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Atualidades
30-06-2009
Indonésia, Timor Leste e Papua-Nova Guiné

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INDONÉSIA

Aspectos Geográficos


A República da Indonésia é um grande país de 1.890.754 km² de área, localizado entre o sudeste asiático e Austrália. É composto pelo maior arquipélago do mundo, as principais ilhas são Java, Sumatra, Bornéu, Nova Guiné, Celebes, Bali e Timor. No grande arquipélago indonésio, há trinta grupos menores que totalizam mais de 18.000 pequenas ilhas. Tem fronteiras terrestres com a Malásia, em Bornéu, com Timor-Leste, e com a Papua-Nova Guiné, e fronteiras marítimas com as Filipinas, Malásia, Singapura, Palau, Austrália e com dois estados indianos Andaman e Nicoba. Estar localizado entre a Ásia e a Oceania, faz da Indonésia uma nação transcontinental. Sua capital é Jacarta. É o quarto país mais populoso do mundo e o primeiro entre os países islâmicos.

O país é banhado pelo Oceano Pacífico na sua parte oriental e pelo Oceano Índico no sul e oeste. A nordeste, confina com o Mar das Filipinas e Mar das Celebes, a noroeste, com o Mar de Andaman, a sul pelos mares de Arafura e de Timor, e engloba por completo os mares de Java, Savu, Banda, Seram e das Molucas.

Os rios são, em geral, de cursos curtos e navegáveis, como o Hari e o Musi, em Su¬matra, e o Digul, em Nova Guiné. A vegetação é formada em grande parte por florestas tro¬picais. O clima também é tropical, com dois períodos com chuva e ventos de monção: de novembro a março e de junho a outubro. As temperaturas e umidade relativa do ar costumam ser elevadas.

Atualmente, a Indonésia está dividida em 33 províncias (entre as quais, 3 são territórios de regime especial, Aceh e Yogyakarta, e o território da cidade capital, Jacarta). As principais províncias, subdivididas em distritos, são: Sumatra, Papua (Irian Jaya), Riau, Riau Kepulauan, Sulawesi (a sudoeste), Kalimantan (ao sul), Celebes (ao sul), Irian Jaya (a oeste), Java (a oeste), Kalimantan (a oeste), Nusa Tenggara (a oeste), Sulawesi (a oeste) e Sumatra (a oeste).

De origem mongolóide, com 234,3 milhões de habitantes, os indonésios estão divididos nos seguintes grupos étnicos: javaneses (45%), sundaneses (14%), madureses (8%) e malaios litorâneos (8%), entre outros. Pouco mais de metade da população vive na zona rural. O idioma oficial é o indonésio. Também se falam algumas línguas regionais, entre as quais se destaca o javanês. A religião predominante é o islamismo (54%), mas também se pratica o cristianismo (13,5%) e o hinduísmo (3,4%).

A Indonésia é uma república presidencialista. O Presidente é eleito diretamente para mandatos de 5 anos, junto com o Vice-Presidente. O principal corpo legislativo do país é o Majelis Permusyawaratan Rakyat (MPR) ou "Assembleia Consultiva Popular", que consiste do Dewan Perwakilan Rakyat (DPR) ou Conselho Representativo do Povo, eleito para mandatos de 5 anos, e do Dewan Perwakilan Daerah (DPD) ou Conselho dos Representantes Regionais.

Aspectos Econômicos

Com um PIB de US$ 364,8 bilhões, a economia indonésia assenta, essencialmente, nas atividades agrícola, mineira e industrial. O setor produz arroz, milho, mandioca, batata-doce, tabaco, côco, cana-de-açúcar, soja, chá e café. À semelhança da Índia, a agricultura registou problemas após os primeiros êxitos da Revolução Verde. Associada a este setor, está também a silvicultura, atividade que produz a borracha natural e madeiras exóticas. Criam-se bovinos, caprinos, suínos e aves. A silvicultura fornece madeira e borracha. A pesca é importante tanto no mar como nos rios. Por outro lado, a atividade mineira tem visto a sua importância aumentar de dia para dia, fomentada, principalmente, pelo aumento da exploração de petróleo e gás natural. A Indonésia é um dos maiores produtores mundiais de petróleo e estanho, no entanto, outros minérios são extraídos, como o níquel, a bauxita, o ouro, carvão, ferro e manganês.

Quanto ao setor industrial, que desde os meados dos anos 80 caminha a passos largos para se tornar o principal setor indonésio, enquadra-se numa política de importação de matérias-primas para posterior transformação e exportação. Deste modo, destacam-se as indústrias ligadas aos produtos químicos, aos componentes eletrônicos, ao cimento, aos pneus, ao papel e aos têxteis. Destacam-se ainda o refino de petróleo e os ramos têxtil, alimentício, mecânico e químico. A grande maioria da eletricidade é gerada em termelétricas. Sua moeda é a rúpia indonésia.

Em resumo, a economia deste país encontra-se em fase de desenvolvimento, beneficiando da sua posição privilegiada no seio de instituições internacionais como a ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), a APEC (Comunidade Econômica para a Ásia e o Pacífico) e a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Os principais parceiros comerciais da Indonésia são o Japão, os Estados Unidos da América, Malásia, Singapura, Austrália e a Alemanha.

Aspectos Históricos

Vestígios arqueológicos datam a presença dos homens no arquipélago da Indonésia desde a pré-história. O primeiro hominídeo conhecido como habitante da Indonésia foi o chamado Homem de Java, ou Homo Erectus, que viveu por volta de 500 mil anos atrás. Cerca de 60 mil anos atrás, os antepassados dos atuais papuas moveram-se em direção ao Leste através destas ilhas, acabaram atingindo Nova Guiné e Austrália entre 30 e 40 mil anos atrás. Muito mais tarde, no quarto milênio antes de Cristo, eles foram seguidos pelos ancestrais dos malaios, javaneses Malayo-polinésia e outros grupos que agora formam a maior parte da população da Indonésia. Por volta de 300 a.C, tribos originárias da Ásia se espalharam pelas ilhas e povoaram o arquipélago. Os casamentos entre os asiáticos e os nativos formaram diferentes etnias, em diferentes ilhas.

No século XII os árabes da Índia chegaram à região, trazendo consigo o islamismo, que a partir de então começou a dominar algumas ilhas do arquipélago. Entre os séculos VII e XIV, formaram-se nas ilhas de Sumatra e Java vários reinos hindus e budistas. No século IX foi construído em Java o Borobundur, o maior monumento budista do mundo. Com a chegada de comerciantes árabes de Gujarate (Índia), hindus convertidos pelos persas ao islã sufista, no século XII, o Islão tornou-se a religião dominante na maior parte do arquipélago. O navegador Marco Polo registrou sua passagem pelo Estreito de Malaca e sua escala em Sumatra em 1292.

A Indonésia é ocupada por portugueses que ali estabelecem centros comerciais no século XVI (em 1511, Francisco Serrão juntamente com Antônio de Abreu chegam às ilhas Molucas) e começaram a dominar os reinos que ali existiam, na sua vontade de monopolizar o comércio das especiarias. A história da colonização holandesa da Indonésia começa no século seguinte com a expedição de Cornelis de Houtman, tornando-se uma colônia da Companhia Holandesa das Índias Orientais, sem, no entanto, conseguirem ocupar a colônia portuguesa de Timor.

Manifestações anticolonialistas começam na Indonésia no século XIX, mas o nacionalismo só ganha impulso no início do século XX. Uma rebelião liderada pelo Partido Comunista Indonésio (PCI) explode em 1926 e é sufocada no ano seguinte.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os Países Baixos, que foram ocupados pela Alemanha Nazista, perderam a sua colônia para os japoneses. Com o fim da guerra, Sukarno, que tinha cooperado com os japoneses, declarou a independência da Indonésia, mas os aliados apoiaram o exército neerlandês a tentar recuperar a sua colônia. Seus ideais políticos misturavam o islamismo, nacionalismo e marxismo. A guerra pela independência, denominada Revolução Nacional Indonésia, durou quatro anos.

Os holandeses tentam restabelecer o domínio colonial mas, depois de quatro anos de guerrilha e da ameaça de retaliação econômica por parte dos EUA, reconhecem a independência em dezembro de 1949.

A Indonésia – que havia incorporado a parte ocidental (antes holandesa) da ilha de Timor logo após a Segunda Guerra Mundial – é um país de enorme heterogeneidade étnica, histórica, cultural e linguística, com pelo menos 25 idiomas locais, 250 dialetos e quatro religiões principais, predominando o islamismo.

O país é concebido como uma Federação em que cada Estado tem alto grau de autonomia. Em agosto de 1950 porém, Sukarno dissolve a federação e adota uma administração centralizada. Em 1956, promoveu a extinção de todos os partidos políticos, criando somente 3 anos depois a chamada Democracia Dirigida. Ao mesmo tempo desenvolve uma política externa independente em relação às duas superpotências (EUA e URSS) e torna a Indonésia, em 1955, um dos fundadores do Movimento dos Países Não-Alinhados, que se propõe a ser um bloco equidistante dos EUA e da URSS.

Sob o governo de Sukarno, os comunistas ampliam rapidamente sua influência. Em setembro de 1965, o tenente-coronel Untung, ligado ao PCI, lidera uma tentativa de golpe. Membros do baixo oficialato matam seis generais. É o estopim para que o alto comando das Forças Armadas, com o apoio dos muçulmanos e de organizações anticomunistas, sufoque a revolta e praticamente elimine os comunistas. Estima-se que 300 mil pessoas tenham morrido na repressão.

O general Suharto, apoiado pelos Estados Unidos e seus aliados, derrubou o governo do líder populista Sukarno, sob o pretexto de deter o avanço comunista. Suharto é formalmente declarado presidente em março de 1968. De caráter agressivo, militarista e essencialmente corrupto, a ditadura de Suharto promoveu a repressão e a opressão da população. Reforçou, também, a centralização política e o expansionismo. Assim, poderiam impedir a diversidade existente no país e reforçar as tensões autônomas opositoras à constituição de uma "Grande Indonésia". Com isso, houve conflitos autônomos nas ilhas Molucas, em Sumatra, na Nova Guiné, em Celebes e Bornéu e fronteiriços com a Malásia e Papua-Nova Guiné. A Indonésia ambicionava anexar a parte oriental da ilha de Timor, embora afirmasse reconhecer o domínio português.

Suharto foi reeleito 5 vezes e governou o país com a ajuda dos militares, desde então, figurando entre os governantes com mais tempo de poder no mundo. O presidente estabelece o regime da Democracia Pancasila, que é uma apropriação dos cinco princípios (panca sila, em indonésio) do nacionalismo de Sukarno: monoteísmo, humanitarismo, unidade, democracia e justiça. Sob Suharto, a Pancasila transforma-se num instrumento de controle de todas as instituições sociais e políticas do país.

Em abril de 1996 morre a esposa de Suharto, Siti Hartinah Suharto, aos 71 anos. Isso intensifica as especulações sobre o futuro político do presidente, com saúde abalada, que dependia muito da mulher como assessora. Com a crise econômica asiática de 1997, o país voltou à rebelião e o presidente foi obrigado a renunciar e entregou o poder ao seu Vice-Presidente, B. J. Habibie. No entanto, nas eleições de 1999, Habibie perdeu-as para Megawati Sukarnoputri, filha de Sukarno, que não chegou a ser empossada, no mês seguinte, Suharto dá prova de apego ao poder, apoiando com tropas uma dissidência do Partido Democrático, que expulsa sua então presidente, Megawati Sukarnoputri é substituída pelo seu partido político por Abdurrahman Wahid.

A situação do país, no entanto, se complica com a crise cambial do Sudeste Asiático, intensificada com a queda da Bolsa de Hong Kong em 23 de outubro. De janeiro a outubro de 1997, a rupia perde 58% de seu valor. Em 31 de outubro, o FMI anuncia um plano de socorro ao país no valor de US$ 23 bilhões – o maior da história da instituição. O pacote prevê um ajuste dramático: desmantelamento de monopólios estatais, fim de incentivos fiscais, controle de gastos públicos, liquidação de vários bancos pequenos e redução de tarifas sobre o comércio exterior. O remédio do FMI é considerado uma derrota para o presidente Suharto, que sempre defendeu monopólios e subsídios à indústria local.

Atualidades

A crise de Timor-Leste virou as cartas e Megawati Sukarnoputri voltou à presidência em 2001. Em 2004, nas primeiras eleições diretas, foi eleito o presidente, Susilo Bambang Yudhoyono.

Ainda em 2004, no mês de dezembro a Indonésia é o país mais atingido pelo tsunami que devastou o sul da Ásia, o número de mortos e desaparecidos no país é calculado em cerca de 200 mil.

O país é atingido em 2006 por duas catástrofes naturais de grandes proporções. Em maio, um terremoto ao sul da ilha de Java causa a morte de pelo, menos 6 mil pessoas, além de desalojar quase 2 milhões de indonésios. Dois meses depois, novo tsunami atinge o litoral de Java, deixando mais de 600 mortos e 300 desaparecidos. No fim do ano, um navio naufraga entre Bornéu e Java, mais de 400 pessoas desaparecem.

Em 2007, o governo anunciou que o país pode ter 2 mil de suas ilhas submersas até 2030, segundo o relatório da ONU sobre aquecimento global divulgado em fevereiro. No decorrer de ano, novas tragédias: em fevereiro, após quatro dias de chuva, a capital, Jacarta fica com 40% de sua área inundada, e que resulta em mais de 50 mortos e 340 mil desabrigados. Em setembro, outros quatro tremores matam mais de 100, também em Sumatra.

Em 27 de janeiro de 2008, Suharto morre, aos 86 anos, de pneumonia e falência múltipla dos órgãos. O governo declara sete dias de luto, mas diz que não paralisará o processo aberto em 2007 que visa à recuperação de 441 milhões de dólares que teriam sido desviados pelo ex-dita¬dor por intermédio de sua fundação de caridade. Em agosto, o governo recupera 134 milhões de dólares da família de Suharto, desviados por uma das em¬presas do clã.

O país tem um terço dos casos humanos de gripe aviária no mun¬do, e em outubro de 2008 o número de mortes chega a 110. Em maio, a nação anuncia que deixará a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) até o fim do ano. A produção de petróleo vem caindo na lndonésia, e desde 2005 ela passa a importar o produto.

TIMOR-LESTE

Aspectos Geográficos


A República Democrática de Timor-Leste, país de 14.604 km² de área, do Sudeste Asiático, é um dos países mais jovens do mundo, e ocupa a parte oriental da ilha de Timor na Ásia, além do enclave de Oecussi, na costa norte da banda ocidental de Timor, da ilha de Ataúro, a norte, e do ilhéu de Jaco ao largo da ponta leste da ilha. As únicas fronteiras terrestres que o país tem ligam-no à Indonésia pela província das Ilhas da Sonda Oriental, a oeste da porção principal do território, e a leste, sul e oeste de Oecussi-Ambeno, mas tem também fronteira marítima com a Austrália, no Mar de Timor, a sul. Sua capital é Díli, situada na costa norte. O relevo, de origem vulcânica, é formado por zonas montanhosas cercadas por planícies costeiras, onde deságuam rios de curso pouco extenso. O ponto culminante é o monte Tata Mailau, de 2,9 mil metros. O clima é tropical de monção, com chuvas abundantes. Entre as espécies vege¬tais mais encontradas destacam-se as acácias e os eucaliptos.

Conhecido no passado como Timor Português, foi uma colônia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Foi, porém, considerado pela Indonésia como a sua 27.ª província com o nome de "Timor Timur". Em 30 de Agosto de 1999, cerca de 80% do povo timorense optou pela independência em referendo organizado pela Organização das Nações Unidas.

A língua mais falada em Timor-Leste era o indonésio no tempo da ocupação indonésia, sendo hoje o tétum (mais falado na capital). O tétum (língua da família austronésia) e o português formam as duas línguas oficias do país, enquanto o indonésio e a língua inglesa são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição de Timor-Leste. Devido à recente ocupação indonésia, grande parte da população de 1,2 milhão de habitantes, compreende a língua indonésia mas só uma minoria o português. A heterogeneidade étnico-cultural é evidenciada pelos seus dialetos, variadas línguas, materiais produzidos ou diferentes estilos arquitetônicos. Os habitantes nativos da ilha são os maubere, de origem melanésia e malaia. Além deles, vivem no país comunidades de chineses, portu¬gueses e australianos. Quanto à religião, a maioria da população é cristã (84,2%), além de uma minoria islâmica (3,2%). Apesar de maioritariamente católicos, os timorenses não se podem considerar inteiramente convertidos, a avaliar pela rica tradição oral composta por lendas e mitologias que remontam a tempos pré-coloniais. O analfabetismo ainda é generalizado, mas há uma forte tradição de poesia.

O país é governado por uma república parlamentarista onde presidente é eleito pelo voto popular para um mandato de cinco anos. Embora o papel seja largamente simbólico, o presidente não tem poder de veto sobre certos tipos de legislação. Após as eleições, o presidente designa o líder do maior partido ou coligação majoritária como o primeiro-ministro, que, como chefe do governo, preside a Conselho de Estado ou de governo.

O parlamento de câmara única é o Parlamento Nacional, cujos membros são eleitos pelo voto popular para um mandato de cinco anos. A Constituição timorense tem por base a de Portugal. O país ainda está no processo de construção da sua administração e instituições governamentais.

Timor-Leste está subdividido em 13 distritos administrativos. Os atuais distritos de Timor-Leste mantêm, com poucas diferenças, os limites dos 13 conselhos existentes durante os últimos anos do Timor Português.

Aspectos Econômicos

O investimento secular de Portugal na sua colônia na Insulíndia não foi suficiente para a desenvolver adequadamente, tendo esta permanecido pobre até aos nossos dias. Foram, no entanto, construídas algumas infraestruturas de saúde, ensino e transportes depois da Segunda Guerra Mundial. O comércio de sândalo, uma das principais mercadorias do território perdeu importância e a sua única fonte de rendimento passou a ser uma modesta produção de café.

A contribuição dada pela Indonésia na construção de infraestruturas foi superior ao de Portugal, apesar de corresponder também a interesses próprios, como o do transporte mais rápido das tropas ou da absorção sócio-cultural indonésia e descaracterização da cultura própria timorense. A já débil economia timorense foi completamente arrasada, tendo ficado dependente totalmente da cooperação internacional para a sua reconstrução.

O PIB é de US$ 356 milhões e a agropecuária é o principal motor da economia. São produzidos arroz e milho para consumo interno e carne de gado bovino, café, cravo, coco, cacau e noz-moscada para exportação. Na mineração, são importantes as pedreiras de mármore e as jazidas de petróleo e gás natural descobertas no mar de Timor. A moeda é o dólar americano

Aspectos Históricos

A sociedade timorense conviveu durante quase três décadas com a opressão e a violência. Crê-se que cerca de um terço da população existente em 1975 foi, até à entrada das tropas das Nações Unidas, dizimada por ação indonésia governada polo general Suharto, apesar do repúdio da Assembléia-Geral da ONU.

A ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste resultou num longo massacre de timorenses.

A crise na economia da Ásia em 1997 afetou duramente a Indonésia. O regime militar de Suharto começou a sofrer diversas pressões com manifestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais atos levam à demissão do general em maio de 1998.

Em 1999, os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas. A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região em 1999.

Atualidades

Em abril de 2001, aconteceram eleições para a escolha do novo líder do país. A vitória foi de Xanana Gusmão como o novo presidente timorense e, em 20 de Maio de 2002, Timor-Leste tornou-se totalmente independente.

Em 2006, após uma greve que levou a uma demissão em massa nas forças armadas leste-timorenses, um clima de tensão civil emergiu em violência no país. A situação permanece razoavelmente estável devido à intervenção militar vinda da Malásia, Austrália, Nova Zelândia e à pressão política e militar de Portugal que tenta apoiar Timor-Leste no seu desenvolvimento.

Na segunda volta das eleições de 2007, marcadas por acusações de fraude, Ramos-Horta foi eleito Presidente da República, sucedendo a Xanana Gusmão no cargo.

Em 2008, o presidente Ramos-Horta sofre um atentado em sua casa, em Díli. Um grupo de rebeldes dá tês tiros enquanto outro queima o carro de Xanana Gusmão.

PAPUA NOVA GUINÉ

Aspectos Geográficos


Situada ao norte da Austrália com 462.840 km² de área, Papua Nova Guiné ocupa a parte leste da se¬gunda maior ilha do mundo - Nova Guiné -, o arquipélago de Bismarck e outras ilhas vizinhas. Seu relevo resume-se em planícies costeiras de baixo relevo ao norte e ao sul onde é mais extensa, constituída por florestas tropicais densas e rios caudalosos como o rio Fly, o maior deles, que ruma para o sul até o Golfo de Papua, formando um extenso delta juntamente com outros rios; e o rio Sepik que ruma para o norte da grande ilha, com montanhas de até 4,5 mil metros, e vulcões ativos ou extintos, atingindo até 2.000 m de altitude e com atividade presente, incorporando Papua Nova Guiné no chamado Círculo de Fogo do Pacífico. A pluviosidade frenquente - uma das maiores do mundo - na quase totalidade do país, caracteriza o clima equatorial, a vegetação de selva densa e rios sempre perenes. Sua capital é a cidade de Port Moresby.

Aspectos Econômicos e Demográficos

Papua-Nova Guiné faz parte do tratado internacional da APEC (Asia-Pacific Economic Cooperation). Mais de 70% da população economicamente ativa trabalha na agricultura, essencialmente de subsistência. A nação exporta ouro, cobre e petróleo, além de café e cacau. A exploração dos recursos é prejudicada pela topografia, que aumenta o custo da infraestrutura. Seu PIB é de US$ 5,7 bilhões e sua moeda é a kina.

Nas altas terras de Papua as montanhas fazem barreiras naturais entre grupos diferentes ajudando-os a preservar sua singulares variedades de cultura e línguas. Sua população é de 6,5 milhões de habitantes. Tem como línguas oficiais o inglês, o pidgin e o motu, mas convive com 850 idiomas falados em todo o país, Papua-Nova Guiné é a nação em que se falam mais línguas. É também nesta meia-ilha que se concentra parte da lista de idiomas ameaçados de extinção, que pode reduzir as atuais seis mil linguagens humanas a apenas seiscentas.

Aspectos Históricos

A metade oriental da ilha da Nova Guiné foi dividida em duas áreas: uma de administração britânica e outra de administração alemã em 1885. Assim permaneceu até 1902, quando a parte britânica foi cedida à Austrália, que se tornara independente no ano anterior.

Durante a Primeira Guerra Mundial o território pertencente à Alemanha foi ocupado pela Austrália, que continuou a administrar as duas áreas até a independência em 16 de setembro de 1975.

A ilha foi descoberta por navegadores portugueses em 1511, que lhe deram o nome de Nova Guiné. Nos anos seguintes muitos exploradores desembarcaram na ilha, que acabou dividida em três partes: a norte ficou com a Alemanha, a ocidental com a Holanda e a do sul com a Grã-Bretanha, que em 1906 a entregou à administração da Austrália. Vencida na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha perdeu sua parte, que passou para administração australiana. Ambas as partes norte e sul fundiram-se numa só após a Segunda Guerra Mundial e constituíram-se no novo país, chamado Papua-Nova Guiné a partir de 1971.

Em 1988 começa uma re¬belião separatista na ilha de Bdugainville, que mata 20 mil pessoas em uma década. Um acordo de paz, assinado em 1998, concede maior autonomia à ilha. A formação de um governo provincial interino em Bougainville é definida pelo Acordo de Loloata, de 2000.

Atualidades

Em 2001 é acertado um futuro plebiscito em Bougainville, com a opção de indepen¬dência. Nas eleições legislativas de 2002. Michael Somare é eleito primeiro-ministro. Em 2004, o Parlamento elege o novo governador-geral, Paulias Matane. Nas eleições regionais de 2005, Joseph Kabui é eleito presidente. Nas eleições 2007 Michel Somare é reeleito primeiro-ministro.

Em 2008, Joseph Kabui morre. Seu vice, John Tabinaman, torna-se, presidente. No mesmo ano, o vice-primeiro-ministro Puka Temu reclama de frequentes invasões de soldados indonésios a Papua Nova Guiné, uma tropa entra no país, queima casas e assalta moradores de uma vila. O ministro da Defesa da Indonésia, Hassan Wrrayuda, pede desculpa oficialmente.

Em setembro de 2008, a população das ilhas Carteret tem de ser removida para Tinputz, próximo a Bougainville, devido ao aumento do nível do mar, que tornou as ilhas inabitáveis - em 15 anos devem estar submersas. A Igreja Católica doou 81 hectares de terra, para acomodar 3.320 pessoas desalojadas.

COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2008, 34ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2008.

- ARRUDA e PILETTI. Toda a História, 4ª ed. São Paulo: Ática, 1996.

- Atlas National Geografic, livro 08: Ásia II. São Paulo: Ed. Abril, 2008.

- http://www.girafamania.com.br

- http://www.infoescola.com

- http://www.wikipedia.org

 

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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
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