Mais e melhores médicos para o Brasil

|| Postado por Zezé Medeiros em 29-07-2014

A escassez de médicos no Brasil e a concentração desses profissionais nos centros urbanos são problemas agora reconhecidos pelos diversos setores governamentais e da sociedade civil. Os debates sobre a vinda de médicos estrangeiros ao país pelo programa M

A escassez de médicos no Brasil e a concentração desses profissionais nos centros urbanos são problemas agora reconhecidos pelos diversos setores governamentais e da sociedade civil. Os debates sobre a vinda de médicos estrangeiros ao país pelo programa Mais Médicos evidenciaram esse antigo desafio da saúde pública brasileira. A parte estruturante dessa iniciativa, contudo, tem sido pouco explorada nas discussões sobre o tema.
 
O Mais Médicos deu início a um processo contínuo de melhoria e ampliação do atendimento no SUS. Além da disponibilização de mais de 14,4 mil médicos, que permitiu que 50 milhões de brasileiros passassem a contar com atendimento nos postos de saúde, o programa inclui mudanças voltadas à formação dos médicos brasileiros.
 
É preciso oferecer mais oportunidade de formação aos jovens brasileiros. Se considerarmos a quantidade de vagas em cursos de medicina em relação ao tamanho da população, o Brasil possui índice muito inferior ao de países com sistemas universais de saúde. Temos pouco mais de 200 cursos, o que gera uma proporção de 0,8 vaga de graduação para cada 10 mil habitantes. Reino Unido e Austrália mantêm índices próximos de 1,5 vagas de graduação por 10 mil habitantes. A Argentina registra proporção de 3,2.
 
A quantidade de médicos que ingressam no mercado de trabalho está aquém do total de postos disponíveis. Em dez anos, o número de empregos para médicos ultrapassou em mais de 53 mil o número de profissionais formados. Realidade que só corrobora para a concentração dos médicos nas grandes cidades.
 
Para mudar essa realidade, o governo federal criará 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina até 2017, com prioridade para regiões de maior deficit e municípios com rede de saúde estruturada e que não contam ainda com faculdades de medicina. Desse total, 3.363 vagas já foram autorizadas, 40% delas no Nordeste e no Norte.
 
Com isso, esperamos atingir a meta de 2,7 médicos por 1.000 habitantes em 2026 (hoje temos apenas 1,8). Também serão abertas 12,4 mil vagas de residência médica em todas as especialidades, em particular em áreas prioritárias para o SUS. Só neste ano, 2.679 bolsas de residência foram criadas pelo Ministério da Saúde. Teremos, assim, mais profissionais qualificados e garantiremos oportunidade de acesso à residência a todos os graduados do país.
 
Com as regras específicas para a abertura de novos cursos de medicina, o ensino chegará aonde faltam profissionais, mas com o cuidado de que essas localidades tenham tanto docentes e preceptores qualificados, como hospitais, postos de saúde, unidades de pronto atendimento (UPAs) e ambulatórios estruturados.
 
Para isso, estamos investindo mais de R$ 13,5 bilhões para construir, qualificar e equipar as unidades de saúde, para que a formação dos futuros médicos ocorra em sintonia com as necessidades do sistema de saúde, conforme preconizam as novas diretrizes curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação e pelo Ministério da Educação.
 
Outra mudança em curso, também prevista na lei que criou o Mais Médicos, é que os médicos que optarem por ingressar nas demais especializações terão de fazer de um a dois anos de residência em medicina geral de família e comunidade, consolidando uma formação mais abrangente e reforçando o compromisso social do médico com a realidade do país.
 
Essas medidas implementadas pelo Mais Médicos são um forte compromisso do governo federal com a melhoria da qualidade dos cursos, que passarão a ter um processo específico de avaliação a cada dois anos, uma demanda defendida por especialistas em ensino médico.
 
A reestruturação da formação de médicos em nosso país é um grande desafio. É um trabalho complexo e gradual, que exige a colaboração de todos, pensando estrategicamente a formação de médicos para o país, mas colocando os interesses da população acima de tudo. Os resultados dessa longa e  árdua jornada, no entanto, serão sólidos, permanentes e mudarão a realidade de nosso sistema nacional de saúde.

Por Artur Chioro - Folha de S.Paulo

 

 
 

Livros de Machado liberados na Internet

|| Postado por Artur Bruno em 22-05-2014

A "Coleção Digital Machado de Assis" reúne a obra completa do autor e está disponível na Internet para leitura online e download

Em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis, o Governo Federal criou projeto digital que reúne a obra completa do autor: a Coleção Digital Machado de Assis. Livros como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Helena e A Mão e a Luva podem ser encontrados na íntegra para leitura online ou download gratuito, em arquivos html ou PDF.

Além dos romances, estão no site miscelâneas, traduções e críticas feitas pelo literário em revistas e jornais. A iniciativa é uma parceria entre a biblioteca digital do Ministério da Educação (MEC) e o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Linguística (NuPILL), da Universidade Federal de Santa Catarina.

“A associação para o Projeto Machado surgiu por iniciativa do MEC, que procurou o NuPILL em função de o núcleo ter uma das primeiras bibliotecas digitais do País”, afirma a professora Deise Freitas, membro do NuPILL e coordenadora do projeto com o professor Alckmar Luiz dos Santos.

Mais que lembrar o centenário de morte do autor, o objetivo da coleção foi fazer “com que a obra completa de Machado de Assis chegasse a qualquer usuário na Internet, em edições confiáveis e gratuitas”. O site reúne toda a produção literária do escritor dividida por gênero – romance, conto, poesia, crônica e outros – e por ordem cronológica de publicação.

Além das obras, o portal dispõe a cronologia da trajetória de Machado de Assis, teses e dissertações do Portal Domínio Público relativas ao autor e seus escritos e textos de escritores contemporâneos de Machado, como Euclides da Cunha, João do Rio e Rui Barbosa.

Segundo Deise Freitas, um dos principais desafios na criação do projeto foi “cumprir todo o complexo processo de escolha das obras de referência, digitalização, correção e revisão dos arquivos eletrônicos em apenas nove meses”.

Para Eduardo Luz, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC), “ter os livros de Machado de Assis disponibilizados na Internet é algo muito bem vindo, bem como outras obras literárias digitalizadas”. A Coleção Digital Machado de Assis configura-se como um importante acervo digital das publicações machadianas.
O projeto pode ser acessado por meio do site: machado.mec.gov.br.

SERVIÇO:
Coleção Digital Machado de Assis na Internet
Onde: www.machado.mec.gov.br.
Além do projeto do Governo Federal, outros sites reúnem obras e biografia de Machado de

Assis e artigos acadêmicos sobre o autor:
- www.machadodeassis.ufsc.br
 
- machadodeassis.net
 
- www.machadodeassis.org.br
Fonte: jornal O Povo (22/05/2014)
 
 

 
 

Enem será realizado em 8 e 9 de novembro

|| Postado por Artur Bruno em 14-05-2014

A previsão é de que mais de oito milhões se candidatem ao Enem, que dá acesso a várias políticas educacionais do governo federal, como Sisu e Prouni

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2014 começaram nesta segunda-feira, 12, e se estendem até 23 de maio. Os candidatos podem se inscrever na página do Enem na internet: http://enem.inep.gov.br.  O ministro Henrique Paim recomendou aos estudantes que não deixem para fazer a inscrição na última hora, durante o programa de rádio Hora da Educação, produzido pela assessoria de comunicação social do Ministério da Educação.
A previsão é de que mais de oito milhões se candidatem ao Enem, que dá acesso a várias políticas educacionais do governo federal, como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o Programa Universidade para Todos (ProUni). “Na última edição, tivemos dois milhões de estudantes que fizeram a sua inscrição no último dia, e é muito importante que façam a sua inscrição logo”, informou o ministro.
As provas do Enem serão realizadas em 8 e 9 de novembro. No Hora da Educação, o ministro destacou duas novidades da edição deste ano, que são a acessibilidade às informações do exame a candidatos com deficiência visual e auditiva e o uso de 18 mil detectores de metais. “Qualquer tentativa de fraudar o exame vai ser tratada com rigor”, afirmou.
A inscrição do Enem é gratuita para todos os estudantes de escolas públicas e para aqueles que se declaram carentes.
Fonte: MEC

 
 

O Ceará na comparação com os vizinhos e o desastre social

|| Postado por Zezé Medeiros em 29-11-2013

O jornalista Erico Firmo conversou com a secretária Izolda Cela sobre o ensino médio no Ceará

 Tratei na última coluna do cenário do ensino médio do Ceará, a partir dos resultados do Enem. Sobre esse assunto conversei ontem com a secretária da Educação do Estado, Izolda Cela. Já comentei algumas vezes os bons resultados obtidos por ela. Para além disso, trata-se de uma das cabeças mais interessantes da equipe de Cid Gomes (Pros), pela capacidade de reflexão e, entre outras coisas, por não querer distorcer a realidade. “O ensino médio ainda é algo que adjetivo como gravíssimo, apesar do esforço de melhoria sinalizado. É muito grave em termos de resultado”, afirma, sobre o quadro nacional, do qual o Ceará é parte. Não é todo gestor que tem esse nível de consciência e sinceridade.

Muitos tentam vender uma realidade que não existe para iluo público e - mais grave ainda - há os que se convencem da própria ilusão. Izolda, felizmente, não faz esse tipo. Ela, contudo, pondera aspectos quanto à divulgação dos números e à comparação do Ceará com outros estados. Ainda não foram tornados públicos números da participação dos estudantes da escola pública no exame referentes a 2012. Mas Izolda menciona os dados de 2011 e aponta discrepância entre o Ceará e os vizinhos. Segundo ela, os estudantes cearenses de escolas públicas tiveram quase 60% de participação, enquanto os baianos tiveram 33%, alagoanos, 33%, pernambucanos, 34% e norte-rio-grandenses, 39%. Todos esses estados, na média geral – pública e privada – ficaram à frente do Ceará no Enem 2012. Contudo, a diferença na base avaliada é brutal. E a secretária chama atenção que, como regra, quem faz o exame são estudantes mais ligados, com expectativa de ingressar na universidade. Em síntese, aqueles com melhor desempenho. Quanto mais restrito o universo avaliado, maior é, por um lado, a probabilidade de a nota subir. Por outro lado, quando menos gente faz o exame, pior o diagnóstico que se tem da realidade da rede.

Izolda acrescenta que o governo cearense tem adotado política de estímulo à participação. Já era relativamente alta em 2011 e subiu em 2012. Tanto que o temor, segundo a secretaria, era de que a nota caísse, pela ampliação da base. Mas o que houve até foi a ligeira melhora. Em 2013, ela informa que as inscrições chegaram a quase 95% entre os estudantes do terceiro ano na escola pública e de mais de 80% dos que estão no segundo ano. A política de incentivar a participação inclui transporte para quem precisa, hospedagem no Interior para quem tem necessidade e kit alimentação, para que o estudante não tenha desconforto de fome ao longo de uma prova longa. “Para que não perca a oportunidade por carência”.

Diante dessa diferença de envolvimento dos estudantes, ela pontua, na comparação com os estados de realidade mais parecida: “Em relação aos nossos pares, não estamos abaixo”.

PROBLEMA DE BASE E DOIS EM CADA TRÊS ESTUDANTES EM ESTADO CRÍTICO


A secretária Izolda reconhece que o avanço nos últimos anos tem sido bem maior no ensino fundamental que no ensino médio. Isso no Brasil e no Ceará. A maior evolução é nas séries iniciais. Piora na medida em que se avança. O problema é de base: primário mal feito. E a onda de evolução ainda não chegou ao ensino médio, por razões que vêm de antes. Conforme a secretária, a última avaliação externa mostrou que em torno de 65% dos estudantes no 9º ano - último antes do ensino médio - estavam entre nível considerado crítico e o muito crítico. Isso corresponde a dois em cada três estudantes da rede pública nessa série. Assim, quando chegam às etapas mais avançadas, é preciso recuperar o que não se aprendeu antes. A crise do ensino médio é, portanto, a última etapa, em que desaguam os reflexos de um processo todo ele problemático. Dá-se, então, o paradoxo: o professor tem um currículo a cumprir e encontra classes absolutamente desiguais, cuja maioria é incapaz de acompanhar o conteúdo. Por isso, Izolda destaca que uma das orientações é fazer o processo de ensino se encontrar com esse “aluno real”, aquele que está em sala de aula, e não a abstração curricular. “Não é rebaixar, mas fazer com que o projeto pedagógico dê repuxo de qualidade a esse aluno” diz.

E sabe o que é mais preocupante: mesmo com esse cenário desolador no 9º ano, com esmagadora maioria em nível crítico, o Ceará tem destaque nacional e está sendo pesquisado, junto do Acre, pelo crescimento atípico, acima do normal. Avalie o resto.

A REAÇÃO QUE PRECISA SER DESENCADEADA

Izolda reconhece que o avanço vigoroso nas séries iniciais não se reproduz no ensino médio. O nível, quando não cai, fica estável. A secretária salienta que a repercussão da melhora embaixo no andar de cima não é algo automático. O caminho precisa ser construído. Ela admite que a distância que separa o Ceará do nível educacional de Sul e Sudeste não está próxima de ser superada. É necessário dar o impulso e manter o ritmo acelerado. Por enquanto, a situação é dramática e manter os estudantes na escola ainda é um desafio, apesar do avanço já alcançado. O abandono escolar era de cerca de 25% em 2006. Atualmente, se encontra entre 14% a 16%. “Há toda uma problemática de violência, que afeta diretamente os jovens, principalmente os mais pobres. Tudo isso é uma correnteza puxando para fora da escola”. Nesse contexto, o Ceará já deu salto em relação à expectativa de anos de estudo, hoje entre as primeiras do Brasil. Mas a média nacional ainda não contempla nem a quantidade de anos obrigatória. “É um desastre, jovens saindo totalmente despreparados da escola. É um desastre social grande”. Ainda assim, a secretária é otimista quanto ao esforço que é feito, apesar do longo caminho a trilhar.

Fonte: jornal O Povo - 29/11/2013

 
 

Exumação do corpo de João Goulart pode por fim ao mistério de sua morte

|| Postado por Zezé Medeiros em 13-11-2013

 Adital
Trinta e sete anos após ter sido atribuída a um ataque cardíaco, a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, ocorrida no exílio, em 6 de dezembro de 1976, volta a chamar a atenção da mídia e da população.

 Trinta e sete anos após ter sido atribuída a um ataque cardíaco, a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, ocorrida no exílio, em 6 de dezembro de 1976, volta a chamar a atenção da mídia e da população. Para prestar honras a Goulart, nessa quarta-feira, dia 13 de novembro, os restos mortais do ex-presidente serão exumados de seu jazigo na cidade de São Borja (RS). De lá, o corpo segue para Brasília, onde será homenageado e, após isso, passará por exames para finalmente tentar desvendar o mistério por trás de sua morte.

 
Após um pedido da família de Goulart, realizado no dia 18 de março, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiu investigar a morte do ex-presidente. Uma portaria, assinada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e publicada no dia 7 de novembro noDiário Oficial da União, criou o grupo composto por representantes da própria secretaria, da CNV e da Polícia Federal para coordenar as investigações.
 
Exilado pela ditadura militar na década de 60, Jango morou no Uruguai e depois na Argentina, onde veio a falecer. A causa oficial da morte nunca convenceu a família, que acusa o governo militar da época, de Ernesto Geisel, de ter envenenando o ex-presidente.
 
A suspeita de assassinato ganhou força há quase uma década. Em 2006, Mario Neira Barreiro, um uruguaio que atuou na repressão militar em seu país, declarou à Polícia Federal que teve participação na morte de Jango. Ele afirmou que o ex-presidente foi envenenado tendo seus comprimidos, que tomava por conta de um problema cardíaco, adulterados. Mario disse que atuou com apoio da CIA, através de seu chefe em Montevidéu em 1976, o agente Frederick Latrash e de Sergio Paranhos Fleury, o caçador de opositores e chefe do Dops (Direção de Ordem Política e Social).
 
"Lutamos durante anos para conseguir a exumação, no começo, sozinhos, e consideramos que é um avanço importante o fato de que seja realizada com o respaldo da presidente Dilma (Rousseff), a quem reconhecemos o apoio dado (...) uma vez que temos todos estes indícios, por que teríamos de descartar a possibilidade de que, na verdade, ele foi vítima de um crime. Se é algo que até parece óbvio?", afirmou João Vicente Goulart, filho de Jango, em uma entrevista à ‘Carta Maior’.
 
Apesar das expectativas, a conclusão sobre o caso pode ocorrer somente no futuro, quando surgirem novas tecnologias, pois tudo vai depender do estado em que se encontram os restos mortais do ex-presidente. A procuradora Suzete Bragagnolo, que investiga a morte de Jango, disse à Folha de São Paulo que admite ser baixa a probabilidade de encontrar uma resposta na perícia: "Hoje não seria mais possível detectar algumas substâncias. Para outras ainda haveria chance. Depende do estado do corpo e outros fatores".
 
A perícia será feita pela Polícia Federal brasileira, que será supervisionada por especialistas cubanos, indicados pela família, que dirigiram a recuperação dos restos de Che Guevara na Bolívia nos anos 90, a Equipe Argentina de Antropologia Forense e representantes da Cruz Vermelha Internacional

 
 

Exumação do corpo de João Goulart pode por fim ao mistério de sua morte

|| Postado por Zezé Medeiros em 13-11-2013

 Adital
Trinta e sete anos após ter sido atribuída a um ataque cardíaco, a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, ocorrida no exílio, em 6 de dezembro de 1976, volta a chamar a atenção da mídia e da população.

 Trinta e sete anos após ter sido atribuída a um ataque cardíaco, a morte do ex-presidente João Goulart, o Jango, ocorrida no exílio, em 6 de dezembro de 1976, volta a chamar a atenção da mídia e da população. Para prestar honras a Goulart, nessa quarta-feira, dia 13 de novembro, os restos mortais do ex-presidente serão exumados de seu jazigo na cidade de São Borja (RS). De lá, o corpo segue para Brasília, onde será homenageado e, após isso, passará por exames para finalmente tentar desvendar o mistério por trás de sua morte.

 
Após um pedido da família de Goulart, realizado no dia 18 de março, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) decidiu investigar a morte do ex-presidente. Uma portaria, assinada pela ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e publicada no dia 7 de novembro noDiário Oficial da União, criou o grupo composto por representantes da própria secretaria, da CNV e da Polícia Federal para coordenar as investigações.
 
Exilado pela ditadura militar na década de 60, Jango morou no Uruguai e depois na Argentina, onde veio a falecer. A causa oficial da morte nunca convenceu a família, que acusa o governo militar da época, de Ernesto Geisel, de ter envenenando o ex-presidente.
 
A suspeita de assassinato ganhou força há quase uma década. Em 2006, Mario Neira Barreiro, um uruguaio que atuou na repressão militar em seu país, declarou à Polícia Federal que teve participação na morte de Jango. Ele afirmou que o ex-presidente foi envenenado tendo seus comprimidos, que tomava por conta de um problema cardíaco, adulterados. Mario disse que atuou com apoio da CIA, através de seu chefe em Montevidéu em 1976, o agente Frederick Latrash e de Sergio Paranhos Fleury, o caçador de opositores e chefe do Dops (Direção de Ordem Política e Social).
 
"Lutamos durante anos para conseguir a exumação, no começo, sozinhos, e consideramos que é um avanço importante o fato de que seja realizada com o respaldo da presidente Dilma (Rousseff), a quem reconhecemos o apoio dado (...) uma vez que temos todos estes indícios, por que teríamos de descartar a possibilidade de que, na verdade, ele foi vítima de um crime. Se é algo que até parece óbvio?", afirmou João Vicente Goulart, filho de Jango, em uma entrevista à ‘Carta Maior’.
 
Apesar das expectativas, a conclusão sobre o caso pode ocorrer somente no futuro, quando surgirem novas tecnologias, pois tudo vai depender do estado em que se encontram os restos mortais do ex-presidente. A procuradora Suzete Bragagnolo, que investiga a morte de Jango, disse à Folha de São Paulo que admite ser baixa a probabilidade de encontrar uma resposta na perícia: "Hoje não seria mais possível detectar algumas substâncias. Para outras ainda haveria chance. Depende do estado do corpo e outros fatores".
 
A perícia será feita pela Polícia Federal brasileira, que será supervisionada por especialistas cubanos, indicados pela família, que dirigiram a recuperação dos restos de Che Guevara na Bolívia nos anos 90, a Equipe Argentina de Antropologia Forense e representantes da Cruz Vermelha Internacional.

Fonte: Adital Noticias

 
 

Bolsa Família 10 anos: Programa tirou 36 milhões pessoas da extrema pobreza

|| Postado por Zezé Medeiros em 04-11-2013


Lançado em setembro de 2003, programa transfere renda, com condicionalidades, a famílias que recebem até R$ 70 por integrante.

Mais de 13,7 milhões de famílias receberam benefícios do Bolsa Família até agosto deste ano. Desde o lançamento do programa, em 2003, o governo federal já destinou quase R$ 120 bilhões aos beneficiados. Só este ano já foram mais de R$ 16,4 bilhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o programa já tirou 36 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza.
 
O Bolsa Família consiste na transferência mensal de renda, com condicionalidades, para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com renda de até R$ 70 por integrante. São vários tipos de benefícios que variam de acordo com o perfil registrado pelas famílias no cadastro. 
 
Para determinar o valor do benefício, que varia entre R$ 32 e R$ 306, o governo leva em consideração o número de integrantes, o total de crianças e adolescentes de até 17 anos e a existência de gestantes e nutrizes. Em contrapartida, as famílias assumem compromissos como fazer o acompanhamento pré-natal das gestantes, manter as cadernetas de vacinação das crianças em dia e fazê-las frequentar a escola, além de atualizar o Cadastro Único sempre que necessário. O acompanhamento das condicionalidades é feito pelo MDS de forma articulada com os Ministérios da Educação e da Saúde.
 
O programa foi criado em 20 de outubro de 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Medida Provisória Nº 132. Em 9 de janeiro de 2004, a MP foi convertida na Lei 10.836. O Bolsa Família uniu o Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação (Bolsa Escola), o Programa Nacional de Acesso à Alimentação (PNAA), o Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde (Bolsa Alimentação) e o Programa Auxílio-Gás.
 
A gestão do Bolsa Família é descentralizada - permite que União, estados, Distrito Federal e municípios compartilhem os processos de tomadas de decisão. Desde junho de 2011, o programa faz parte do Plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff e que intensificou as ações do governo federal na luta pela erradicação da extrema pobreza. O Brasil sem Miséria prevê, também, a ampliação da inclusão produtiva e o acesso a serviços públicos de qualidade para a conquista da cidadania pela população mais vulnerável socialmente.
 
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social

 
 

Censo aponta aumento de 4% nas matrículas do ensino superior em 2012

|| Postado por Zezé Medeiros em 01-11-2013

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) liberou para consulta os dados do Censo da Educação Superior de 2012.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) liberou para consulta os dados do Censo da Educação Superior de 2012. O levantamento aponta aumento de 4,4% no número de matrículas na educação superior no ano passado em relação ao anterior. Em 2012, o total de matriculados ultrapassou a marca de 7 milhões de estudantes.
 
Enquanto o número de matrículas nas instituições públicas cresceu 7%, o aumento na rede particular foi de 3,5%. `Os números apontam a forte expansão que tem ocorrido na educação superior brasileira`, disse o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, nesta quarta-feira.
 
Os 7.037.688 de estudantes matriculados em cursos de graduação no Brasil estão distribuídos em 31.866 cursos, oferecidos por 304 instituições públicas e 2.112 particulares. O total de estudantes que ingressaram na educação superior em 2012 chegou a 2.747.089. O número de concluintes, a 1.050.413.
 
As estatísticas do Censo, realizado anualmente pelo Inep, oferecem informações sobre ingresso, matrícula, concluintes, vagas e dados de financiamento estudantil, entre outras. Os dados subsidiam o planejamento e a avaliação de políticas públicas, além de contribuir para o cálculo de indicadores de qualidade, como o índice geral de cursos (IGC).
 
Reproduzido da redação - TERRA EDUCAÇÃO - SÃO PAULO, SP

 
 

Ao receber delegação judia, Papa defende combate à intolerância a minorias.

|| Postado por Zezé Medeiros em 29-10-2013

 Papa Francisco
"O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida”

"O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida”, disse esta semana o papa Francisco ao reunir-se no Vaticano com a delegação do Centro Simón Wiesenthal, organização internacional judia pela defesa dos direitos humanos. Francisco recordou, no início do seu discurso, que esse encontro já havia sido programado por seu "amado predecessor Bento XVI, ao qual haviam solicitado poder visitá-lo e que tenha sempre nosso afetuoso pensamento e nossa oração”.
 
O Pontífice reconheceu que esses encontros são por parte da delegação "um sinal de respeito e de estima com o bispo de Roma, pelo que estou agradecido e ao que corresponde a consideração do Papa pela obra à qual se dedicam: combater qualquer forma de racismo, intolerância e antissemitismo, preservando a memória da Shoah e promovendo a compreensão recíproca mediante a formação e o compromisso social".
 
Por outro lado, Francisco salientou: "O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida e marginalizada por motivo de suas convicções religiosas e étnicas. O bem de toda a sociedade está em perigo e todos devemos nos sentir implicados".
 
O papa Francisco dirigiu um pensamento com particular dor "aos sofrimentos, às marginalizações e às perseguições autênticas que não poucos cristãos estão sofrendo em distintos países do mundo".
 
"Unamos nossas forças para favorecer uma cultura do encontro, do respeito, da compreensão e do perdão recíproco" disse. E para a construção dessa cultura, o papa Francisco assinalou "a importância da formação: que não é só transmissão de conhecimentos, mas a passagem de um testemunho0 vivido, que pressupõe o estabelecimento de uma comunhão de vida, de uma aliança com as gerações jovens, sempre abertas à verdade".
 
Ao concluir o discurso, o pontífice animou a delegação a continuar transmitindo aos jovens o valor do esforço comum para rechaçar muros e construir pontes entre nossas culturas e tradições de fé.
 
Retirado de Adital Notícias

 
 

Ao receber delegação judia, Papa defende combate à intolerância a minorias.

|| Postado por Zezé Medeiros em 29-10-2013

 Papa Francisco
"O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida”

"O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida”, disse esta semana o papa Francisco ao reunir-se no Vaticano com a delegação do Centro Simón Wiesenthal, organização internacional judia pela defesa dos direitos humanos. Francisco recordou, no início do seu discurso, que esse encontro já havia sido programado por seu "amado predecessor Bento XVI, ao qual haviam solicitado poder visitá-lo e que tenha sempre nosso afetuoso pensamento e nossa oração”.
 
O Pontífice reconheceu que esses encontros são por parte da delegação "um sinal de respeito e de estima com o bispo de Roma, pelo que estou agradecido e ao que corresponde a consideração do Papa pela obra à qual se dedicam: combater qualquer forma de racismo, intolerância e antissemitismo, preservando a memória da Shoah e promovendo a compreensão recíproca mediante a formação e o compromisso social".
 
Por outro lado, Francisco salientou: "O problema da intolerância deve ser enfrentado em seu conjunto, ali onde qualquer minoria é perseguida e marginalizada por motivo de suas convicções religiosas e étnicas. O bem de toda a sociedade está em perigo e todos devemos nos sentir implicados".
 
O papa Francisco dirigiu um pensamento com particular dor "aos sofrimentos, às marginalizações e às perseguições autênticas que não poucos cristãos estão sofrendo em distintos países do mundo".
 
"Unamos nossas forças para favorecer uma cultura do encontro, do respeito, da compreensão e do perdão recíproco" disse. E para a construção dessa cultura, o papa Francisco assinalou "a importância da formação: que não é só transmissão de conhecimentos, mas a passagem de um testemunho0 vivido, que pressupõe o estabelecimento de uma comunhão de vida, de uma aliança com as gerações jovens, sempre abertas à verdade".
 
Ao concluir o discurso, o pontífice animou a delegação a continuar transmitindo aos jovens o valor do esforço comum para rechaçar muros e construir pontes entre nossas culturas e tradições de fé.
 
Retirado de Adital Notícias

 
 
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PERFIL

Artur Bruno é professor e deputado federal pelo PT-CE. Atualmente é primeiro vice-presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Já foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e vereador de Fortaleza por outros dois. É casado com Natercia Rios e pai de Marina e Mayara.

Site oficial: www.arturbruno.com.br

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Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Deputado Federal Artur Bruno - PT Ceará
Av. Desembargador Moreira, 2001 Salas 501/502, Dionísio Torres - Fortaleza/CE
Anexo 3 - Gabinete 467 - Brasília/DF

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