia, a Moldávia Ocidental e a Bucovina. A partir do século XV, cai sob o domínio turco. Em 1775, a Bucovina é anexada ao Império Austríaco. No fim do século XVIII, com o auxílio dos russos, a região sob domínio turco recobra sua autonomia. Em contrapartida, cresce a influência da Rússia, que anexa a Bessarábia em 1812. Em 1862, a Moldávia Ocidental se une ao principado da Valáquia, dando origem à Romênia. Os russos controlam a Bessarábia até a queda do czar, em 1917, quando a região proclama a independência. Forma-se a República Popular da Moldávia. Diante das ameaças russa e ucraniana, o país se une à Romênia em 1918.

Como consequência do Pacto Germano-Soviético, tropas russas ocupam a Bessarábia em 1940, no inicio da II Guerra Mundial. A Romênia, aliada da Alemanha nazista, retoma a região em 1941, mas os soviéticos voltam a conquistá-Ia em 1944. Sob o poder soviético, a Bessarábia é dividida em partes, uma das quais dá origem à República Socialista Soviética da Moldávia. O regime encoraja a imigração russa e ucraniana para o país, enquanto milhares de habitantes de etnia romena são deportados para a Ásia Central.

A abertura política do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov, nos anos 1980, traz à tona a oposição ao processo de russifica¬ção. Protestos em 1988 exigem o fim da imigração russa, a restauração do alfabeto latino (que fora substituído pelo cirílico) e a proclamação do romeno como língua ofi¬cial Em 1989 forma-se a Frente Popular da Moldávia (FPM), que organiza grandes ma-nifestações. O Soviete Supremo Moldávio reconhece o romeno como idioma oficial. Em 1990, duas regiões de população não-romena, a Gagaúzia e a Transdnistria, proclamam a independência, decisão que é anulada pelo Parlamento moldávio. A intervenção do Exército so¬viético evita a guerra civil

A Moldávia declara a independência em agosto de 1991. Em dezembro explode a guerra na Transdnístria, região a leste do rio Dnister, de maioria russa. O governo moldávio, os separatistas e a Federação Russa acertam em 1992 um cessar-fogo, em troca de ampla autonomia para o território rebelado.

Em 1994, um plebiscito aprova a independência e nova Constituição, que dá autonomia à Transdnístria. Em 1996, Petru Lucinschi, pró-Rússia, é eleito presidente, e as relações com a Transdnístria melhoram. Em 1998, a crise da economia russa afeta duramente a Moldávia.

A crise econômica e a divisão do Parlamento acirram a ins¬tabilidade política em 1999. O país tem quatro primeiros-ministros em apenas oito meses, até que Lucinschi e os parlamentares entram em acordo para a nomeação de Dumitru Braghis. Em 2000 são aprovadas emendas que reduzem o poder do presidente, cuja eleição passa a ser feita pelo Parlamento.

d) Atualidade

Prometendo estreitar laços com a Federação Russa, Vladimir Voronin (PCRM) é eleito presidente em 2001 e indica Vasile Tarlev, sem partido, para primeiro-ministro.

A Federação Russa não retira suas tropas da Transdnístria em 2003, como estava previsto, e o presidente Voronin se afasta da influência russa. Em 2004, a Transdnístria fecha as escolas que usam o alfabeto latino e apoia o ensino do cirílico, empregado na escrita russa. Em represália, o governo moldávio impõe sanções econômicas ao território, retiradas um ano depois.

O Partido Comunista (PCRM) vence as eleições de 2005, Voronin é reeleito e adota política de aproximação com a União Europeia, distanciando-se ainda mais de Moscou.

Em 2006, a Ucrânia passa a exigir que as mercadorias exportadas da Transdnístria tenham um selo da alfândega da Moldávia. Os dirigentes do território, que é tido como rota de contrabando, consideram a decisão uma sanção econômica e retiram-se das negociações internacionais para definição de seu status. Um referendo realizado sem o aval do governo moldávio indica que a população da Transdnístria apoia a independência e uma possível união com a Federação Russa. Em abril de 2008, Voronin e o presidente da Transdnístria, Igor Smirnov, reúnem-se para buscar uma solução de paz. Em agosto, Smirnov diz que o reconhecimento russo da indepen¬dência da Abkházia e da Ossétia do Sul, na Geórgia, abre um precedente para a causa da Transdnístria.

COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2008, 35ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2009.

- Atlas National Geografic, livros: 04 - Europa II e 07 - Ásia I. São Paulo: Ed. Abril, 2008.

- AQUINO, JACQUES, DENIZE, OSCAR. História das Sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais, 32ª Ed.Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1995.

- VESENTINI & VLACH. Geografia Crítica, vol 4. São Paulo: Ática, 2005.

- http//www.wikipedia.org

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Deputado Estadual Artur Bruno

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