Seis meses de Francisco: postura do papa anima católicos mais progressistas

|| Postado por Zezé Medeiros em 16-09-2013

 Papa Francisco
Há seis meses, no primeiro discurso como Papa Francisco, o argentino José Mário Bergoglio, 77 anos, referindo-se à sua nacionalidade, afirmou: "Parece que os cardeais foram buscar o novo pontífice no fim do mundo"

Há seis meses, no primeiro discurso como Papa Francisco, o argentino José Mário Bergoglio, 77 anos, referindo-se à sua nacionalidade, afirmou: "Parece que os cardeais foram buscar o novo pontífice no fim do mundo". A frase simplória, dita em tom de brincadeira, talvez fazendo menção à condição de periferia do mundo desenvolvido que ainda tem a América Latina, ou mesmo ao simples fato de seu país estar localizado no extremo sul do continente americano, já era um pequeno indício de que novos rumos, ou pelo menos novas posturas e novos discursos, poderiam começar a ser vistos na cúpula da Igreja Católica Apostólica Romana.
 
Em exatos 180 dias na liderança do catolicismo no mundo, desde o dia 13 de março de 2013, o Papa Francisco profere discursos, adota posturas, sinaliza para a quebra de velhos paradigmas, que estão rompendo definitivamente com o conservadorismo consolidado por seus antecessores, o papa polonês João Paulo II, que governou a Igreja Católica por 28 anos, e o alemão Bento XVI. Este último, depois de menos de oito anos de pontificado, numa atitude rara ao longo da história da Igreja Católica, renunciou em fevereiro de 2013, ainda por motivos pouco explicados, em meio a denúncias de corrupção no Banco do Vaticano.
 
A mais recente novidade proveniente do Papa Francisco parece apontar para outro rompimento da Igreja com suas velhas posições. Nesta quarta-feira, 11 de setembro, o sumo pontífice recebeu o fundador da Teologia da Libertação, o padre dominicano Francisco Gutierrez. No auge do conflito entre comunismo e capitalismo, nas décadas de 1970 e 1980, a Santa Sé condenou essa corrente da Igreja que surgia na América Latina, com uma forte tendência marxista e revolucionária, defendendo as necessidades dos pobres e afrontando os interesses da propriedade privada e do sistema de produção capitalista. João Paulo II declarou, em 1979, que "a concepção de Cristo como político, revolucionário, como um subversivo de Nazaré não é para a catequese da Igreja”.
O encontro do Papa Francisco com Gutierrez, considerado não oficial, aconteceu poucos dias depois do amplo espaço que o Observatório Romano (LOsservatore Romano), jornal oficial do Vaticano, deu ao livro "Em nome dos pobres, teologia da libertação, a teologia da Igreja”, escrito pelo arcebispo alemão Gerhard Ludwig Müller e atual prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, juntamente com Gutierrez, e publicado na Alemanha em 2004. A aproximação com os teólogos da libertação teria começado ainda na gestão de Bento XVI, por meio de visitas feitas pelo arcebispo Müller a Gutierrez, no Peru.
 
Numa entrevista concedida a Angelo Sarto e publicada no site do Vatican Insider, Gutierrez afirma que nunca tomou conhecimento de que Bergoglio, ainda na Argentina, tenha condenado a Teologia da Libertação, como tem sido informado pela grande imprensa. Ele acredita que o novo Papa esteja colocando em prática o que diz o Evangelho e não especificamente a Teologia da Libertação, no máximo talvez uma teologia que se aproxime. Gutierrez também se mostra otimista com uma possível reconciliação com o Vaticano. "Fazer previsões é sempre difícil. Mas parece que isso pode acontecer, embora eu não possa dizer como, porque não posso responder por aquilo que o papa fará. Mas este momento é muito rico, interessante e evangelicamente novo! Eu espero que este clima continue. Não tanto para a teologia da libertação, mas para ir à raiz do Evangelho”.
 
A maior abertura para as manifestações dos fiéis, aparentando uma inédita acessibilidade em comparação com seus antecessores, também tem animado os católicos de todo o mundo. Uma recente prova disso foi a resposta, de próprio punho, a uma carta aberta escrita pelo presidente do jornal italiano La Repubblica, Eugenio Scalfari, com dúvidas sobre a fé cristã depois da leitura da Encíclica Lumen Fide (Luz e fé), dirigida pelo Papa aos sacerdotes católicos em junho deste ano. Nesse documento, Francisco discorre sobre a fé, a verdade e o amor na Igreja.
 
Na resposta ao jornal, ele ratifica que a verdade não é um conceito absoluto que os cristãos possuem, mas um bem que deve ser alcançado mediante uma relação pessoal com Deus. A fé surge do encontro do Jesus, e esse encontro só seria possível na Igreja.
Durante sua presença na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada no Brasil, em julho deste ano, o Papa surpreendeu os fieis com posturas que poucas vezes se viu de um sumo sacerdote. Desde driblar a segurança para se aproximar das milhares de pessoas que o acompanhavam, a dar uma entrevista improvisada dentro do avião que o levaria de volta ao Vaticano.
 
"Eu não poderia vir ver este povo que tem um coração tão grande, protegido por uma caixa de vidro. E no automóvel, quando ando pela rua, baixo o vidro. Para poder estender a mão, saudar as pessoas. Quer dizer, ou tudo ou nada. Ou se faz a viagem como deve ser feita, com comunicação humana, ou não se faz", disse o Papa em entrevista a uma rede de televisão brasileira. Ele pregou ainda que os jovens têm o direito de protestar, quando indagado sobre sua avaliação em relação às manifestações que tomaram as ruas do país em junho e julho deste ano. "Um jovem que não protesta não me agrada. Porque o jovem tem a ilusão da utopia, e a utopia não é sempre negativa. A utopia é respirar e olhar adiante".
 
Uma das declarações mais polêmicas diz respeito à sua posição em relação aos homossexuais. Na entrevista que deu no avião, ele afirmou: "Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-lo”, declarou. "O catecismo da Igreja explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade”, insistiu. As declarações dividiram opiniões, mas, sem dúvida, sinalizaram uma postura mais aberta da Igreja Católica aos gays.
 
Compilado de:
Benedito Teixeira - Adital Notícias -
 http://www.adital.com.br/?n=cm3c

 
 

Mercadante: salário de professores está entre prioridades dos royalties

|| Postado por Zezé Medeiros em 12-09-2013

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira que a educação infantil e a melhoria do salário dos professores estão entre as prioridades para a aplicação dos recursos dos royalties do petróleo.

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quarta-feira que a educação infantil e a melhoria do salário dos professores estão entre as prioridades para a aplicação dos recursos dos royalties do petróleo. Mercadante disse que o impacto dos recursos na educação ocorrerá a médio prazo.
 
`O grande salto dos royalties vai começar a acontecer daqui a quatro, cinco anos com a produção do Campo de Libra. Em sete, dez anos, teremos volumes expressivos de aporte de recursos na educação`, disse em entrevista ao Bom Dia, Ministro, programa de rádio produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.Na segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que destina 75% dos royalties do petróleo à educação e 25% à saúde. `Nesse início, os recursos não serão tão significativos, mas, ainda assim, nossa prioridade será aumentar os recursos do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] e melhorar o repasse para ajudar as prefeituras e estados a darem mais importância à formação dos professores e melhorar salários.`
 
Em relação à educação infantil, o ministro lembrou que é preciso cumprir a determinação de ter, até 2016, todas as crianças a partir dos quatro anos de idade matriculadas na educação básica. O ministro disse ainda que é preciso ter nos próximos anos 50% das crianças até 3 anos nas creches. Hoje, 23% delas estão nessas instituições.
 
A ampliação das escolas de tempo integral e o pacto pela alfabetização na idade certa também foram citados pelo ministro da Educação. O pacto estabelece que todas as crianças até os 8 anos de idade sejam alfabetizadas e tenham os conhecimentos adequados em matemática.
 
YARA AQUINO - AGÊNCIA BRASIL - TERRA EDUCAÇÃO - SÃO PAULO, SP
 

 
 

Foro Internacional de Juventudes começa com 130 jovens de 20 países

|| Postado por Zezé Medeiros em 11-09-2013


São 130 representantes de organizações sociais e movimentos de jovens, ONG, líderes políticos, empresários, governos e cooperação internacional, que contribuirão para a elaboração de uma Agenda Regional de Juventude consensual.

Começou nesta terça-feira, 10 de setembro, na cidade de Cusco, Peru, o Foro Internacional de Juventudes, que se estenderá até a quinta-feira, 12, e receberá jovens de 20 países. São 130 representantes de organizações sociais e movimentos de jovens, ONG, líderes políticos, empresários, governos e cooperação internacional, que contribuirão para a elaboração de uma Agenda Regional de Juventude consensual. Serão incluídas nesse documento as perspectivas dos seis setores de articulação e participação: governos; organizações da sociedade civil; movimentos sociais, estudantis e políticos; setor privado e empreendedores; academia; e cooperação internacional.
 
Jovens da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Estados Unidos, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Portugal, República Dominicana e Uruguai já estão em Cusco. O Foro, promovido pela Organização Ibero-Americana de Juventude e CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina), com apoio do Governo do Peru, também resultará na geração de redes de trabalho que potencializem o intercâmbio de informação, conhecimento, experiência e opiniões entre os principais atores das políticas de juventudes.
 
Os participantes do Foro foram convocados pela OIJ, Governo do Peru e demais parceiros por sua representação institucional, visibilidade e liderança no tema da juventude na sociedade civil, governos, universidades, mundo empresarial e na cooperação internacional. Na hora de selecioná-los, os organizadores levaram em conta: a presença institucional e experiência profissional; a paridade de gênero; a representação da diversidade das juventudes da região – etnia, cultura e condições especiais; a participação em experiências temáticas de gênero, multiculturalidade e direitos humanos; e a capacidade para apresentar e abordar os diferentes temas tratados no evento.
 
Captado da Adital Jovem
http://www.adital.com.br/?n=cmym

 
 

Dilma destaca papel do Congresso em mudança na Lei dos Royalties

|| Postado por Zezé Medeiros em 10-09-2013

A presidenta Dilma Rousseff disse que o Congresso Nacional aperfeiçoou o projeto de lei que destina recursos do petróleo para a educação e a saúde.

 Segundo a presidenta, o Congresso fez “mudanças que aperfeiçoaram a proposta e preservaram o espírito da lei”, ao recalcular a destinação dos recursos, antes previstos apenas para a educação.
 
“Devemos reconhecimento [ao Congresso] pela sensibilidade social e pela visão estratégica que demonstrou”, disse Dilma na cerimônia de sanção da lei, nesta tarde, no Palácio do Planalto. `É indiscutível a relevância da decisão, que vai ao encontro de uma das maiores preocupações de nossa sociedade: a oferta de serviços de saúde de qualidade para todos“, afirmou Dilma. Sem recursos, não há como há como prestar serviços de qualidade, acrescentou.
 
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, destacou no evento a importância da sanção para a universalização da educação.
 
Dilma sancionou sem vetos o projeto de lei, aprovado em agosto pelo Congresso, que destina recursos dos royalties do petróleo para a educação e a saúde. A nova lei distribui 75% dos royalties do petróleo para investimentos na educação e 25% na saúde. Em vigor a partir desta segunda-feira, a norma também prevê que 50% dos recursos do Fundo Social sejam destinados às duas áreas. Dilma também destacou o fato de a mudança ter sido decisão coletiva, com a união de forças políticas, sociais e econômicas.
 
A importância de melhorias na estrutura da educação também foi mencionada pela presidenta. Para solucionar os problemas da área, Dilma reforçou a importância da valorização do professor da rede pública, com salários maiores, mais capacitação profissional e melhores condições de trabalho. Defendendo que os gastos com a educação não são apenas custeio, mas investimento, Dilma citou os principais desafios do setor que poderão ser enfrentados com os recursos, dentre eles a educação em dois turnos em todas as escolas de ensino fundamental do Brasil e a requalificação do ensino médio.
 
“Professores valorizados, educação de qualidade desde a pré-escola e ensino integral são algumas das demandas e desafios que teremos de enfrentar para mudar o futuro das nossas crianças e dos nossos jovens”, ressaltou a presidenta. Ao citar a tecnologia usada no Brasil na descoberta da camada do pré-sal, Dilma relacionou a relevância do papel da educação para o desenvolvimento brasileiro na área de energia: “o que nós acumulamos de conhecimento que permitiu que destinássemos esses recursos para a educação”.
“A descoberta do pré-sal tem a ver com desenvolvimento autônomo da capacidade do Brasil de achar petróleo. [...] Não havia tecnologia de exploração de petróleo em zona marítima. Nós construímos isso”, destacou. Dilma lembrou ainda o papel do desenvolvimento de tecnologias para além da exportação de produtos. “Não somos uma economia primária de commodities, nós somos um país com uma indústria muito relevante.”
 
De acordo com o Palácio do Planalto, o primeiro repasse de recursos, no valor de R$ 770 milhões, deverá ser feito ainda neste ano. Pelas previsões, o total chegará a R$ 19,96 bilhões em 2022 e a R$ 112,25 bilhões em no período de dez anos.
 
Já a aplicação dos recursos do Fundo Social deverá valer até que se cumpra a meta de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação do Plano Nacional de Educação (PNE). A expectativa é que, em até 15 anos, os rendimentos obtidos pelo fundo sejam suficientes para cumprir as metas do PNE e da saúde. A mudança, no entanto, vale apenas para os novos contratos da União. 

Compilado de: MARIANA TOKARNIA E PAULO VICTOR CHAGAS - AGÊNCIA BRASIL - 09/09/2013 - BRASÍLIA, DF

 
 

Médicos cubanos: por que tanta gritaria?

|| Postado por Zezé Medeiros em 03-09-2013


Supõe-se que um médico seja uma pessoa educada, cuja formação foi concluída após longos anos de estudos. É inimaginável que proceda desta maneira com um colega de profissão. que vem ajudar a população carente brasileira.

A polêmica continua em torno dos médicos estrangeiros e, no caso, os cubanos têm merecido a maior reação de xenofobia, com vaias e/ou xingamentos nos aeroportos e salas onde têm estado para a sua formação mais básica. Dentro dessa perspectiva temos esse texto da Teóloga Maria Clara Lucchetti Bingemer que realmente nos põe em condições de questionar essa condição, vejamos então

 
Médicos cubanos: por que tanta gritaria? 

Maria Clara Lucchetti Bingemer
Teóloga
 
 
Estou impressionada com a verdadeira gritaria que se instaurou com a vinda dos médicos estrangeiros – sobretudo cubanos, mas não só –para trabalhar por tempo determinado em território brasileiro. Os argumentos são variados e controversos e não chegam a construir uma linha de raciocínio coerente.
 
Senão vejamos: o Brasil precisa de mais médicos? Acredito que quanto a isso todo mundo esteja de acordo. A resposta é sim. São justamente as regiões mais longínquas e carentes que sentem mais profundamente a falta desses profissionais? Aqui também a resposta é afirmativa. Os médicos que se formam nas faculdades de medicina no país querem ir para as regiões mais distantes para nelas trabalhar ou, ao menos, viver os primeiros anos de sua profissão? Aqui a resposta é negativa.Supõe-se que um médico seja uma pessoa educada, cuja formação foi concluída após longos anos de estudos. É inimaginável que proceda desta maneira com um colega de profissão que vem ajudar a população carente brasileira, doando conhecimento, experiência e competência.
 
Então, diante deste quadro, que mostra de um lado uma carência e, de outro, a impossibilidade de os profissionais brasileiros atenderem satisfatoriamente; diante, igualmente, da disponibilidade de estrangeiros virem trabalhar e atender as regiões que apresentam maior carência – por que não acolhê-los e oferecer à população brasileira uma oportunidade de dar passos significativos em direção a uma melhoria da saúde?
 
Mas a grita continua. Invoca-se o salário que vão receber os médicos, que é alto. Depois, reclama-se que apenas uma percentagem pequena do salário vai ficar com os médicos, sendo a maior parte repassada ao governo cubano. Em seguida, alega-se que os médicos não têm preparação adequada, nem falam a língua do país e, portanto, não poderão comunicar-se com os pacientes. E etc. e etc.
 
Sinceramente, parece-me uma polêmica tão estéril que não mereceria sequer um centímetro de espaço da grande imprensa e, no entanto aí está, ocupando não só páginas de jornais, como também minutos em noticiários televisivos e levantando bílis e humores de brasileiros que despejam nos pobres médicos estrangeiros que aqui chegam seus sentimentos negativos, sem censura ou cortesia.
 
Não posso entender o porquê das vaias que os médicos receberam ao desembarcar no aeroporto. Um espetáculo muito constrangedor. Nem a razão das violentas agressões que sofreram no Ceará. Nem a disfarçada xenofobia que faz classificá-los todos como "cubanos”, enquanto há espanhóis, portugueses, argentinos e outras nacionalidades entre os que chegam ao Brasil para aqui exercer a medicina.
 
Questionam a competência dos médicos, sobretudo dos cubanos. Talvez isso seja realmente fruto de pura e simples desinformação. A medicina cubana é de boa qualidade. Em alguns campos de especialidade, tais como oftalmologia, dermatologia, por exemplo, notabiliza-se entre as melhores do mundo. É totalmente equivocado pensar que Cuba não tinha o que fazer de seus médicos e por isso mandou-os para cá. Estamos recebendo bons profissionais, certamente muito bem formados, sobretudo nesta medicina básica e em saúde pública, que é o que mais irão necessitar as regiões que serão por eles atendidas.
 
Outra objeção é que não há hospitais, leitos, material cirúrgico etc., para que os médicos trabalhem. Creio, com todo respeito, que isto não é problema deles, mas nosso. Se deixamos chegar a este ponto de inanição a saúde no Brasil, o problema é nitidamente nosso e não dos médicos que se dispõem a vir até aqui trazer suas habilidades e sua competência para ajudar nosso país, sobretudo as fatias mais carentes de nossa população.
 
Se eles terão vantagens materiais com esta vinda e com o tempo em que trabalharem aqui, é outra história. E não entendo por que não poderiam ter. Se um alto executivo europeu ou estadunidense ganha o dobro ou, às vezes, até o triplo em salário líquido e "fringe benefits” quando expatriado, por que com os médicos que vêm desempenhar uma função vital em país que não é o seu não poderiam receber alguns benefícios?
 
O que acontece nesses dias com os médicos cubanos é muito triste. Mais triste ainda se pensarmos que toda essa descortesia, essa falta da mais elementar educação, esse tratamento de baixo nível contra os médicos cubanos, chamando-os de escravos e mandando-os voltar para a senzala e chamando as médicas cubanas afrodescendentes de domésticas, seja feito por... médicos. 
 
Adital Notícias - http://www.adital.com.br/?n=cmsq
A teóloga é autora de "O mistério e o mundo – Paixão por Deus em tempo de descrença”, Editora Rocco.
 

 
 

Vinda de cubanos suprirá ausência de candidatos ao Programa Mais Médicos

|| Postado por Zezé Medeiros em 28-08-2013


A grande maioria, 74% dos primeiros 400 profissionais, começarão a trabalhar nas regiões Norte e Nordeste.

Com 1,8 médico por 1 mil habitante, um pouco mais da metade do Argos Internationals percentuais argentino e uruguaio, o Brasil começa a receber na próxima semana o primeiro grupo de médicos cubanos, por meio de um acordo formalizado pelo Ministério da Saúde com Cuba, apesar dos questionamentos corporativistas das entidades que representam os médicos brasileiros. A grande maioria, 74% dos primeiros 400 profissionais, começarão a trabalhar nas regiões Norte e Nordeste. "A vantagem dos acordos bilaterais é que eles estão vindo para aqueles locais onde o Brasil indica que é preciso um médico", explicou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, à Agência Brasil. O governo brasileiro quer elevar o índice para 2,5 médicos por mil habitantes. Para isso, precisará de mais 168.424 médicos.
 
Até o fim de 2013, outros 4 mil profissionais cubanos devem desembarcar no país. O acordo foi feito depois que 701 municípios não foram escolhidos por nenhum médico na primeira chamada do Programa Mais Médicos, vagas que serão supridas pelos cubanos. Um dos objetivos do Programa, lançado em maio deste ano, é convocar médicos para atuar na atenção básica de periferias de grandes cidades e municípios do interior do país. As vagas são oferecidas prioritariamente a médicos brasileiros, mas no caso do não preenchimento de todas as vagas, o Brasil aceitará candidaturas de estrangeiros, com a intenção de resolver o problema. O acordo com Cuba é uma das medidas que pode suprir parte dessa lacuna.
 
Mesmo com a ausência de candidatos brasileiros para o preenchimento de vagas em mais de 700 cidades, o Conselho Federal de Medicina (CFM) segue sua cruzada na tentativa de barrar a medida governamental. O CFM classificou como "eleitoreiro, irresponsável e desrespeitoso" o anúncio de importação de médicos cubanos. "O Conselho Federal de Medicina condena de forma veemente a decisão irresponsável do Ministério da Saúde que, ao promover a vinda de médicos cubanos sem a devida revalidação de seus diplomas e sem comprovar domínio do idioma português, desrespeita a legislação, fere os direitos humanos e coloca em risco a saúde dos brasileiros, especialmente os moradores das áreas mais pobres e distantes", diz a entidade em nota.
 
Provocado pelas entidades médicas, o Ministério Público do Trabalho (MPT) anunciou que vai investigar se a vinda dos médicos cubanos ao país fere a legislação trabalhista brasileira. Entre as irregularidades denunciadas estariam: o desrespeito à jornada de trabalho, as condições de exercício da profissão e a remuneração abaixo do salário mínimo (R$ 678, atualmente).
 
O secretário rebateu a crítica de entidades médicas brasileiras de que esses profissionais estariam vindo ao país em regime de semiescravidão. "Todos esses médicos estão vindo voluntariamente. Terão previdência paga pelo ministério. Alimentação e moradia paga pelo município. Dificilmente isso se assemelha a qualquer coisa parecida com escravidão", respondeu. Especificamente sobre os médicos de Cuba, Barbosa reforçou que o Brasil repassará ao governo cubano a mesma quantia destinada aos demais profissionais, R$ 10 mil. O repasse será feito por intermédio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas)”.
 
Adital Notícias - Com informações da Agência Brasil.

 
 

Jovens com HIV elaboram plano de ação com vistas ao mercado de trabalho no Ceará

|| Postado por Zezé Medeiros em 27-08-2013

A inserção e a permanência no mercado de trabalho é hoje uma das maiores preocupações dos jovens vivendo com HIV.

Para discutir essas e outras problemáticas será realizado, em Fortaleza, a partir desta segunda-feira, 26 de agosto, o 1º Encontro Estadual de Jovens Vivendo com HIV do Ceará. Rodrigo Alencar, secretário da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV (RNP) e coordenador do grupo no Ceará, informa que, para além de discutir e propor ações para melhorar a situação desses jovens no mercado de trabalho, o Encontro, que deve ser anual, pretende fortalecer o protagonismo juvenil no Estado. Ao final do evento, um Plano de Ação será elaborado e entregue à Secretaria Estadual do Trabalho.
 
Alencar, da RNP, lamenta que o sentimento de prevenção entre os jovens tenha enfraquecido nos últimos tempos. Um dos motivos seria o excesso de confiança no tratamento com antirretrovirais. Além disso, muitos jovens estão sendo diagnosticados tardiamente, já quando são afetados por doenças oportunistas. Leandro também acredita que a maioria dos jovens de hoje está "vacilando” e sendo infectada cada vez mais cedo.
 
Além da questão das restrições no mercado de trabalho, tendo em vista que as pessoas HIV positivas precisam faltar regularmente, uma vez por mês em média, ao trabalho para exames e consultas, levam atestados de infectologistas para o trabalho, entre outros pormenores, Leandro considera que o Encontro deve discutir amplamente a questão do acesso a informação, "para que os jovens sejam mais esclarecidos sobre como e onde fazer exames, a época certa, caso haja algum ‘vacilo’, entre outros pontos”.
 
O evento, realizado pela RNP Ceará e que conta com o apoio do Hospital São José, referência no atendimento e tratamento de pessoas vivendo com HIV no Ceará, vai discutir vários temas como diagnóstico, tratamento, direitos dos jovens que vivem com HIV e a inserção desses jovens no mercado de trabalho.
 
De acordo com o Ministério da Saúde, a faixa etária em que a Aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 20 a 49 anos de idade. Alencar afirma que a infecção está ocorrendo cada vez mais cedo, já a partir dos 15 anos, mais frequentemente com jovens do sexo feminino e de baixa renda. Um estudo encomendado pelo Ministério feito entre jovens, realizado com mais de 35 mil meninos de 17 a 20 anos de idade, indica que, em cinco anos, a prevalência do HIV nessa população passou de 0,09% para 0,12%. O levantamento também revela que quanto menor a escolaridade, maior o percentual de infectados pelo vírus.
 
Compilado de ADITAL Jovem:
http://www.adital.com.br/?n=cmpd
 

 
 

Cine Holliúdy: humor cearense para as telonas dos cinemas

|| Postado por Zezé Medeiros em 21-08-2013


Com o humor típico do nosso povo cearense, o longa-metragem Cine Holliúdy retrata de forma "hilária, romântica e nostálgica” a crise das salas de cinema diante da popularidade da televisão no interior do Ceará, na década de 70.

Com o humor típico do nosso povo cearense, o longa-metragem Cine Holliúdy retrata de forma "hilária, romântica e nostálgica” a crise das salas de cinema diante da popularidade da televisão no interior do Ceará, na década de 70. A estreia da produção, aconteceu nas telas dos cinemas cearenses na última sexta-feira (09/08/13).

 
O filme é dirigido por Halder Gomes e gira em torno de Fracisgleydisson (Edmilson Filho), dono do Cine Holliúdy, que com a expansão da televisão e o fracasso do seu cinema em uma primeira cidade, se muda com a família para Pacatuba, onde enfrenta outros obstáculos para levar adiante seu sonho de manter o cinema.
 
Para "traduzir” as cômicas gírias locais que fazem parte do dialeto "cearencês”, o longa apresenta legenda em português em algumas partes, que garantem o riso do público.
 
Cine Holliúdyfoi exibido pela primeira vez no encerramento do 22º Cine Ceará (2012) e nasceu do premiado curta-metragem de 2004 "O artista contra o caba do mal”, do mesmo diretor. A produção do longa-metragem foi feita com baixo orçamento de R$ 1,2 milhão captado com recursos do Governo Federal.
 
No elenco estão artistas de renome nacional e outros conhecidos locais: Edmilson Filho, Miriam Freeland, Roberto Bomtempo, Falcão, Karla Karenina, João Netto, Haroldo Guimarães e Fiorella Mattheis.
 
A exibição do filme para outros estados ainda não tem data definida, mas deverá ser divulgada em breve.
 
 
Acompanhe as novidades do Cine Holliúdy pelo facebook: https://www.facebook.com/CineHolliudy?fref=ts
 
Para outras informações, acesse: http://cineholliudy.wordpress.com/
 
Editado a partir do texto jornalistico de Tatiana Félix
http://www.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=76874&langref=PT&cat=

 
 

OAB e UNE defendem fim do financiamento de empresas a campanhas eleitorais já para 2014

|| Postado por Zezé Medeiros em 16-08-2013

Em audiência pública do Grupo de Trabalho sobre Reforma Política da Câmara, ontem, a UNE e a OAB defenderam o fim das contribuições de empresas a campanhas políticas e propõem que a medida já valha para as eleições de 2014.

Ambas as entidades integram o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que foi responsável pela mobilização que levou à aprovação da Lei da Ficha Limpa e desenvolve a campanha “Eleições Limpas”. O MCCE possui uma proposta de reforma política – entregue ao coordenador do GT, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), na semana passada – que prevê o fim do financiamento de campanhas por empresas e a criminalização da prática de “caixa 2”, entre outros itens.
 
O presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, citou dados de recente pesquisa realizada pelo Ibope para avaliar as propostas do MCCE, como os 78% dos entrevistados que se disseram contrários às doações empresariais. “A população brasileira não quer que as empresas participem do processo eleitoral, mas isso não é suficiente e precisamos prever uma grave punição ao ‘caixa 2’ de campanha”, explicou Coêlho.
 
Entre as punições para o ‘caixa 2’ no projeto do MCCE são previstas a proibição do poder público de contratar empresas envolvidas nessa prática e cassação automática de mandatos.
 
Para a UNE, o financiamento privado é uma das raízes da corrupção na política e legitima a conversão do poder econômico em poder político. “O financiamento público pode equiparar as campanhas, fortalecer o debate de ideias e diminuir a influência do poder econômico sobre as eleições, especialmente para o Legislativo”, afirmou Thiago Aguiar, diretor de Relações Internacionais da UNE, que ressaltou, porém, que a entidade apoia a proposta do MCCE de permitir doações de pessoas físicas no limite de R$700 .
 
A OAB também entrou, em 2011, com ação direta de inconstitucionalidade (ADI 4650/11) no Supremo Tribunal Federal (STF) para vetar as doações de pessoas jurídicas em eleições, baseada no princípio constitucional de que todo poder emana do povo e em nome dele deve ser exercido.
 
Os deputados petistas Ricardo Berzoini (PT-SP) e Jesus Rodrigues (PT-PI) endossaram as propostas da OAB e da UNE e defenderam que o foco do GT seja a discussão do financiamento.
 
“Eu abro mão de qualquer posicionamento de sistema eleitoral, sobre regras outras que se queira discutir, para focarmos apenas na questão do financiamento público. A grande questão para esse grupo de trabalho é dizer se temos condições de avançar nesse debate ou não”, disse Berzoini.
“A retirada do grande volume de recursos das empresas dificulta a influência do dinheiro no resultado das eleições”, opinou Rodrigues.
 
Plebiscito – O coordenador Vaccarezza afirmou que vai trabalhar para garantir que a população seja consultada quanto à reforma política. “Vou me empenhar pessoalmente para viabilizar o plebiscito proposto pelos líderes do PT, do PDT, do PSB e do PCdoB”, disse o deputado.
 
Vaccarezza também destacou o número de recorde de acessos – mais de 300 mil em apenas três semanas – que recebeu a página da reforma política no e-Democracia, do portal da Câmara. “Estou muito satisfeito com os debates que estamos fazendo, com uma participação maciça dos deputados e de milhares de internautas”, afirmou o parlamentar.

PT na Câmara
Orgão de divulgação doPT na Câmara.

 
 

Estatuto da Juventude é sancionado nesta segunda-feira

|| Postado por Zezé Medeiros em 06-08-2013

Estatuto da Juventude é sancionado nesta segunda-feira. Lei garante acesso a direitos básicos e traz como novidades o direito à meia passagem e meia entrada em eventos culturais para jovens de baixa renda.

Depois de quase dez anos de tramitação, no dia 9 de julho foi aprovado no Congresso Nacional o Estatuto da Juventude. A lei estabelece direitos e políticas públicas voltadas à população entre 15 e 29 anos.
 
Foi sancionado nesta segunda-feira (5), o Estatuto da Juventude, aprovado em julho pelo Congresso Nacional. O estatuto trata dos direitos da população jovem entre 15 a 29 anos, além de definir os princípios e diretrizes para o fortalecimento e a organização das políticas de juventude, em âmbito federal, estadual e municipal. Atualmente, existem cerca de 51 milhões de brasileiros e brasileiras considerados jovens, maior número já registrado no país.
 
O Estatuto faz com que os direitos já previstos em lei sejam aprofundados para atender às necessidades específicas dos jovens, respeitando as suas trajetórias e diversidade. Por outro lado, faz com que novos direitos como os direitos à participação social, ao território, à livre orientação sexual e à sustentabilidade sejam assegurados pela legislação.
Além de fortalecer as políticas para juventude, o Estatuto também garante a criação de espaços para ouvir a juventude, estimulando sua participação nos processos decisórios, para isto será obrigatória a criação dos Conselhos Estaduais e Municipais de Juventude.
 
Estatuto
As principais novidades do Estatuto são o direito de estudantes a pagar meia passagem nos ônibus interestaduais e direito a meia entrada em atividades culturais para jovens de baixa renda (com renda familiar de até 2 salários mínimos). Em cada evento, os produtores poderão limitar em 40% o percentual de ingressos vendidos com desconto, para ambos os públicos. Os jovens de baixa renda e estudantes que estiverem além deste percentual não terão o direito.
 
A lei também estabelece, de forma mais genérica, acesso a direitos básicos, como justiça, educação, saúde, lazer, transporte público, esporte, liberdade de expressão e trabalho. Institui o Sistema Nacional de Juventude (Sinajuve), cujas competências serão definidas posteriormente.
 
Alguns dos princípios do estatuto são os de promoção da sua autonomia, valorização da participação social e política, promoção da criatividade, do bem-estar e do desenvolvimento, respeito à identidade e diversidade e promoção de uma vida segura e sem discriminação.

Fonte:
http://www.secom.gov.br/sobre-a-secom/acoes-e-programas/comunicacao-publica/em-questao/edicoes-anteriores/agosto-2013/boletim-1834-06.08/estatuto-da-juventude-e-sancionado-nesta-segunda-feira?utm_campaign=Newsletteremquestao&utm_medium=Cidadania&utm_source=Estatuto.Da.Juventude.E.Sancionado.Nesta.Segunda-Feira&utm_content=60813

 
 
Primeira página | Anterior    | 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 |    Próxima | Última página

PERFIL

Artur Bruno é professor e deputado federal pelo PT-CE. Atualmente é primeiro vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Já foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e vereador de Fortaleza por outros dois. É casado com Natercia Rios e pai de Marina e Mayara.

Site oficial: www.arturbruno.com.br

ARQUIVO

Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Deputado Federal Artur Bruno - PT Ceará
Av. Desembargador Moreira, 2001 Salas 501/502, Dionísio Torres - Fortaleza/CE
Anexo 3 - Gabinete 467 - Brasília/DF

Telefones: (85) 3055-0968 | (61) 32155467
e-mail: arturbruno@arturbruno.com.br

Site produzido e atualizado pela assessoria de comunicação do mandato e TEIA DIGITAL