Enem: saiba o que levar, o que não fazer e o que não esquecer.

|| Postado por Zezé Medeiros em 24-10-2013


Os candidatos que vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos próximos sábado (26) e domingo (27) devem ficar atentos para não serem eliminados por descuido.

Algumas atitudes no momento da prova podem desclassificar o estudante: a principal delas é tentar copiar as respostas de outro candidato ou utilizar material externo como anotações e aparelhos eletrônicos.
 
Na edição de 2012 do exame, o Ministério da Educação (MEC) fez um monitoramento das redes sociais durante os dois dias de prova, e 65 estudantes foram eliminados por postarem imagens na internet, inclusive do caderno de provas e do cartão especial para marcar o gabarito.
 
O edital do Enem lista as proibições que, caso sejam desobedecidas, estão sob pena de eliminação. Fique por dentro de todas as regras para não correr o risco de ter a sua prova anulada:
 
O que não pode levar:
 
Não é permitido portar lápis, caneta de material não transparente, lapiseira, borrachas, livros, manuais, impressos, anotações e quaisquer dispositivos eletrônicos. Por exemplo: calculadora, celular, tablet, iPod, iPad, pen drives, mp3 players, gravadores, relógios ou qualquer tipo de receptor ou transmissor de dados ou mensagens;
 
Não deixe nenhum objeto eletrônico no seu bolso. Se você levar algum desses objetos no dia da prova deverá guardar na embalagem que será fornecida pelo aplicador. Se for pego com eles durante a prova, ainda que não os esteja utilizando, poderá ser eliminado;
 
Também não é permitido usar óculos escuros, boné, chapéus, gorros ou viseiras;
 
Armas de fogo também estão proibidas na sala de prova, mesmo que o candidato tenha porte de arma;
 
A embalagem porta-objetos deverá ser lacrada, identificada pelo participante e mantida embaixo da carteira até a conclusão da prova.
 
O que não pode fazer:
 
O participante não poderá fazer qualquer espécie de consulta ou comunicar-se com outros candidatos durante as provas;
 
É expressamente proibido ao participante receber quaisquer informações referentes ao conteúdo das provas de qualquer membro da equipe de aplicação do exame;
 
Não será permitido ao candidato, durante a realização da prova, fazer anotações relativas às suas respostas em quaisquer meios;
O participante não pode deixar a sala antes de duas horas do início das provas.
 
O que não pode esquecer:
 
Assim que começar o exame, é importante conferir se não está faltando nenhuma página no seu caderno de provas;
 
As respostas das provas objetivas e o texto da redação deverão ser transcritos, com caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, nos respectivos cartões de resposta e folha de redação, que deverão ser entregues ao aplicador da sua sala ao término das provas;
 
As provas do Enem têm diferentes cores – o conteúdo é o mesmo, o que muda é a ordem em que as questões aparecem. Não esqueça de marcar no cartão de respostas a cor do caderno de provas que você recebeu. Sem essa informação é impossível fazer a correção do gabarito que você marcou e a nota será zero;
 
Não se esqueça de assinar, nos espaços próprios, o cartão de resposta referente a cada dia de provas, a folha de redação, a lista de presença, a folha de rascunho e os demais documentos do exame;
 
Na capa do caderno de provas também estará escrita uma frase que você deve transcrever no cartão de resposta. Não esqueça de escrever a frase, caso contrário também será eliminado. Esse é um procedimento de segurança para conferir se a grafia bate com a da assinatura do candidato no documento de identidade.

DO PORTAL EBC - AGÊNCIA BRASIL - 23/10/2013 - BRASÍLIA, DF

 
 

Brasil desperta interesse de universidades de ponta do exterior

|| Postado por Zezé Medeiros em 21-10-2013

O crescimento no número de brasileiros que vão fazer graduação ou pós fora do País nos últimos anos está chamando a atenção das universidades estrangeiras, especialmente as de ponta.

O crescimento no número de brasileiros que vão fazer graduação ou pós fora do País nos últimos anos está chamando a atenção das universidades estrangeiras, especialmente as de ponta. O aumento é tamanho que as instituições gringas resolveram abrir escritórios locais no Brasil. Só para se ter uma ideia, hoje, segundo a Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais, são mais de 170 mil alunos brasileiros estudando fora, mais que o dobro do registrado há cinco anos. O objetivo dessas instituições é buscar atrair ainda mais alunos e fortalecer parcerias científicas com grupos de pesquisas nacionais. Somente nos últimos três anos, desembarcaram por aqui representações administrativas de importantes instituições alemães, americanas, britânicas, entre outras nacionalidades.
Esse movimento de atração e envio de professores e alunos coloca o Brasil como participante ativo de uma das tendências que têm se mostrado mais fortes no ensino superior: a internacionalização do ensino.
 
Tal aproximação, ao menos no Brasil, só fez crescer. Excluindo o escritório da Universidade Harvard, instalado em São Paulo há 7 anos, desde 2010 criaram base no País pelo menos outras 12 universidades estrangeiras. São elas: as universidades de Saint Gallen com sede na Suíça e a Livre de Berlim (ambas em 2010), a Universidade Autônoma do México (2011), a Notre Dame dos Estados Unidos e a Nova de Lisboa (as duas em 2012). Neste ano, foi a vez da Universidade do Sul da Califórnia, com escritório inaugurado em fevereiro, e logo em seguida, um mês depois, ocorreu a criação dos escritórios das universidades de Edimburgo e o anúncio da implantação de uma representação da Universidade de Colúmbia no Brasil. Todas as unidades, que são fixadas no Rio de Janeiro ou em São Paulo, funcionam como uma ponte que facilita o intercâmbio discente e docente do país para o exterior, e vice-versa.
 
Somam-se a essas instituições, a formalização de um convênio de parceria entre o Australian Centre – uma agência de intercâmbio especializada em pacotes de estudos para a Austrália, com sede em São Paulo – e o Grupo ATN (Australian Technology Network Universities, ou Rede de Universidades Australianas de Tecnologia, em português). Com esse acordo, o Australian Centre acabou se transformando no escritório local que representa as cinco instituições que integram o grupo ATN: a Universidade de Curtin, a Universidade Queensland de Tecnologia, a Universidade do Sul da Austrália, a Universidade Tecnológica de Sidney e a Universidade RMIT.
 
Para o especialista em educação Claudio de Moura Castro, ex-diretor geral da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a proliferação desses escritórios se justifica pelo interesse dessas instituições em “abrirem as portas” para os alunos e pesquisadores brasileiros. “Essas universidades de prestígio vêm ao País, basicamente, para estimular bons estudantes brasileiros a estudar no exterior e também para promover a vinda de professores estrangeiros para participar de pesquisas com cientistas brasileiros renomados. Elas não têm pretensão alguma de abrir uma filial para oferecer curso”, fala Castro, que integra o conselho da representação de Harvard em São Paulo.
 
De dentro para fora
 
Uma das razões para a implantação dessas representações estrangeiras é o programa Ciência Sem Fronteiras. Por essa iniciativa do governo federal, está prevista, até 2015, a concessão de 101 mil bolsas de estudos para universitários e pesquisadores realizarem intercâmbio no exterior. Até o momento, mais de 50 mil estudantes já obtiveram o auxílio. A bolsa anual que bancar os estudos lá fora pode ultrapassar R$ 60 mil por aluno.
 
O Australian Centre percebeu o potencial de troca do programa federal com as universidades australianas e tem dedicado especial atenção aos potenciais beneficiados pelo Ciência Sem Fronteiras. “As universidades do Grupo ATN são opções para universitários que queiram cursar uma graduação sanduíche com mensalidades e todas as despesas relacionadas ao intercâmbio pagas pelo governo brasileiro”, afirma, em nota, a agência de intercâmbio.
 
Segundo a diretoria de educação do Conselho Britânico, sediada na capital paulista e que abriga, entre outras instituições, o escritório da Universidade de Edimburgo, a criação do programa federal “aproximou” as universidades brasileiras e britânicas, tanto no âmbito de pesquisa conjunta quanto na concessão de intercâmbio de estudantes e professores. “O Conselho Britânico desenvolve um importante papel de aproximação sociocultural entre o Brasil e o Reino Unido desde 1945, e o Ciência sem Fronteiras veio a fortalecer ainda mais os laços acadêmicos entre os dois países. Temos atendido diariamente centenas de jovens estudantes brasileiros interessados em prestar o Ielts (exame de certificação em inglês) para estudar em universidades britânicas. A implantação deste programa já é um marco na história dos dois países”, diz, em nota, Claudio Anjos, diretor de exames do Conselho Britânico no Brasil.

DAVI LIRA - PORVIR - TERRA EDUCAÇÃO - SÃO PAULO, SP

 
 

Dilma diz que professores precisam ser valorizados pelos governantes

|| Postado por Zezé Medeiros em 16-10-2013

A presidente Dilma Rousseff defendeu novamente a valorização dos professores para melhorar a Educação no Brasil.

Neste 15 de outubro, Dia do Professor, Dilma cumprimentou os profissionais e afirmou que sua missão `precisa ser valorizada por toda a sociedade, especialmente pelos governantes`.
 
Na semana passada, Dilma já havia ressaltado a importância dos investimentos em educação no País. Segundo ela, o caminho para o Brasil se tornar uma nação desenvolvida passa pelos investimentos no ensino, com professores `mais bem formados e melhor remunerados`. A presidente defende a utilização dos recursos dos royalties do petróleo para pagar melhores salários aos educadores e melhorar a qualidade da educação básica.
 
`Sou filha de professora. Por isso, aprendi desde cedo que a alegria que se tem em pensar, estudar e aprender nos impulsiona a pensar, estudar e aprender sempre mais`, escreveu a presidente em seu Twitter. `O professor é a base do desenvolvimento de um País. Feliz #DiaDoProfessor!`
 
TERRA EDUCAÇÃO - 15/10/2013 - SÃO PAULO, SP

 
 

Dilma diz que professores precisam ser valorizados pelos governantes

|| Postado por Zezé Medeiros em 16-10-2013

A presidente Dilma Rousseff defendeu novamente a valorização dos professores para melhorar a Educação no Brasil.

Neste 15 de outubro, Dia do Professor, Dilma cumprimentou os profissionais e afirmou que sua missão `precisa ser valorizada por toda a sociedade, especialmente pelos governantes`.
 
Na semana passada, Dilma já havia ressaltado a importância dos investimentos em educação no País. Segundo ela, o caminho para o Brasil se tornar uma nação desenvolvida passa pelos investimentos no ensino, com professores `mais bem formados e melhor remunerados`. A presidente defende a utilização dos recursos dos royalties do petróleo para pagar melhores salários aos educadores e melhorar a qualidade da educação básica.
 
`Sou filha de professora. Por isso, aprendi desde cedo que a alegria que se tem em pensar, estudar e aprender nos impulsiona a pensar, estudar e aprender sempre mais`, escreveu a presidente em seu Twitter. `O professor é a base do desenvolvimento de um País. Feliz #DiaDoProfessor!`
 
TERRA EDUCAÇÃO - 15/10/2013 - SÃO PAULO, SP

 
 

Cientistas descobrem por que crianças têm facilidade de aprender línguas

|| Postado por Zezé Medeiros em 11-10-2013

Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro para o aperfeiçoamento da linguagem.

Cientistas britânicos e americanos descobriram que entre dois e quatro anos de idade existe uma janela crítica de formação no cérebro - período em que este está aberto a um determinado tipo de experiência - para o aperfeiçoamento da linguagem.

Através do escaneamento do cérebro, pesquisadores perceberam que influências exteriores têm o seu maior impacto antes dos quatro anos de idade, quando as ligações entre os neurônios se desenvolvem para processar novas palavras.

A pesquisa, divulgada na publicação cientifica The Journal of Neuroscience, sugere que distúrbios que causam atraso na linguagem, como o autismo, devem ser abordados mais cedo. O estudo também explica por que as crianças têm facilidade em aprender mais de um idioma.

A pesquisa

Os cientistas, do Kings College em Londres, e da Brown University em Rhode Island, estudaram 108 crianças com desenvolvimento cerebral normal, e com idades entre um e seis anos. Eles usaram exames cerebrais para estudar a mielina - substância responsável por proteger o circuito neural, que se desenvolve desde o nascimento.

Para surpresa dos especialistas, os testes indicaram que a distribuição da mielina é fixada a partir dos quatro anos, o que sugere que o cérebro é mais plástico nos primeiros anos de vida. Eles preveem que qualquer influência ambiental sobre o desenvolvimento do cérebro será mais forte na infância.

Isso explica por que a imersão de crianças em um ambiente bilíngue antes dos quatro anos de idade oferece uma melhor chance de elas se tornarem fluentes em ambas as línguas, a pesquisa sugere. Segundo os pesquisadores, existe um momento crítico durante o desenvolvimento em que a influência exterior sobre as habilidades cognitivas pode ser maior.

Jonathan O`Muircheartaigh, da Kings College, que liderou o estudo, disse à BBC: `Uma vez que o nosso trabalho parece indicar que os circuitos do cérebro associados com a linguagem são mais flexíveis antes dos quatro anos de idade, a intervenção em crianças com atraso na execução da linguagem deve ser iniciada antes dessa idade crítica.`

`Isso pode ser relevante para muitos distúrbios de desenvolvimento, como o autismo, em que o atraso na fala é um traço comum no início.`

Habilidade linguística

A primeira infância é uma época em que as habilidades linguísticas se desenvolvem muito rapidamente. Aos 12 meses de idade, os bebês têm um vocabulário de até 50 palavras, mas aos seis anos este pode chegar a cerca de cinco mil palavras.

Competências linguísticas estão localizadas nas áreas frontais do lado esquerdo do cérebro. Por isso, os pesquisadores esperavam que uma quantidade maior de mielina fosse produzida no lado esquerdo do cérebro enquanto as crianças desenvolvem a linguagem.

No entanto eles descobriram que a quantidade de mielina se manteve constante, mas teve uma influência mais forte sobre a capacidade linguística antes dos quatro anos de idade, sugerindo que há uma janela crucial para intervenções em transtornos do desenvolvimento.

`Este trabalho é importante, pois é o primeiro a investigar a relação entre a estrutura do cérebro e a linguagem na primeira infância, e a demonstrar como essa relação muda com a idade`, disse Sean Deoni da Brown University, copesquisadora do estudo.

`Isto é importante já que a linguagem é geralmente alterada, ou retardada, em muitos casos de crianças com problemas durante a fase de desenvolvimento, tais como o autismo.`

Estudo a longo prazo

Comentando o estudo, Dorothy Bishop, do Departamento de Desenvolvimento Neuropsicológico da Universidade de Oxford, disse que a pesquisa acrescentou novas informações importantes sobre o desenvolvimento inicial das ligações em regiões do cérebro importantes para funções cognitivas.

`Há evidências sugestivas sobre a relação entre ligações no cérebro e o desenvolvimento da linguagem, mas é muito cedo para ter certeza sobre as implicações funcionais dos resultados`, disse ela.

`Idealmente, seria necessário um estudo de longo prazo seguindo as crianças por um determinado tempo para acompanhar como as mudanças estruturais do cérebro são relacionadas a função da linguagem.`

O estudo foi financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde Mental nos Estados Unidos e pelo Wellcome Trust na Grã-Bretanha.

BBC - TERRA EDUCAÇÃO - 08/10/2013 - SÃO PAULO, SP

 
 

Tudo errado

|| Postado por Zezé Medeiros em 04-10-2013

Professores municipais entraram em greve por melhores condições de trabalho e salários. Após um mês de negociação, aceitaram proposta de reajuste da prefeitura e interromperam o movimento. Voltaram a parar por discordar do plano de carreira.

RIO DE JANEIRO - Professores municipais entraram em greve por melhores condições de trabalho e salários. Após um mês de negociação, aceitaram proposta de reajuste da prefeitura e interromperam o movimento. Voltaram a parar por discordar do plano de carreira e por não ter participado de sua elaboração.
 
A Prefeitura do Rio informou que fez mais de dez reuniões com os representantes dos professores e que eles exigiram que o prazo de discussão fosse reduzido de 90 dias para 30. O prefeito Eduardo Paes (PMDB) diz que os sindicalistas são filiados ao PSOL, partido de Marcelo Freixo, candidato derrotado por ele em 2010.
 
Na essência, o projeto faz modificações com o objetivo, entre outros, de aumentar o número de professores em regime de trabalho de 40 horas semanais (hoje são 6%) para colocar todos os alunos da rede estudando em horário integral. O prefeito errou na condução político-administrativo de um projeto necessário.
 
Há algo errado quando professores invadem e ocupam o plenário onde deveriam ser debatidos os projetos, xingam e agridem vereadores, rasgam camisa de funcionário, jogam garrafas e comida nos policiais e fecham rua, se podem ocupar a praça.
 
Há algo muito errado quando prefeito e vereadores precisam tirar a população da galeria e promover um cerco à Câmara, com grades e mais de 700 policiais, para conseguir a aprovação do plano, que teve 31 emendas, sem nenhum debate.
 
Há algo absurdamente errado quando policiais atacam professores, surram manifestantes com cassetetes, usam spray de pimenta e lançam uma sequência de bombas de gás por duas horas para dispersar professores que se reúnem para pressionar os legisladores, e permitem que um bando de mascarados imponha medo e destruição.
 
Está quase tudo errado na ação desses atores que fazem a história de um país sem educação.
 
PAULA CESARINO COSTA - FOLHA DE SÃO PAULO - 03/10/2013 - SÃO PAULO, SP

 
 

IPEA diz que mais de 1 milhão de pessoas saíram da extrema pobreza em 2012

|| Postado por Zezé Medeiros em 02-10-2013

A desigualdade de renda registrou queda em 2012, apesar de o desempenho da economia ter sido considerado fraco. O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 0,9% no ano passado, enquanto a renda per capita das famílias cresceu, em média, 7,9%.

As famílias mais pobres, em especial, conseguiram evolução na renda maior do que a média, 14%, entre os 10% mais pobres da população. Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), no estudo Duas Décadas de Desigualdade e Pobreza no Brasil Medidas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgado hoje (1º).
 
A população extremamente pobre (que vive com menos de US$ 1 dólar por dia) caiu de 7,6 milhões de pessoas para 6,5 milhões. A população pobre (que vive com entre US$ 1 e US$ 2 dólares por dia), de 19,1 milhões de pessoas para 15,7 milhões.
 
"Três milhões e meio de pessoas saíram da pobreza em 2012 e 1 milhão da extrema pobreza, em um ano em que o PIB cresceu pouco. Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base – cuja renda cresceu a ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do Ipea, Marcelo Neri.
 
Os principais indicadores do crescimento dos rendimentos da população são a posse de bens duráveis – como televisão, fogão, telefone, geladeira e máquina de lavar – e o acesso a serviços públicos essenciais – como energia elétrica, coleta de lixo, esgotamento sanitário e acesso à rede de água.
 
A ampliação da posse de bens e de acesso a serviços se deve, em grande parte, a dois fatores: o aumento da renda do trabalho e o impacto do Bolsa Família. "Nos últimos dez anos, o protagonista da redução da desigualdade é a renda do trabalho, o coadjuvante principal é o Bolsa Família", diz o estudo. De acordo com o Ipea, de 2002 a 2012, 54,9% da redução da desigualdade foi devido à contribuição da renda do trabalho. O Bolsa Família contribuiu 12,2% para essa queda.
 
"O Bolsa Família é um custo de oportunidade social, tem mais impacto sobre a desigualdade do que a Previdência", informou Neri. A Previdência é o terceiro fator que mais contribui para a redução da desigualdade, 11,4% para os que ganham acima do piso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e 9,4% para os que ganham um salário mínimo (R$ 678). Se somados os dois grupos, a Previdência tem impacto superior ao do Bolsa Família.
 
Agência Brasil – Adital Notícias - Por Carolina Sarres - http://www.adital.com.br/?n=cnc9

 
 

Congresso e MEC ainda discutem mudanças no ensino de medicina

|| Postado por Zezé Medeiros em 27-09-2013

As mudanças propostas para os cursos de medicina dentro do programa Mais Médicos ainda estão em discussão no Congresso e no Ministério da Educação.

A principal delas é a obrigatoriedade de o recém-formado fazer dois anos de residência no SUS (Sistema Único de Saúde).
 
Esse e outros pontos, no entanto, ainda estão em debate numa comissão do Congresso que, além de analisar as propostas, pode sugerir mudanças na medida.
 
Apresentadas as alterações, o grupo deverá votar a medida provisória prevista para acontecer na próxima terça-feira (1º).
 
Após essa etapa, a medida será levada à Câmara e ao Senado para votação e, se aprovada, precisa passar ainda pela sanção presidencial para se tornar lei.
 
Paralelamente, outras duas comissões de especialistas e educadores foram formadas para debater a questão junto com o Ministério da Educação. O assunto também está na pauta do CNE (Conselho Nacional de Educação), responsável por formular as diretrizes que deverão ser seguidas pelas faculdades.
 
Apenas depois da votação no Congresso é que o CNE poderá definir se haverá novas diretrizes no ensino de medicina. Eventuais mudanças deverão ser apresentadas em até 180 dias após a tramitação da lei.
 
As instituições de ensino superior, por sua vez, terão um tempo determinado pelo CNE para se adequar às novas normas.
(...)
 
Compilado de: MARINA GAMA - FOLHA DE SÃO PAULO - 26/09/2013 - SÃO PAULO, SP

 
 

Tráfico de pessoas: 86% das vítimas são mulheres

|| Postado por Zezé Medeiros em 24-09-2013

Quatro milhões de pessoas por ano em todo o planeta são vítimas das redes criminosas do tráfico de pessoas para fins de exploração sexual, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mulheres, meninas e adolescentes são a grande maioria (86%) das vítimas desse "silencioso” crime, que atua com base no aliciamento, engano, ameaça e outras formas de coação e violações. Para chamar a atenção sobre essa realidade e alertar outras possíveis vítimas é que se celebra, nesta segunda-feira, 23 de setembro, o Dia Internacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas.
 
Além de serem mulheres, as principais vítimas, geralmente, estão na faixa etária entre 10 e 29 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com baixa escolaridade e solteiras. Por outro lado, quem alicia, recruta e trafica as vítimas também são, na maioria das vezes, mulheres que se aproximam de forma amigável e com convites promissores.
 
O Brasil é um dos países campeões no fornecimento de vítimas para o tráfico internacional e se caracteriza como um local de origem, trânsito e destino de pessoas traficadas. O país também é responsável por exportar cerca de 15% das vítimas da América Latina para a Europa. Os principais destinos de vítimas brasileiras são o Suriname, Suíça, Espanha e Holanda.
 
Dados de um levantamento feito entre maio e setembro de 2012 pela Secretaria Nacional de Justiça em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) revelam que, entre 2005 e 2011, a Polícia Federal (PF) registrou 157 inquéritos por tráfico internacional de pessoas para fins de exploração sexual, enquanto o Poder Judiciário teve 91 processos distribuídos. No total, foram instaurados 514 inquéritos pela PF nesse mesmo período, dos quais 13 se configuravam como tráfico interno e 344 como trabalho escravo.
 
Um total de 381 suspeitos por tráfico internacional de seres humanos foi indiciado pela PF entre 2005 e 2011, sendo que desse total apenas 158 foram presos. O relatório aponta para a dificuldade em reunir provas do crime, o que resulta na falta de punição. Quanto ao tráfico interno para fins de exploração sexual, o relatório demonstra que 31 pessoas foram indiciadas e 117 presas pela polícia entre 2005 e 2010.
 
Outra dificuldade apontada pelo documento, que também é reclamada por organizações sociais que atuam no combate a esse tipo de crime, é a falta de registro de informações e dados sobre o tráfico de pessoas, fazendo com que os poucos números registrados sejam imprecisos.
 
Campanhas e ações
Nesse contexto, o Centro de Ação Cultural (Centrac), em Campina Grande, Estado da Paraíba, está lançando a campanha "Não deixe que explorem seus sonhos”, uma ação do eixo "Direitos das Mulheres” do Programa Mercosul Social e Solidário (PMSS), que tem o objetivo de alertar sobre o risco de as propostas muito "sedutoras” de trabalho no exterior, se configurarem como uma armadilha para o tráfico de seres humanos. A PMSS éuma plataforma de ação política integrada por 17 Organizações não Governamentais e cerca de 400 organizações sociais de países da região do Cone Sul (Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina e Chile). No Brasil o Centro de Ação Cultural (CENTRAC) atualmente está à frente da coordenação nacional do PMSS.
 
Já a Rede de religiosas Um Grito pela Vida realiza diversas atividades nessa data, como acampamentos em praças, blitze informativas, caminhadas, oficinas e encontros formativos, coletivas de imprensas, cine-fóruns e debates para denunciar e chamar a atenção sobre o problema.
 
No Peru, a ONG Capital Humano e Social Alternativo apresenta o documentário "Masas”, que relata a história de seis asháninkas que foram vítimas de tráfico de pessoas. Na Argentina, com o slogan "Sem clientes não existe tráfico”, o Ministério de Justiça e Direitos Humanos chama a atenção para as pessoas que consomem esses serviços e alimentam o mercado criminoso de exploração de vidas humanas. Segundo o órgão, até 31 de julho de 2013, 5.428 vítimas foram resgatadas das redes de tráfico desde a sanção da Lei 26.364.
 
Fonte: Adital Notícias - http://www.adital.com.br/?n=cm8c

 

 
 

A urgência da diversificação da matriz energética brasileira. Entrevista com Pedro Bara

|| Postado por Zezé Medeiros em 17-09-2013


"Em vez de olhar para o projeto de construção das hidrelétricas, é preciso olhar para a bacia hidrográfica onde se quer construí-las”, diz o engenheiro.

"Em vez de olhar para o projeto de construção das hidrelétricas, é preciso olhar para a bacia hidrográfica onde se quer construí-las”, diz o engenheiro.
A possível construção de hidrelétricas pela Eletrobras na Guiana e no Suriname deve ser vista como "uma potência técnica interessante” tanto para o Brasil quanto para os países vizinhos, diz Pedro Bara à IHU On-Line, em entrevista concedida por telefone. Segundo ele, para o Brasil, esse "projeto tem um aspecto interessante de complementariedade hidrológica, porque o hemisfério Norte tem uma hidrologia diferente ao longo do ano”.
 
Para os demais países, as vantagens são econômicas e ambientais, porque eles ainda são dependentes de fontes energéticas não renováveis. "São países pobres que gastam muito, vivem importando petróleo, óleo. No momento a Guiana gasta algo em torno de 30% do PIB com importações de óleo”, informa.
 
Na entrevista a seguir, Bara assinala que, caso as hidrelétricas sejam construídas, é preciso adotar princípios ambientais que considerem a preservação futura. "Propomos o mesmo princípio que estamos aplicando para conservar a bacia do Tapajós no futuro, ou seja, perguntar o que queremos conservar da bacia dos Tapajós no futuro. Esse questionamento faz com que se tenha uma visão de futuro da região do ponto de vista ecológico”.
 
Pedro Bara é engenheiro, mestre em Ciências pela Universidade de Stanford, líder da estratégia de infraestrutura da Iniciativa Amazônica da Rede WWF. Participou da elaboração de planos nacionais e regionais de integração e desenvolvimento da Amazônia sob a liderança dos principais bancos de fomento da região, BNDES, BID e CAF.
 
Confira a entrevista.
 
IHU On-Line - Como avalia a proposta da Eletrobras de construir hidrelétricas no Suriname e na Guiana? Esse projeto é viável?
 
Pedro Bara – Esse projeto tem um aspecto interessante de complementariedade hidrológica, porque o hemisfério Norte tem uma hidrologia diferente ao longo do ano. Um dos maiores problemas do sistema energético brasileiro é que ele é muito dependente de hidroeletricidade, porque têm épocas em que chove e épocas em que não chove. É por isso que o país tem um sistema interligado. No Sul, por exemplo, chove mais em julho, e em outras cidades do Brasil chove mais nos meses de janeiro e fevereiro. A metodologia do hemisfério Norte é parecida com a do Sul: chove mais em julho e agosto.
 
A possível construção de hidrelétricas nesses países é uma potência técnica interessante tanto para o Brasil quanto para eles, porque o Suriname e a Guiana ainda queimam bastante óleo. São países pobres, que gastam muito, vivem importando petróleo, óleo. No momento a Guiana gasta algo em torno de 30% do PIB com importações de óleo.
 
Portanto, esse projeto pode favorecer todos os países envolvidos, porque, se tiver uma hidrelétrica na Guiana, eles não vão mais precisar queimar óleo, terão acesso a uma energia mais limpa. O Suriname tem uma hidrelétrica, mas não dá conta de gerar a energia necessária para o país.
 
IHU On-Line – Quais as possíveis implicações desse projeto?
 
Pedro Bara – O que me preocupa é o fato de que quase toda a população da Guiana vive na costa, então, para construir uma hidrelétrica na floresta, é preciso fazer uma estrada de acesso e a área também poderá ser alagada. Foi isso o que aconteceu em Brasília, e aí acabou avançando para o Norte, degradando o estado do Pará. Também há uma diversidade aquática, mas não é tão grande como as do Brasil. Não sei se existem muitas espécies migratórias nos rios da região, mas é preciso verificar.
 
IHU On-Line – Como o senhor vê a discussão sobre hidrelétricas de reservatório e fio d’água?
 
Pedro Bara – Parte do problema energético brasileiro está relacionada ao fato de que se exploraram muito os rios de planalto. Nesses rios foi possível fazer reservatórios de maiores volumes de água com menos áreas alagadas, porque se trata de rios mais encaixados. Na Amazônia estão os rios menos encaixados de todos, por isso, em períodos de cheia, alaga uma área imensa, porque o território é muito plano. Então, essa mudança para a planície amazônica é complicada, porque ela dificulta muito a criação de grandes reservatórios, por isso se constroem hidrelétricas de fio dágua.
 
A discussão sobre qual modelo hidrelétrico é melhor parece culpa dos ambientalistas. Isso é um pouco ridículo. A questão é geográfica. Que culpa os ambientalistas têm se o potencial do planalto está se esgotando e não é tão viável economicamente construir barragens nessas áreas? Por isso é preciso diversificar a matriz energética, investindo em eólica, solar e biomassa.
 
IHU On-Line – Qual desses dois projetos de reservatórios é o mais adequado para a estrutura geográfica brasileira?
 
Pedro Bara – O Brasil não está investindo em hidrelétricas simplesmente porque quer, mas sim porque não temos outras opções. Hoje se utiliza o modelo fio d’água porque hidrelétricas com reservatórios alagam uma área grande e comprometem muitas coisas. Além do mais, a geografia dos lugares não é a mesma.
 
Então, uma mudança no projeto energético requer mudanças políticas. Hoje o Estado já percebeu o crescimento da energia eólica, a qual pode complementar a hidroeletricidade. Na época de seca, quando os reservatórios estão vazios e gerando menos energia, temos de ter alternativas complementares como a solar, a biomassa, a eólica. Com isso, também economizamos a água.
 
IHU On-Line – Qual é o investimento em energia eólica e solar no país?
 
Pedro Bara - A eólica está indo bem. O mercado oferece bom preço, e as empresas têm ganhado os leilões. O ideal seria que todos pudessem gerar energia de suas casas através de placas solares e pudessem vender para uma rede. Ocorre que isso ainda não tem financiamento.
 
IHU On-Line - Quais são os aspectos fundamentais a serem discutidos sobre esse projeto de construção de hidrelétricas no Suriname e na Guiana?
 
Pedro Bara – Caso essas hidrelétricas sejam construídas, propomos o mesmo princípio que estamos aplicando para conservar a bacia do Tapajós no futuro, ou seja, perguntar o que queremos conservar da bacia dos Tapajós no futuro. Esse questionamento faz com que se tenha uma visão de futuro da região do ponto de vista ecológico.
 
Em vez de olhar para o projeto de construção das hidrelétricas, é preciso olhar para a bacia hidrográfica onde se quer construí-las. É importante reconhecer o que deve ser preservado. Ou seja, antes de discutir o projeto, nossa proposta é aprimorar o planejamento hidrelétrico na Amazônia.
 
Fonte: IHU - Unisinos - Adital Notícias
 

 
 
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Artur Bruno é professor e deputado federal pelo PT-CE. Atualmente é primeiro vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Já foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e vereador de Fortaleza por outros dois. É casado com Natercia Rios e pai de Marina e Mayara.

Site oficial: www.arturbruno.com.br

ARQUIVO

Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Deputado Federal Artur Bruno - PT Ceará
Av. Desembargador Moreira, 2001 Salas 501/502, Dionísio Torres - Fortaleza/CE
Anexo 3 - Gabinete 467 - Brasília/DF

Telefones: (85) 3055-0968 | (61) 32155467
e-mail: arturbruno@arturbruno.com.br

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