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09-05-2014

Nem justiceiros, nem macacos

Precisamos ser cidadãos também no mundo virtual. O mais sensato a fazer é exigir a melhoria do sistema e combater o preconceito

O País assistiu a um episódio atroz nesta semana capaz de embrulhar o estômago de qualquer cidadão. Fabiane Maria de Jesus foi espancada até a morte em Guarujá (SP) após ser confundida com uma suposta sequestradora de crianças que praticava magia negra. Uma verdadeira tragédia causada por um boato no Facebook.

A credibilidade dos poderes instituídos para combater a violência está em baixa. A falta de resolutividade assusta. Segundo dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), somente entre 5% e 8% das investigações relacionadas a homicídios são concluídas. É preciso investir mais na polícia civil para desvendar crimes e prevenir a criminalidade. A sensação de impunidade é imensa.

Entretanto, esse descrédito não pode justificar o uso da Lei do Talião, que inspirou o Rei Hamurábi em 1700 a.C, na Mesopotâmia. “Olho por olho, dente por dente” era a principal máxima que caracteriza as punições que vigoravam àquela época. Temos de repudiar esse tipo de pensamento. Os direitos humanos têm de estar acima de qualquer julgamento prévio. Fazer justiça com as próprias mãos não é o caminho.

Episódios como o do espancamento em Guarujá tem se repetido. E pior: setores da mídia têm estimulado para o aumento dessa frequência. Não podemos deixar de repudiar o editorial lido por uma jornalista em rede nacional defendendo os agressores que prenderam um adolescente em um poste e o espancaram - no Rio de Janeiro – por ter cometido um pequeno delito na rua.

Também nos causou espanto a transformação de um belo gesto do jogador Daniel Alves – que comeu uma banana jogada da arquibancada acompanhada do xingamento “macaco” - em uma campanha publicitária que só reforça o preconceito de cor. Ganhou força na rede a hashtag #somostodosmacacos, desvirtuando a atitude simbólica do jogador. Não somos todos macacos, somos todos humanos, cheios de problemas e cheios de virtudes. Precisamos aprender a respeitar as diferenças.

Precisamos ser cidadãos também no mundo virtual. O mais sensato a fazer é exigir a melhoria do sistema e combater o preconceito. Pemais treinamento dos policiais e resolutividade das investigações, cobrar políticas efetivas de prevenção da criminalidade e repudiar a impunidade é o melhor a se fazer. O mundo precisa de mais humanidade. A internet tem de ser instrumento para acelerar o avanço da nossa sociedade. Jamais podemos permitir o caminho inverso.

 

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Deputado Estadual Artur Bruno

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