Ética e Escola¹

|| Postado por Zezé Medeiros em 22-06-2011

Discutir educação e diversidade étnico-racial, seja à luz da legislação, seja a partir da prática, tornou-se, atualmente, não apenas o mais intenso e caloroso tema para se debater, mas também o mais contraditório.



Refletir sobre essa temática nos faz indagar as práticas sociais e educacionais exercidas nas/pelas escolas que buscam validar políticas públicas e leis que preconizam processos os quais podem garantir ações de inclusão de todos os alunos, independentemente de cor, etnia, religião, gênero ou status social, para a manutenção do Estado Democrático de Direitos em todos os seus aspectos.
(...)
Atuar como docente é viver sempre em processo de ansiedade e expectativas frente ao Outro/aluno; é ter consciência da necessidade de estar aberto a novos valores e culturas, além de ter uma constante atitude reflexiva de sua prática e de sua ação. Ser docente implica conduzir o Outro para o exercício da liberdade, para a transformação mútua na condição de Sujeito. Para tanto, trabalhando com valores como tolerância, respeito e solidariedade, o docente facultará, aos alunos, o reconhecimento de limites. Esses, por sua vez, ao reconhecer tanto os limites que são impostos pela sociedade, como o processo relacional com o Outro, aprendem a ser livres, pois aprendem a fazer escolhas.
 (...)
Considerando que a escola é uma instituição voltada para o cuidado e formação de sujeitos em um longo espaço de tempo; que o professor deve ter a ética como sua morada e que temos leis que nos coíbem de negar o Outro, podemos nos questionar o porquê da sociedade atual estar envolta a tanta violência, amoralidade e individualismos. Precisamos pensar a escola como espaço para trabalhar o conhecimento-emancipação, um conhecimento que procura superar a ignorância representada pelo colonialismo, e em constante busca da solidariedade.
Nesse sentido, adicionando o fenômeno da ferocidade da globalização, emerge outro aspecto nessa reflexão. Como pensar em manutenção de um Estado Democrático de Direitos, em cidadania se, na relação com o Outro, somos individualistas e rogamos o direito do Outro somente quando os direitos pessoais são ameaçados? Sobre isso, nos alerta o filósofo, o que se observa é uma exigência ética, como se fosse possível ser ético sem aprender valores necessários à construção de um novo mundo. O que se percebe é a estratégia de permanecer no poder, visualizando e cultivando interesses pessoais apresentados como coletivos. Não se separa o que é de domínio público e privado (FERREIRA, 2006, p.67).
Em vista disso, nossa consciência nos orienta a novamente refletir sobre as políticas de inclusão e problematizar questões sociais, culturais, políticas, ideológicas, pedagógicas.

Solange Faria Prado

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1. Compilação feita a partir de artigo escrito por Solange Faria Prado, originalmente publicado na revista Gestão Universitária em:
http://www.gestaouniversitaria.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=P25563:etica-e-diversidade-na-instituicao-escolar&catid=271:277&Itemid=21
 


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PERFIL

Artur Bruno é professor e deputado federal pelo PT-CE. Atualmente é primeiro vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Já foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e vereador de Fortaleza por outros dois. É casado com Natercia Rios e pai de Marina e Mayara.

Site oficial: www.arturbruno.com.br

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