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Atualidades
29-10-2008
Capitalismo e Crise Financeira Global - Crises e soluções

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a) Grande Depressão

Em 24 de outubro de 1929, os preços das ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque caíram subitamente. Estes preços estabilizaram-se ao longo do final de semana, para caírem drasticamente novamente na quarta feira, 28 de outubro. Muitos acionistas entraram em pânico. Cerca de 16,4 milhões de ações subitamente foram postas à venda na quinta feira, 29 de outubro, dia atualmente conhecido como Quinta-Feira Negra. O excesso de ações à venda e a falta de compradores fizeram com que os preços destas ações caíssem em cerca de 80%. Com isto, milhares de pessoas perderam grandes somas em dinheiro. Os preços destas ações continuariam a flutuar, caindo gradativamente nos próximos três anos. As milhares de pessoas que tinham todas as suas riquezas na forma de ações eventualmente perderiam tudo o que tinham. A súbita quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque causou grande incerteza entre a população americana, quanto ao futuro do país. Muitos decidiram cortar gastos supérfulos. Outras pessoas, aquelas que haviam comprado produtos através de empréstimo e prestações, reduziram ainda mais seus gastos, para assim poder economizar dinheiro para efetuar seus pagamentos.

A súbita queda nas vendas do setor comercial americano estendeu a recessão ao setor industrial e comercial dos Estados Unidos. As altas taxas de juros dos Estados Unidos foram um dos fatores que estenderam a Grande Depressão à Europa. Os países europeus — especialmente aqueles que utilizavam-se do padrão-ouro — para manter um câmbio fixo com os Estados Unidos, foram obrigados a aumentar drasticamente suas próprias taxas de juros, o que levou à redução de gastos por parte dos comerciantes e habitantes destes países, que levou a quedas na produção industrial destes países. A economia dos Estados Unidos da América entrou em uma fase de grande recessão econômica que perduraria até 1933. Durante este período, milhares de estabelecimentos bancários, financeiros, comerciais e industriais foram fechados. Outros foram obrigados a demitir parte de seus trabalhadores e/ou a reduzir salários em geral. Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque de 1929, bancos e investidores perderam grandes somas em dinheiro. A situação dos bancos era agravada pelo fato que muitos destes bancos haviam emprestado grandes somas de dinheiro a fazendeiros.

Após o início da Grande Depressão, porém, estes fazendeiros tornaram-se incapazes de pagar suas dívidas. Isto, por sua vez, causou a queda dos lucros destas instituições financeiras. Pessoas que utilizavam-se de bancos, temendo uma possível falência destes, removeram destes os seus fundos. Assim, várias instituições bancárias foram fechadas. O total de instituições bancárias fechadas durante a década de 1920 e de 1930 foi de 14 mil.

b) O New Deal A política de intervenção estatal começou a ser adotada primeiro nos Estados Unidos, com o anúncio pelo presidendte Franklin Roosevelt de uma série de medidas, que ficaram conhecidas como New Deal (novo acordo) e que passaram a ser concretizadas em 1933. Veja algumas delas:



  • controle sobre bancos e instituições financeiras;

  • construção de obras de infra-estrutura para a geração de empregos e aumento do mercado consumidor;

  • concessão de subsídios e crédito agrícola a pequenos produtores familiares;

  • criação de Previdência Social, que estipulou um salário mínimo, além de garantias a idosos, desempregados e inválidos;

  • controle da corrupção no governo;

  • incentivo à criação de sindicatos para aumentar o poder de negociação dos trabalhadores e facilitar a defesa dos novos direitos instituídos.


No setor industrial, a principal medida foi a redução da jornada do trabalho. Percebendo que o fator básico que gerou a crise econômica havia sido a superprodução, Henry Ford estabeleceu a jornada de oito horas diárias. Além disso, foi responsável por uma importantíssima inovação técnica, a linha de montagem. Essa inovação permitiu a redução dos custos e sobre tudo o aumento da produtividade, isto é, o rendimento do trabalho e dos demais agentes da produção. A aplicação das técnicas fordistas em várias indústrias de bens de consumo gerou uma queda de preços em todo o país, o que foi, juantamente com New Deal, um fator primordial de recuperação da economia norteamericana. Bretton woods: nome dado a um acordo de 1944 no qual estiveram presentes 45 países aliados e que tinha como objetivo reger a política econômica mundial. Segundo o acordo de Bretton Woods as moedas dos países membros passariam a estar ligadas ao dólar variando numa estreita banda de mais ou menos 1%, e a moeda norte-americana estaria ligada ao Ouro a 35 dólares.

Para que tudo funcionasse sem grandes sobressaltos foram criadas com o acordo Bretton Woods duas entidades de supervisão, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e o Banco Mundial. Assim, com o acordo de Bretton Woods, o dólar passou a ser a moeda forte do sistema financeiro mundial e os países membros utilizavam-na para financiar os seus desequilíbrios comerciais, minimizando custos de detenção de diversas moedas estrangeiras. Maynard Keynes (1883-1946): Nascido em Inglaterra em 1883, foi um dos mais importantes economistas do século XX. As suas idéias revolucionárias levaram à adoção de políticas intervencionistas do Estado a fim de criar estímulos ao desenvolvimento econômico.

A sua teoria macroeconômica , desenvolvida durante os anos 30 em plena depressão econômica, previa que uma economia poderia permanecer abaixo da sua capacidade, com taxas de desempregos altas. Para solucionar este problema, Keynes propôs intervenções estatais na economia com o objetivo de estimular o crescimento e baixar o desemprego através do aumento dos gastos públicos e/ou redução da carga fiscal. Os pilares básicos do consenso keynesiano, podem ser sintetizados da seguinte forma:



  • defesa da economia mista, com forte participação de empresas estatais na oferta de bens e serviços e a crescente regulamentação das atividades do setor privado por meio da intervenção governamental nos diversos mercados particulares da economia;

  • montagem e ampliação do Estado do Bem-Estar (Welfare State), garantindo transferências de renda extramercado para grupos específicos da sociedade (idosos, inválidos, crianças, pobres, desempregados etc.) e buscando promover alguma espécie de justiça distributiva;

  • política macroeconômica ativa de manipulação da demanda agregada, inspirada na teoria keynesiana e voltada, acima de tudo, para a manutenção do pleno emprego no curto prazo, mesmo que ao custo de alguma inflação.


c) Crise do Petróleo

A economia mundial, e particularmente a dos Estados Unidos, entra em recessão após a crise do petróleo de 1973, quando a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) triplica o preço do barril de petróleo. Tal fato ocorreu como retaliação dos países árabes, maioria dos constituintes da OPEP, aos Estados Unidos por estes terem apoiado Israel na Guerra do Yom Kippur, neste mesmo ano.

d) Comitê de Supervisão Bancária de Basiléia (BCBS)

Oganização que congrega autoridades de supervisão bancária, visando fortalecer a solidez dos sistemas financeiros. Foi estabelecido em 1975 pelos presidentes dos bancos centrais dos países do Grupo dos Dez (G-10). Normalmente se reúne no Banco de Compensações Internacionais, na Basiléia, Suíça, onde se localiza sua Secretaria permanente. Desde seu surgimento, o BCBS constituiu-se em um fórum de discussão para o melhoramento das práticas de supervisão bancária, buscando aperfeiçoar as ferramentas de fiscalização internacionalmente. Apesar de não ter autoridade para fazer cumprir suas recomendações, a maioria dos países, membros ou não, tendem a implementar as políticas ditadas pelo Comitê. O Banco de Compensações Internacionais (BIS) é uma organização internacional responsável pela supervisão bancária.

Ele visa "promover a cooperação entre os bancos centrais e outras agências na busca de estabilidade monetária e financeira". Sediado em Basiléia, na Suíça, reuni 55 bancos centrais de todo o mundo. O BIS organiza reuniões periódicas entre os altos funcionários de seus membros, para discussões sobre a economia global, política monetárias e o sistema financeiro. Além disso, há encontros freqüentes entre técnicos onde são tratadas questões mais operacionais, como questões judiciais, gestão de reservas, TI, auditoria interna e cooperação técnica. O BIS é responsável por publicar estatísticas e relatórios sobre os bancos centrais e sistema financeiro global.

Essas publicações são apresentadas em workshops e seminários em que também são oferecidos treinamentos. Em sua sede, estão abrigadas varias secretárias de comitês como o Comitê dos Mercados; o Comitê do Sistema Financeiro Global e o Comitê da Basiléia, fundados pelo G-10. Basiléia I (1988): Como o objetivo macro da Comissão é enquadrar o mercado financeiro aos padrões de solvência e liquidez internacional uma das maiores preocupações é estabelecer níveis mínimos de requerimento de capital. Até 1988 os padrões internacionais de requerimento de capital foram baseados na fixação de índices máximos de alavancagem. Em 1988 o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia publicou o documento "International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards", que passou a ser conhecido como Acordo da Basiléia, ou Basiléia I.

O requerimento de capital passou a ser baseado em risco. O capital regulamentar foi definido como proporção do total de ativos ponderados pelo risco (APR). Além disso, os ativos foram classificados em 4 "buckets" (0%, 20%, 50% e 100%), de acordo com a categoria do devedor/contraparte. Basiléia II (2004): As crises econômicas recentes desdobraram-se em crises bancárias sérias ou até delas mesmo derivaram. Os escândalos corporativos como WorldCom, Barings e Enron expuseram a faceta mais negra do mundo das grandes corporações e a fraqueza dos mecanismos vigentes de controles internos, regulamentar e de mercado. Em junho de 2004, o Comitê de Basiléia cumpre então seu papel de formulador, avaliador e disseminador das melhores práticas de governança bancária, publicado em "International Convergence of Capital Measurement and Capital Standards: A Revised Framework", conhecida como Basiléia II.

e) A socialdemocracia

Ideologia que surgiu no fim do século XIX e início do século XX por partidários do marxismo que acreditavam que a transição para uma sociedade socialista poderia ocorrer sem uma revolução, mas por meio de uma evolução democrática. A ideologia socialdemocrata prega uma gradual reforma legislativa do sistema capitalista a fim de torná-lo mais igualitário, geralmente tendo em meta uma sociedade mais justa. Atualmente seus defenssores propõem uma sociedade em que os ideais da igualdade e da justiça social convivam com a preservação das liberdades democráticas e individuais, no contexto de uma economia capitalista de mercado. Defende o Estado necessário. No espectro ideológico tradicional, a socialdemocracia coloca-se como força de centro-esquerda, procura a construção da chamada "terceira via", uma sociedade empreendedora e globalizada. Milton Friedman (1912 – 2006): Nasceu no bairro do Brooklin, em Nova York, no dia 31 de julho de 1912, sendo originário de uma família muito pobre, cujos pais emigraram da Rússia. Defensor dos princípios do liberalismo, permaneceu na Universidade de Chicago de 1946 a 1977, sendo seu professor de 1948 a 1977.

A partir de 1977 desenvolveu seu trabalho na Hoover Institution. Foi agraciado com o Prêmio Nobel em 1976, por suas realizações nos campos de análise de consumo, história e teoria monetária e por sua demonstração da complexidade da política de estabilização. Defesa intransigente da economia de mercado e do monetarismo em plena vigência do chamado grande consenso keynesiano fez com que fosse visto por muita gente como um economista ultrapassado, incapaz de perceber que o mundo do seu tempo não era o mesmo do final do século XVIII e início do século XIX, no qual Adam Smith defendera com grande vigor a teoria do livre mercado. Friedrich Hayek , idealizador da Mont Pelerin Society (entidade criada em 1948 que congrega, até hoje, liberais de todos os matizes), da qual Friedman é decano, foi talvez o único outro economista dessa época capaz de se contrapor, sempre em tom alto e forte, aos pilares básicos do consenso keynesiano.

O Prêmio Nobel recebido em 1976 e o refortalecimento das idéias e políticas econômicas de cunho liberal a partir da década de 1980, contribuíram para que o nome de Milton Friedman retornasse às discussões da teoria econômica, ainda que muitos ainda o façam cercados de grandes ressalvas.

f) O neoliberalismo

Agrupamento de pensamentos políticos e econômicos baseados no capitalismo que se destacou em 1970, a partir do economista Milton Friedman para amenizar e erradicar a crise econômica mundial de 1973, e sua inflação resultante da grande quantidade de impostos, alta cobrança de taxas e outros. Através do neoliberalismo percebe-se o incentivo a mudanças, o favorecimento ao progresso, a necessidade de remanejar gastos, a competição por privilégios entre autoridades sociais e governamentais. Estas percepções foram específicas nos diferentes países em que aconteceu. O neoliberalismo sofreu forte oposição dos conservadores que defendiam a omissão total do governo em relação à situação econômica do país, o que foi bastante visível na década de 80, quando os neoliberais conseguiram reverter a política governamental dos Estados Unidos e do Reino Unido. Características do Neoliberalismo (princípios básicos):



  • mínima participação estatal nos rumos da economia de um país;

  • pouca intervenção do governo no mercado de trabalho;

  • política de privatização de empresas estatais;

  • livre circulação de capitais internacionais e ênfase na globalização;

  • abertura da economia para a entrada de multinacionais;

  • adoção de medidas contra o protecionismo econômico;

  • desburocratização do estado: leis e regras econômicas mais simplificadas para facilitar o funcionamento das atividades econômicas;

  • diminuição do tamanho do estado, tornando-o mais eficiente;

  • posição contrária aos impostos e tributos excessivos;

  • aumento da produção, como objetivo básico para atingir o desenvolvimento econômico;

  • contra o controle de preços dos produtos e serviços por parte do estado, ou seja, a lei da oferta e demanda é suficiente para regular os preços;

  • a base da economia deve ser formada por empresas privadas;

  • defesa dos princípios econômicos do capitalismo.


Os críticos ao sistema afirmam que a economia neoliberal só beneficia as grandes potências econômicas e as empresas multinacionais. Os países pobres ou em processo de desenvolvimento (Brasil, por exemplo) sofrem com os resultados de uma política neoliberal. Nestes países, são apontadas como causas do neoliberalismo: desemprego, baixos salários, aumento das diferenças sociais e dependência do capital internacional. Os defensores do neoliberalismo acreditam que este sistema é capaz de proporcionar o desenvolvimento econômico e social de um país. Defendem que o neoliberalismo deixa a economia mais competitiva, proporciona o desenvolvimento tecnológico e, através da livre concorrência, faz os preços e a inflação caírem.

g) Consenso de Washington

Em 1989, no bojo do reaganismo e do tatcherismo, grandes vultos do neoliberalismo em ação, reuniram-se em Washington, convocados pelo Institute for International Economics, entidade de caráter privado. Diversos economistas latino-americanos de perfil liberal, funcionários do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do governo norteamericano. O tema do encontro Latin Americ Adjustment: Howe Much has Happened? , visava a avaliar as reformas econômicas em curso no âmbito da América Latina. John Willianson, economista inglês e diretor do instituto promotor do encontro, foi quem alinhavou os dez pontos tidos como consensuais entre os participantes. E quem cunhou a expressão "Consenso de Washington", através da qual ficaram conhecidas as conclusões daquele encontro.

Embora tivessem, em princípio, caráter acadêmico, as conclusões do Consenso acabaram tornando-se o receituário imposto por agências internacionais para a concessão de créditos: os países que quisessem empréstimos do FMI, por exemplo, deveriam adequar suas economias às novas regras. Para garantir e "auxiliar" no processo das chamadas reformas estruturais, o FMI e as demais agências do governo norteamericano ou multilaterais incrementaram a monitoração das alterações "modernizadoras". Em síntese, é possível afirmar que o Consenso de Washington faz parte do conjunto de reformas neoliberais que apesar de práticas distintas nos diferentes países, está centrado doutrinariamente na desregulamentação dos mercados, abertura comercial e financeira e redução do tamanho e papel do Estado.

Regras universais do Consenso de Washington: 1. Disciplina fiscal, através da qual o Estado deve limitar seus gastos à arrecadação, eliminando o déficit público; 2. Focalização dos gastos públicos em educação, saúde e infra-estrutura; 3. Reforma tributária que amplie a base sobre a qual incide a carga tributário, com maior peso nos impostos indiretos e menor progressividade nos impostos diretos; 4. Liberalização financeira, com o fim de restrições que impeçam instituições financeiras internacionais de atuar em igualdade com as nacionais e o afastamento do Estado do setor; 5. Taxa de câmbio competitiva; 6. Liberalização do comércio exterior, com redução de alíquotas de importação e estímulos á exportação, visando a impulsionar a globalização da economia; 7. Eliminação de restrições ao capital externo, permitindo investimento direto estrangeiro; 8. Privatização, com a venda de empresas estatais; 9. Desregulação, com redução da legislação de controle do processo econômico e das relações trabalhistas; 10. Propriedade intelectual. i) Crise financeira e ingerência internacional O sistema financeiro internacional enfrentou em menos de 15 anos quatro crises com proporções sistêmicas:



  • a quebra do México (1994) e suas desastrosas conseqüências para o mundo;

  • os seguidos ataques especulativos às economias emergentes asiáticas, além da Rússia e do Brasil (1997-1998);

  • o estouro da bolha das empresas “ponto.com” (2000);

  • o atual estouro da bolha imobiliária americana, deflagrado pela insolvência de hipotecas “subprime” (2006-2007).


A atual crise é o resultado da atuação de bancos de investimento, que captavam fundos oferecendo como garantia pacotes de títulos imobiliários, pacotes estes que levavam em sua composição contratos de risco baixo, associados com contratos de risco alto e mesmo incertos. Quando os contratos de alto risco começaram a fazer água, os pacotes “contaminados” tornaram-se sem valor, levando a uma crise de liquidez. Este processo foi potencializado pela prática, no mercado financeiro, de se utilizar tais pacotes como hedges (proteção contra risco) em outras negociações – inserindo uma escala de incertezas às transações de maneira muito pouco transparente. Operações assim se permitiram por conta da ausência dos Bancos Centrais na regulação das instituições financeiras especializadas, sob o argumento de que, ao fazê-lo, seriam inibidos os fluxos monetários que davam sustentação aos níveis investimento.

As duas primeiras crises citadas foram crises especulativas, causadas por investidores que apostaram na insolvência daquelas economias, provocando fuga de investimentos num processo de profecia auto-realizada. A crise valorização extremada da empresas de internet foi resultado de um complexo sistema de auto-valorização que envolvia analistas de risco, balanços fraudulentos e previsões de lucros deliberadamente exageradas baseadas em valorizações fictícias. O mais interessante paralelo entre estes quatro processos é que se tratava de crises anunciadas, previstas por analistas mais céticos, e que poderiam ter sido evitadas caso autoridades competentes tivesse tomado a precaução de regular o sistema financeiro – tanto em nível nacional como internacional. Ou seja, as crises financeiras que o mundo enfrentou nos últimos anos foram crises causadas pela ausência de supervisão das ações dos operadores financeiros e atores do mercado especulativo mundial, crises de ingerência.

Confira mais



COMPILAÇÃO FEITA A PARTIR DE:

- Almanaque Abril 2007, 33ª ed. São Paulo: Ed. Abril, 2007.

- AQUINO, DENIZE, JESUS, OSCAR. História das Sociedades. São Paulo: Ao Livro Técnico.

- http://www.wikipedia.org

- Artigos dos jornais O Povo e Folha de São Paulo.


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