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Atualidades
08-09-2009
Uzbequistão, Tadjiquistão, Quirguistão e Turcomenistão

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I. UZBEQUISTÃO

1. Aspectos Geográficos


A ex-república soviética do Uzbequistão é um país de área de 447.400 km², da Ásia Central, localizado entre o Cazaquistão e o Turcomenistão, sem saída para o mar. De relevo essencialmente plano, o terri¬tório possui cerca de 75% de sua área ocupada pela depressão de Turan. Ramificações das cordilheiras de Tian Shan e Pamir - esta com picos que ultrapassam os 4,4 mil metros de altitude - ocupam o leste e o noroeste. Tem grande parte de seu território ocupada por desertos e estepes secas, principalmente no centro-norte onde estende-se o deserto de Kizil Kum, um dos maiores do mundo.

O clima é continental desértico, com amplas variações térmicas e chuvas escassas. Os dois rios mais importantes são o Amudária e o Sirdária, a partir dos quais foi construída uma extensa rede de canais para possibilitar a agricultura. O desvio das águas, porém, vem provocando graves problemas ambientais no mar de Aral, para onde os rios correm. Nas últimas quatro décadas esse grande lago localizado na fronteira com o Cazaquistão já perdeu mais de 80% de sua área.

A população de 27,8 milhões de habitantes tem na etnia uzbeque (de ascendência turca) a maioria com 71% da população. Entre os demais grupos destacam-se os russos (8%), tadjiques (5%) e cazaques (4%). A maioria dos habitantes segue o islamismo (76,4%),. A língua oficial é o uzbeque, de origem turca, e fala-se também russo. Ao contrário de outros povos da região, os uzbeques têm longa tradição sedentária, ligada ao comércio da Rota da Seda (caminho secular que ligava a Europa à China) e à agricultura. República presidencialista, que na prática a nação é uma ditadura dirigida pelo Presidente Islam A. Karimov.

2. Aspectos Econômicos

O PIB do país é de US$ 17,2 bilhões. A irrigação trans¬forma o país num dos maiores produtores mundiais de algodão e, ao mesmo tempo, provoca uma catástrofe ambiental no mar de Aral. Os principais produtos agrícolas do Uzbequistão são o trigo e o algodão. Quanto à pecuária, os rebanhos mais importantes são os de ovinos caracul e bovinos. O subsolo é rico em petróleo, gás natural, carvão, prata, ouro e urânio. Toda a eletricidade é produzida em usinas termelétricas. Os ramos de maior destaque na indústria são o químico, o petroquímico, o alimentício e o mecânico. Sua transição para a economia de mercado traz aumento do desemprego e da pobreza.

3. Aspectos da História

Durante o primeiro mi¬lênio antes de Cristo, a re¬gião é berço da civilização bactriana. Desenvolve-se aí uma cultura original, síntese de elementos indianos, persas e gregos. É conquistada pelos persas (século VI a.C.), pelos macedônios (século IV a.C.) e pelos turcos (século VI d.C). No século VIII, o Uzbequistão é incorporado ao Império Árabe, retomando mais tarde ao controle turco. O conquistador mongol Tamerlão invade o território no século XIV. No século XVIII e no XIX fica dividido entre os canatos (reinos) de Bukhara, Khiva e Kokanda.

Entre 1868 e 1876, a Rússia domina o país. Vitoriosos na Revolução Russa de 1917, os bolcheviques têm dificuldade em impor o poder soviético à região. A República Socialista Soviética do Uzbequistão é criada somente em 1924, com a divisão do Turcomenistão, e incorporada à União Soviética (URSS) no ano seguinte.

Em 1985, o início do go¬verno reformista do dirigente soviético Mikhail Gorbatchov abre espaço para o movimento nacionalista no Uzbequistão. Em 1989 é criado o Partido da Unidade (Birlik), que impulsiona a campanha vi¬toriosa pela adoção do uzbeque como língua oficial em lugar do russo. O Soviete Supremo (Parlamento) do Uzbequistão proclama a independência em 1991 e o Partido Comunista, renomeado Partido Democrático do Povo (OXDP), permanece no poder, aliado a Moscou. O país adere à Comunidade dos Estados Independentes (CEI). Nas eleições presidenciais, o Birlik e o Partido da Renascença Islâmica são im¬pedidos de concorrer. O presidente Islam Karimov elege-se e persegue a oposição.

Em 1998, o Parlamento impõe restrições ao fun¬cionamento de grupos religiosos e centenas de ativistas islâmicos são presos. Atentados em Tashkent matam 15 pes¬soas em 1999. O principal acusado é o Movimento Islâmico do Uzbequistão, apoiado pela milícia fundamentalista Taliban, que detém o poder no vizinho Afeganistão. Por sua vez, Karimov dá suporte ao general da etnia afeganeuzbeque Abdul Rashid Dostan, um dos líderes da Aliança do Norte, grupo de resistência ao Taliban.

O Uzbequistão anuncia, em 1999, sua saída do acordo de segurança da CEI em protesto contra o aumento da presença de tropas russas no Tadjiquistão e assina tra¬tado de cooperação militar com os Estados Unidos (EUA). Em 2000, o presidente Islam Karimov é reeleito.

4. Atualidade

Em 2001, tropas americanas usam bases do Uzbequistão na guerra contra o Afeganistão. No ano seguinte, Karimov estende seu mandato de cinco para sete anos, em referendo cuja legitimidade é contestada pelos EUA e por grupos de direitos humanos.

Uma onda de atentados em 2004, atribuída a extremistas islâmicos, causa 47 mortes. Em maio de 2005, na cidade de Andijon, um grupo armado invade a prisão local, em protesto contra a detenção de 23 homens acusados de extremismo islâmi¬co, e liberta cerca de 4 mil pessoas, entre prisioneiros políticos e comuns. Tropas do governo abrem fogo contra os manifes¬tantes. A versão oficial fala em 169 mortos, mas acredita-se que cerca de 500 pessoas tenham sido assassinadas. Em consequên¬cia, num julgamento considerado fora dos padrões internacionais, 15 acusados pelo incidente são condenados.

Tropas norte-americanas no Uzbequistão deixam o país. Os EUA e a União Europeia (UE) pressionam o governo a abrir um inquérito sobre os incidentes, mas o Uzbequistão nega. A UE impõe sanções ao país, que são parcialmente sus¬pensas em outubro de 2007

Islam Karimov é reeleito 2007. Em janeiro de 2008, com as mudan¬ças no gabinete, entra em vigor o de¬creto para abolir a pena de morte. O Congresso aprova a entrada do país na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC), o braço armado da CEI. Em abril, o poeta e crítico do governo Yusuf Juma é condenado a cinco anos de prisão. Outra opositora de Karimov, Mutabar Tajibayeva, é solta em junho, após cumprir quatro dos oito anos de pena a que foi condenada. Ahmadjon Odilov, preso político havia vinte anos, é solto no mesmo mês. Ele foi acusado de corrupção por promotores que in¬vestigavam o alto escalão do governo soviético nos anos 80.

5. A Questão do Mar do Aral

Um dos maiores desastres ambientais do mundo está em curso no mar de Aral. Nos últimos 40 anos, esse grande lago, situado na fronteira entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, perdeu cerca de 80% de sua área, de 66,5 mil km², e 80% do volume de água. Na origem do problema está a política da antiga União Soviética de irrigar extensas áreas para a agricultura ao longo dos prin¬cipais rios que deságuam no mar de Aral: o Amu Dária e o Sir Dária. O projeto de maior impacto desviou o leito do Amu Dária para a construção do canal de Karakumskiy (1,1 mil km), que passou a fornecer água às lavouras uzbeques de algodão. Entre outras consequências, o recuo do lago ampliou as áreas de¬sérticas e as tempera¬turas (inverno e verão ainda mais rigorosos) e diminuiu a flora e a fauna. O aumento da salinidade e a escassez de água culminam na enorme degradação das regiões próximas.

O desastre provoca, ainda, graves problemas à saúde do povo local, que tem uma das piores taxas de mortalidade infantil da Ásia. Isso ocorre porque o solo à beira do lago, composto de altas doses de sal e resíduos químicos, é levado pelo vento, poluindo o ar e contaminando plantações próximas.

Especialistas afirmam que a parte sul do mar já está condenada e a previsão é que seque até 2015. Entretanto, há esforços para preservar o norte. O Cazaquistão construiu uma represa de 13 quilômetros no rio Sir Dária com financiamento de US$ 68 milhões do Banco Mundial. Em 2007, 40% da água havia voltado ao mar de Aral e o governo cazaque pediu mais 126 milhões de dólares em empréstimos para construir uma segunda represa no rio Sir Dária.

II. TADJIQUISTÃO

1. Aspectos Geográficos


A ex-república soviética do Tadjiquistão é um país da Ásia Central, sem saída para o mar, localizado entre o Quirguistão, a China, o Afeganistão e o Uzbequistão. A área do país é de 143.100 km². O relevo é ocupado em sua maior parte por um planalto de 4 mil metros de altitude média, com picos que ultrapassam 7 mil metros, como os montes Pamir, no leste, que abrigam o ponto culminante da antiga União Soviética, o lsmail Samani, de aproximadamente 7,5 mil metros.

Enormes geleiras alimentam uma rede hidrográfica de grande potencial energético. No norte, o rio Sirdária irriga o vale de Fergana; no leste, destaca-se o Zeravshan, nas terras baixas do sudoeste correm o Kofamihon, o Vajsh e o Pani, que deságuam no Amudária, na frontei¬ra com o Afeganistão. A vegetação é basicamente de dois tipos: a este¬pe, composta de arbustos, e a alpina, formada por musgos e liquens.

O clima é continental acentuado, com verões muito quentes nos vales e temperaturas excessivamente baixas nos picos das montanhas, durante o inverno. As precipitações são escassas, exceto nos sistemas montanhosos do oeste.

A População de 6,8 milhões de habitantes é composta de 62% de tadjiques (etnia iraniana), 24% de uzbeques e 8% de russos. A maioria (83,8%) pratica o islamismo sunita.

Menos de 10% das terras são adequadas à agricul¬tura, em razão do relevo montanhoso. Ainda assim, a maioria da população trabalha no campo. Embora o solo seja rico em minerais, como ouro, prata e alumínio, o país é o mais pobre da região e sofre as consequências de uma guerra civil. Os costumes e o idioma (o oficial é o tadjique) do Tadjiquistão têm fortes raízes na cultura iraniana. O Tadjiquistão é República presidencialista e sua capital é a cidade de Dushanbe

2. Aspectos Econômicos

A guerra civil dos anos 1990 destruiu a economia tadjique, ainda fortemente dependente da agricultura. Os principais produtos agrícolas são algodão, trigo, batata, hortaliças, uva e outras frutas. Criam-se bovinos, ovinos, caprinos e aves. Toda a eletricidade de que o país precisa é gerada em hidrelétricas. Há reservas de petróleo, gás natural, carvão, antimônio, ouro e prata, mas são pouco exploradas. A indústria se destaca na fabricação de aço, produtos químicos, tecidos, tabaco e vinho. O seu PIB é de US$ 2,8 bilhões, a moeda é o somoni.

3. Aspectos Históricos

Habitada por povos sedentários no pri¬meiro milênio antes de Cristo, a região cai sob o domínio dos persas (século VI aC.) e macedônios (século IV aC.). Os habitantes são convertidos ao islamismo no século VIII, durante a ocupação árabe. O país é integrado ao Império Mongol no século XIII. Em 1868 é anexado à Rússia czarista, pós a Revolução Russa, em 1917, guerrilheiros islâmicos lutam contra o Exército Vermelho até 1921. A nação torna-se uma república soviética em 1929. Nos anos 1970 crescem a influência islâmica e a oposição à minoria russa no poder.

Em 1991 caem os dirigentes soviéticos no Tadjiquistão, depois do apoio dado à tentativa de golpe contra Mikhail Gorbatchov. Em setembro é proclamada a independência e, em 1992, o país mergulha numa guerra civil entre comunistas, que têm apoio russo, e grupos islâmicos. O governo tadjique, do presidente Rakhmonov, e grupos islâmicos da Oposição Tadjique Unida assinam acordo de paz em 1997. A aliança opositora passa a integrar o governo, mas grupos contrários ao acordo continuam agindo. A nação adota uma nova moeda, o somoni, em 2000.

4. Atualidade

O governo tadjique apoia a ofensiva militar dos Estados Unidos (EUA) contra o Afeganistão em 2001. Um referendo popular, em 2003, permite mais duas reeleições do presidente Rakhmonov. Nas eleições presidenciais de 2006, Rakhmonov é novamente re-eleito. Em março de 2007, numa tentativa de romper com o passado soviético do país, o presidente determina que as pessoas retirem o sufixo "ov" ou "ev" do sobrenome - o que caracteriza a origem russa. Ele mesmo passa a se chamar Rakhmon.

Em fevereiro de 2008, o país enfrenta grave crise energética durante um dos invernos mais rigorosos já registrados em seu território. Faltam, além de comida, água e energia para ca¬lefação. No mesmo ano, o Fundo Monetário Internacional (FMI) obriga o país a devolver 47,7 milhões de dólares em empréstimos, depois que o Banco Nacional do Tadjiquistão mentiu sobre o valor de suas reservas. Em vez dos 450 milhões de dólares declarados, o banco tinha apenas 115 milhões.

III. QUIRGUISTÃO

1. Aspectos Geográficos


A ex-república soviética do Quirguistão é um país da Ásia Central sem saída para o mar localizado entre o Uzbequistão, o Cazaquistão, a China e o Tadjiquistão. Marcado por intensa atividade sísmica, o território de 199.900 km² de área é constituído predominantemente por montanhas (mais de 90%). Mais da metade da superfície do país fica acima dos 2,5 mil metros, e apenas cerca de um décimo abaixo dos 1,5 mil metros. Há duas cordilheiras principais: a de Tian Shan, onde se encon¬tra o ponto mais alto da nação, o Pobedy (7.439 metros), e a do Pamir, com picos que ultrapassam os 4 mil metros. O vale de Fergana, no sul, é uma grande área fértil onde se concentra a agricultura. Quase metade da força de trabalho dedica-se à atividade agrícola.

O Narin e os afluentes do Sirdária, que corre pelo Uzbequistão, são os principais rios. Entre os inúmeros lagos destaca-se o Issyk-Koul, a 1.607 metros acima do nível do mar. A vegetação é predominantemente alpina e de estepe. Só 5% do território é coberto por florestas. O clima é continental extremo, com poucas precipitações e grandes variações térmicas num mesmo dia.

A população é formada em sua maioria por quirguizes, que repre¬sentam 52% do total de 5,4 milhões de habitantes. Em seguida vêm os russos (22,5%) e uzbeques (13%), além ele outras etnias minoritárias. A religião mais popular é o islamismo sunita (65,1%), mas há importantes grupos de cristãos (6,5%) e de ateus (21,5%). O quirguiz, de origem turca, é o idioma oficial. Há tensão no país entre comunidades quirguizes e uzbeques. A capital é a cidade de Bishkek , sendo governo é uma República com forma mista.

2. Aspectos Econômicos

A agricultura, praticada nos vales, é a base da economia quirguiz. Os principais itens agrícolas são trigo, milho, beterraba açucareira, algodão e tabaco. Criam-se ovinos, iaques ¬tipo de boi selvagem - e cavalos. O país possui vastos recursos minerais, entre os quais petróleo, gás natural, carvão, linhita e mercúrio, mas a exploração é incipiente.A maior parte da eletricidade consumida e exportada é de origem hídrica. A indústria se destaca na fabricação de metais, produtos químicos, máquinas e tecidos. Sua moeda é o som e tem um PIB: US$ 2,8 bilhões.

3. Aspectos da História

Desde o século X, o território é habita¬do por povos nômades que emigram da Mongólia. A região cai sob controle dos turcos no século XV e, em 1685, é dominada pelos mongóis. A vitória manchu em 1758 torna o Quirguistão parte do Império Chinês. Em 1876, a região é incorporada à Rússia czarista. Após a Revolução Russa, em 1917, grupos armados quirguizes resistem, mas o poder soviético se impõe em 1919. Em 1936, o Quirguistão se torna república soviética.

No governo de Mikhail Gorbatchov, o Partido Comunista Quirguiz - rebatizado em 1992 como Partido dos Comunistas do Quirguistão - enfraquece e começam disputas territoriais com o Uzbequistão. O principal foco de tensão é a delimitação da fronteira. Quando os dois países eram repúblicas soviéticas, não havia demarcação muito precisa, e o Quirguistão cedeu proviso¬riamente terras agrícolas ao Uzbequistão. Ao conquistar a independência, o Uzbequistão estabeleceu unilateralmente seus limites, sem devolver as terras emprestadas. A situação agrava-se entre 1999 e 2000, quando o governo uzbeque instala minas terrestres na fronteira para evitar o avanço no país de rebeldes islâmicos, supostamente com base no sul do Quirguistão.

No mesmo ano (1992), o presidente da Academia de Ciências, Askar Akáiev, é eleito presidente do Soviete Supremo (Parlamento) do país.

A independência é declarada em agosto de 1991. O presidente Askar Akáiev é ree¬leito em 1991, 1995 e 2000. Com o colap¬so do sistema estatal soviético, o Produto Interno Bruto do Quirguistão cai drasticamente de 1990 a 1999 (média de 5,4% ao ano). Um programa de priva¬tizações e abertura da economia, re¬comendado pelo Fundo Monetário Internacional, é adotado em 1994. A inflação diminui e as exportações crescem, mas persiste o quadro de pobreza O PIB cresceu 3,9% em termos reais, entre 1999 e 2006. Em 1999, o governo expulsa grupos islâmicos saídos do Uzbequistão e do Tadjiquistão, o que causa dezenas de mortes.

4. Atualidade

Em 2005, os aliados de Akáiev conquis¬tam maioria nas eleições. O resultado é contestado por observadores internacionais. A oposição lidera o movimento conhecido como Revolução das Tulipas em Bishkek. Presidente e primeiro-ministro (Nikolai Tanayev) são derrubados. Kurmanbek Bakiyev, líder da coalizão de oposição Movimento Popular do Quirguistão, assume os dois cargos. Nas eleições presidenciais de julho, Bakiyev vence e nomeia Feliks Kulov primeiro-ministro.

Em abril e maio de 2006, manifestantes pressionam o governo por reformas constitucionais. Em novembro, depois de nova onda de protestos, Bakiyev aprova a nova Constituição, que limita seus poderes. Em janeiro de 2007, outras mudanças constitucionais dão ao Parlamento o poder de nomear o governo. Em dezem¬bro, Kulov renuncia, sendo substituído por Azimbek Isabekov, que, em março de 2007, entrega o cargo de primeiro-ministro a Ahnazbek Atambayev. Em setembro, a Corte Constitucional avalia que as mudanças na Carta Magna são ilegais porque não passa¬ram por referendo. A nova Constituição é aprovada por 76% da população num referendo considerado irregular por observadores internacionais. O primeiro-ministro dissolve o Parlamento e convoca eleições para 16 de dezembro.

A 18 dias das eleições parlamentares, Almazbek Atarnbayev renuncia. O presi¬dente nomeia Iskenderbek Aidaraliev. O Movimento Popular do Quirguistão vence e ocupa 71 cadeiras; seu aliado, o Partido dos Comunistas do Quirguistão, li. O pleito é criticado pela Organiiação para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Igor Chudinov é o novo primeiro-ministro.

Ainda em 2006, o encontro entre os presidentes Kurmanbek Bakiyev, do Quirguistão, e Islam Karímov, do Uzbequistão, , é considerado um importante passo na reaproximação dos dois países. Com a assinatura de um acordo de cooperação mútua, os líderes deixam para trás a animosidade de anos anteriores.

Em 2007, o jornalista uzbeque Alisher Saipov é morto. Grupos de direitos humanos culpam os serviços de segurança pelo assassinato. No mesmo mês, o Quirguistão assume a presidência rotativa da Comunidade de Estados Independentes (CEI), organização formada por 11 repúblicas da ex-União Soviética. Em agosto de 2008, 68 pessoas morrem na queda de um Boeing 737 em Bishkek. Nove médicos e enfermeiras são acusados de infectar 24 crianças com o vírus HIV. Em outubro, 70 pessoas morrem e dezenas ficam feridas num terremoto de 6,6 graus na escala Richter, ocorrido na província de Osh, no sul do país.

IV. TURCOMENISTÃO

1. Aspectos Geográficos


O Turcomenistão é uma ex-república soviética da Ásia Central com área territorial de 488.000 km², localizada entre o Irã, o Afeganistão, o Uzbequistão e o Caza¬quistão, banhada pelo mar Cáspio onde existe grande re¬serva de petróleo quase inexplorada. O deserto de Karal ocupa 80% do terri¬tório e assenta-se sobre imensas jazidas de gás natural, a principal fonte de receita do país no exterior. O relevo é dominado pelas planícies arenosas do deserto de Karakum. Cerca de 80% do território tem altitude inferior a 500 metros. Na região norte, a depressão de Turan atinge 81 metros abaixo do nível do mar. As maiores elevações se encontram nas cordilheiras de Paropamisos e Kope-Dag, no sul, e de Ustiurt, no norte. Os rios mais importantes são o Amudária, que faz parte da fronteira com o Uzbequistão, e o Murgab, no sudeste. Um canal de 1,1 mil quilô¬metros, o Karakumskiy, iniciada nos anos 1950, transporta a água do Amudária para outras regiões do país, o que possibilita a agricultura em áreas originalmente secas, mas vem causando um desastre ambiental no mar de Aral, na fronteira entre o Uzbequistão e o Cazaquistão, onde o rio deságua.

A ausência quase total de vegetação expõe o território à erosão dos ventos. O clima é desértico continental, quase sem chuvas, com inver¬nos frios e verões muito quentes.

Com uma população de 5 milhões de habitantes, os turcomanos são o grupo étnico mais importante (73%), seguidos por russos (10%), uzbeques (9%), e cazaques (2%). O islamismo sunita é a religião predominante (88,2%). A língua oficial é o turcomano. Desde 1993 se utiliza o alfabeto latino.

Independente desde 1990, com a desagregação da União Soviética (URSS), a nação viveu anos sob regime centrado no culto à personalidade do presidente Saparmyrat Niyazov, morto em 2006. Hoje é uma república presidencialista em que o atual presidente é Gurbanguly Berdymuhamedov, eleito em 2007.

2. Aspectos Econômicos

O país tem um PIB de US$10,5 bilhões, possui grandes reservas de petróleo, gás natural, carvão, cobre, sal e enxofre. Elas alimentam o principal setor da economia, a indústria, que se destaca nos ramos petroquímico, químico, metalúrgico e mecânico. A fabricação de tecidos - especialmente de tapetes ¬também é importante. Na agricultura, o principal produto é algodão, seguido por cereais, batata, tomate e frutas. Criam-se cavalos, camelos e o gado ovino caracul, do qual se aproveita a lã.

3. Aspectos da História

Na Antiguidade, a região é incorporada aos impérios Persa, Macedônico e Árabe. O povo turcomano se forma por volta do século XI, com a fusão de tribos turcas com grupos autóctones. Entre os séculos XV e XVIII, tribos do sul caem sob domínio persa, e as do norte se tornam vassalas dos canatos (reinos) uzbeques de Khiva e Bukhara. Em 1869, a Rússia ocupa o território. Depois da Revolução Russa, uma força contrrevolucionária apoiada pelos britânicos resiste às tropas soviéticas até 1920. O Exército Vermelho ocupa o país, em 1924, e o Turcomenistão é integrado à URSS. Pela primeira vez, o país adquire unidade política. A coletivização das terras transforma a economia, que passa de pas¬toril (nômade) a agrícola A construção do canal de irrigação de Karakumskiy estimula a agricultura a partir dos anos 1970.

Em 1990, o Soviete Supremo (Parlamento) declara a soberania do país. O comunista Saparrnyrat Niyazov é eleito presidente. A economia entra em declínio, pois o Turcomenistão tem dificuldade para escoar a produção de gás. Seu único gasoduto atravessa o território russo, sendo a Ucrânia e a Federação Russa os principais importadores. O país frequentemente não é pago pela Ucrânia, e se desentende com os russos sobre o valor pago pelo produto. Em 1997, o Turcomenistão inaugura gasoduto para escoar a produção para a Europa via Irã e Turquia. O Parlamento aprova emenda em 1999 que estende por tempo indeterminado o mandato de Niyazov. Em 2000, a nação firma compromisso para construir um gasoduto até o Paquistão, passando por território afegane.

4. Atualidade

Em dezembro de 2006, Niyazov morre de forma repentina, aos 66 anos. O vice-primeiro-ministro Gurbanguly Berdymuhamedov assume a chefia do gover¬no, sendo eleito presidente pelo Parlamento dois meses depois. Quando vivo, Niyazov promove um culto à sua personalidade numa escala rara na história: sua imagem aparece até em cédulas de dinheiro e garrafas de vodka.

Em 2007, o novo presidente promete abrir o país a investi¬mentos externos em energia. Em novembro, a Federação Russa aumenta em 50% o preço que paga pelo gás turcomano. Em maio de 2008, a nação ratifica acordo de cooperação na área da energia com a União Europeia.

COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2008, 35ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2009.

- Atlas National Geografic, livro 08: Ásia I. São Paulo: Ed. Abril, 2008.

- AQUINO, JACQUES, DENIZE, OSCAR. História das Sociedades: das sociedades modernas às sociedades atuais, 32ª Ed.Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1995.

- VESENTINI & VLACH. Geografia Crítica, vol 4. São Paulo: Ática, 2005.

- http//www.wikipedia.org

- http//br.geocities.com/ccv3a/cei.htm





 

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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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