>>


Receba as notícias do mandato por e-mail Cadastro
Cadastro
Ver como é o informativo

E-mail obrigatório.
Digite seu e-mail.


Sair da lista




PRINCIPAL * ATUALIDADES * MUNDO
Imprimir Enviar para um amigo Indicar erro


Atualidades
29-10-2008
Capitalismo e Crise Financeira Global - Origem e ascensão do Capitalismo

A+   A -

Comentar Ver comentários

Encontramos a origem do sistema capitalista na passagem da Idade Média para a Idade Moderna.

Com o renascimento urbano e comercial dos séculos XIII e XIV, surgiu na Europa uma nova classe social: a burguesia. Esta nova classe social buscava o lucro através de atividades comerciais. Neste contexto, surgem também os banqueiros e cambistas, cujos ganhos estavam relacionados ao dinheiro em circulação, numa economia que estava em pleno desenvolvimento. Historiadores e economistas identificam nesta burguesia, e também nos cambistas e banqueiros, ideais embrionários do sistema capitalista: lucro, acúmulo de riquezas, controle dos sistemas de produção e expansão dos negócios.

a) Primeira Fase : Capitalismo Comercial ou Pré-Capitalismo (Mercantilismo)

Este período estende-se do século XVI ao XVIII. Inicia-se com as Grandes Navegações e Expansões Marítimas Européias, fase em que a burguesia mercante começa a buscar riquezas em outras terras fora da Europa. Os comerciantes e a nobreza estavam a procura de ouro, prata, especiarias e matérias-primas não encontradas em solo europeu. Estes comerciantes, financiados por reis e nobres, ao chegarem à América, por exemplo, vão começar um ciclo de exploração, cujo objetivo principal era o enriquecimento e o acúmulo de capital. Neste contexto, podemos identificar as seguintes características capitalistas: busca do lucros, uso de mão-de-obra assalariada, moeda substituindo o sistema de trocas, relações bancárias, fortalecimento do poder da burguesia e desigualdades sociais.

b) Liberalismo Econômico

Com raízes nas idéias liberais, o Liberalismo Econômico surge na Europa e na América no final do Séc. XVIII associado ao liberalismo político nascido nas Revoluções Americana e Francesa. Segundo esta doutrina econômica, deve ser colocada a ênfase na liberdade de iniciativa econômica, na livre circulação da riqueza, na valorização do trabalho humano e na economia de mercado (defesa da livre concorrência, do livre cambismo e da lei da procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado), opondo-se assim ao intervencionismo do Estado e à adoção de medidas restritivas e protecionistas defendidas pelo Mercantilismo. Um dos grandes defensores do Liberalismo Econômico foi Adam Smith, considerado por muitos como o grande precursor da Ciência Econômica.

Associado ao forte incremento da produção e ao desenvolvimento dos transportes viria, mais tarde, a dar origem ao Capitalismo Industrial e Financeiro. Adam Smith (1723-1790): Considerado como o pai da economia moderna, Adam Smith nasceu na Escócia, provavelmente em 1723, tendo vindo a falecer em 1790. O seu livro "A Riqueza das Nações", editado em 1776, foi e continua a ser uma obra de referência para todos os economistas. O principal princípio defendido por Adam Smith na sua obra foi o da Livre Concorrência: é a luta competitiva entre os produtores pela defesa dos seus próprios interesses e pela maximização dos seus próprios lucros que constitui o motor do desenvolvimento das economias; Adam Smith explica como a competição força o preço dos bens para baixo até seus níveis "naturais", que correspondem ao seu custo de produção - é a "mão invisível" (ou mecanismo de mercado) que regula o mercado sem necessidade de intervenção de outras forças externas.

Segundo o princípio da Livre Concorrência, o Estado deveria reduzir ao máximo o seu papel da economia ("laissez-faire") e deixar o mercado regular-se a si próprio. A expressão "laissez-faire" (em português "deixai fazer”, ou seja, “não interfiram") representa um princípio defendido pelos economistas mais liberais e que defende que o Estado deve interferir o menos possível na atividade econômica e deixar que os mecanismos de mercado funcionem livremente. Na opinião dos economistas clássicos, entre os quais Adam Smith, o papel do Estado na economia devia limitar-se à manutenção da lei e da ordem, à defesa nacional e à oferta de determinados bens públicos que o setor privado não estaria interessado (tais como a saúde pública, o saneamento básico, a educação, as infraestruturas de transporte, etc).

c) Segunda Fase : Capitalismo Industrial

No século XVIII, a Europa passa por uma mudança significativa no que se refere ao sistema de produção. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, fortalece o sistema capitalista e solidifica suas raízes na Europa e em outras regiões do mundo. A Revolução Industrial modificou o sistema de produção, pois colocou a máquina para fazer o trabalho que antes era realizado pelos artesãos. O dono da fábrica conseguiu, desta forma, aumentar sua margem de lucro, pois a produção acontecia com mais rapidez. Se por um lado esta mudança trouxe benefícios (queda no preço das mercadorias), por outro a população perdeu muito. O desemprego, baixos salários, péssimas condições de trabalho, poluição do ar e rios e acidentes nas máquinas foram problemas enfrentados pelos trabalhadores deste período. O lucro ficava com o empresário que pagava um salário baixo pela mão-de-obra dos operários. As indústrias, utilizando máquinas a vapor, espalharam-se rapidamente pelos quatro cantos da Europa.

O capitalismo ganhava um novo formato. Muitos países europeus, no século XIX, começaram a incluir a Ásia e a África dentro deste sistema. Estes dois continentes foram explorados pelos europeus, dentro de um contexto conhecido como neocolonialismo. As populações destes continentes foram dominadas a força e tiveram suas matérias-primas e riquezas exploradas pelos europeus. Eram também forçados a trabalharem em jazidas de minérios e a consumirem os produtos industrializados das fábricas européias.

d) Terceira Fase : Capitalismo Monopolista-Financeiro

Iniciada no século XX, esta fase vai ter no sistema bancário, nas grandes corporações financeiras e no mercado globalizado as molas mestras de desenvolvimento. Podemos dizer que este período está em pleno funcionamento até os dias de hoje. Grande parte dos lucros e do capital em circulação no mundo passa pelo sistema financeiro. A globalização permitiu as grandes corporações produzirem seus produtos em diversas partes do mundo, buscando a redução de custos. Estas empresas, dentro de uma economia de mercado, vendem estes produtos para vários países, mantendo um comércio ativo de grandes proporções. Os sistemas informatizados possibilitam a circulação e transferência de valores em tempo quase real. Apesar das indústrias e do comércio continuarem a lucrar muito dentro deste sistema, podemos dizer que os sistemas bancário e financeiro são aqueles que mais lucram e acumulam capitais dentro deste contexto econômico atual.

Confira mais



COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2007, 33ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2007.

- AQUINO, DENIZE, JESUS, OSCAR. História das Sociedades. São Paulo: Ao Livro Técnico.

- http://www.wikipedia.org

- Artigos dos jornais O Povo e Folha de São Paulo.

Voltar


 

Imprimir Enviar para um amigo Indicar erro

 


Deputado Estadual Artur Bruno

1998 - 2017. Artur Bruno - Secretário do Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMA)
SEMA - Rua Osvaldo Cruz, 2366.
Cep: 60.125-151 - Dionísio Torres, Fortaleza/CE

Telefones: (85) 3101.1234
Fax: (85) 3101.1234
e-mail: arturbruno@arturbruno.com.br

Site produzido e atualizado pela assessoria de comunicação e TEIA DIGITAL